As Adaptações que Todos Amam

Criatividade não é para todos. Criar um bom texto, uma história envolvente ou um enredo atraente é uma tarefa difícil nos dias atuais, tamanha a quantidade de obras que nos são apresentadas diariamente.

Por essa razão, muitos diretores buscam adaptar livros de sucesso para as telas do cinema. E essa idéia está em alta nos últimos anos, pois vemos que muitos blockbusters tem sido concebidos a partir de roteiros adaptados (que, inclusive, é categoria do Oscar desde sua primeira edição, em 1929).

No caso do Oscar, especificamente, o prêmio é entregue para o autor de um roteiro adaptado de outra fonte, que pode ser um romance, conto, peça de teatro, musical ou outros. É um dos prêmios principais da cerimônia, junto com melhor filme, diretor e roteiro original.

A aposta em adaptações é simples: é muito mais fácil dar um toque particular a uma obra já consagrada do que criar algo novo que seja realmente bom. Além disso, a história, geralmente, já é bem conhecida do público, o que facilita na hora da promoção do filme.

Listei, a seguir, alguns livros que foram adaptados para o cinema. Algumas histórias são clássicas; outras são mais recentes – fato que não tira o mérito dos diretores de produzir películas de qualidade (ou não, como você poderá comprovar).

1. Crepúsculo

A saga “Crepúsculo” virou febre. Adaptada da série de romance de Stephenie Meyer, que vendeu milhões de exemplares ao redor do mundo, a sequência conta a história de amor entre a mortal Isabella Swan (interpretada pela insossa Kristen Stewart) e Edward Cullen (o mais insosso ainda Robert Pattinson), que vive uma espécie de vampiro “moderno” – bem diferente do estereótipo de vampiro com o qual estamos acostumados. Sucesso entre os adolescentes, a série estoura nas bilheterias a cada lançamento. Graças a Deus, a saga está para acabar…

Robert e Kristen, o casal #FAIL da saga Crepúsculo.

 

2. O Código Da Vinci

Baseado no polêmico romance de Dan Brown, “O Código Da Vinci” foi um dos filmes mais aguardados de 2006 – e também um dos campeões de bilheteria do ano. Entretanto, nem mesmo a presença do veterano Tom Hanks foi suficiente pra fazer o filme engrenar: o roteiro é cansativo e o filme recebeu inúmeras críticas, sendo até vaiado no Festival de Cannes. Pois é, expectativa demais dá nisso…

Nem Tom Hanks segurou as vaias em Cannes - pois é...

 

3. Alice no País das Maravilhas

A história de Lewis Carroll é clássica. Muitas adaptações foram feitas, tanto no cinema quanto na TV, mas as versões mais bem recebidas pelo público foram a animação de 1951 e, recentemente, a continuação feita pelo mestre Tim Burton, em película tradicional e outras tecnologias – ambas produzidas pela Disney.

Acima, Johnny Depp como Chapeleiro Maluco, na versão de Burton; abaixo, o clássico Disney.

 

4. Harry Potter

O bruxinho criado por J.K. Rowling fez sucesso nas livrarias – e também nas telonas. O jovem Daniel Radcliffe deu vida ao personagem e se tornou um dos ídolos teen mais amados nos últimos anos. Os filmes, muito bem recebidos pelos adolescentes, foram sucessos de bilheterias e fizeram a franquia Harry Potter ser uma das maiores campeãs de faturamento da história.

Harry Potter foi uma das séries de maior sucesso entre os adolescentes nos últimos anos.

 

5. A Rede Social

Vencedor de três premiações no Oscar 2011, “A Rede Social” foi considerado um “clássico moderno” pela Rolling Stones. Mas, na prática, o filme não cumpre tudo o que promete: tem um roteiro fraco e cansativo, atuações não muito convincentes e uma história que ficaria melhor apenas no romance. Definitivamente, não se tem a menor vontade de ler o livro quando se assiste ao filme.

Talvez o livro seja melhor...

 

6. Comer, Rezar, Amar

Julia Roberts, que andava meio sumida dos holofotes de Hollywood, voltou com força total em “Comer, Rezar, Amar”, baseado no livro homônimo de Elizabeth Gilbert. Muitos acreditavam que Julia, com sua atuação, levaria sua segunda estatueta em 2011; frustrando essas expectativas, a atriz não foi sequer indicada. Ao menos, o filme teve uma boa adaptação, condizente com o texto original.

Julia Roberts, em uma de suas melhores atuações com "Comer, Rezar, Amar".

 

7. Romeu e Julieta

Ah, Shakespeare… O dramaturgo inglês escreveu seu clássico mais famoso entre 1591 e 1596. Séculos depois, o cinema produziu diversas adaptações para a história. Entre as mais conhecidas, destacamos a versão de 1996, com Claire Danes e Leonardo DiCaprio protagonizando o jovem casal de amantes, impedidos de assumir um romance por conta da rivalidade entre suas famílias.

DiCaprio e Clare, na versão moderna (e nada convencional) de "Romeu e Julieta" (aqui, Romeu + Julieta).

 

8. Dona Flor e Seus Dois Maridos

Para representar o cinema nacional, vale a pena mencionar “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, inspirado no romance (deliciosamente envolvente) de Jorge Amado. Filmado originalmente em 1976 e dirigido por Bruno Barreto, o filme narra a história de Flor e o vínculo com seu falecido marido Vadinho, que mesmo depois de morto, atormenta Flor em seu novo casamento. Detalhe: “Dona Flor e Seus Dois Maridos” foi, durante muito tempo, o recordista nacional de bilheteria.

José Wilker, Sônia Braga e Mauro Mendonça protagonizaram o trio do romance de Jorge Amado.

 

9. O Fantasma da Ópera

Inspirado no romance francês escrito em 1910 por Gaston Leroux, “O Fantasma da Ópera” foi adaptado diversas vezes para cinema e teatro. A primeira versão cinematográfica data de 1925, com roteiro do próprio Gaston; o sucesso absoluto, entretanto, apareceu com a adaptação da história para o musical da Broadway, por Andrew Lloyd Webber. Em 2004, Gerard Butler interpretou o personagem título na versão para cinema do diretor Joel Schumacher.

Excelente musical, a última versão de "O Fantasma da Ópera" recebeu 3 indicações ao Oscar.

 

10. O Crime do Padre Amaro

Gael Garcia Bernal deu vida, em 2002, ao protagonista deste filme, inspirado livremente na obra de Eça de Queiroz. O filme quase deixou de ser finalizado, devido às reclamações do grupo católico mexicano que pedia o fim do projeto. Se em pleno século XXI a história causou polêmica, você consegue imaginar o bombardeio de críticas e protestos que Eça recebeu no lançamento do livro, em 1875, em Portugal, país que serve de cenário para o romance de Amaro e Amélia?

O filme, inspirado na obra de Eça de Queiroz, foi alvo de muitos protestos no México.

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3 pensamentos sobre “As Adaptações que Todos Amam

  1. foram ótimas adaptações e eu gostei da redesocial apesar das criticas, filme bastante interessante

  2. O texto ficou muito bom. Gostei do tema abordado. Discordo apenas do comentário sobre “A rede social”, porque achei um bom filme.

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