Eles Realmente Influenciam?

A Revista Época, em sua última edição, divulgou os nomes de 40 jovens mais influentes no país. A lista, bastante diversificada, inclui desde cantores (?) sertanejos até investidores e humoristas. A reportagem, muito duvidosa – uma vez que a revista Época é publicada pela Editora Globo – , anda causando muita polêmica na rede devido alguns nomes que nela constam. Então, algumas observações aqui podem ser destacadas.

A primeira delas é que é bastante arriscado selecionar 40 nomes que seriam os mais influentes em um país tão diversificado como o nosso. Muita gente infinitamente melhor que os selecionados não entraram na lista – e são tão ou mais influentes que os citados. E isso não é questão pessoal; é simples questão de observação mesmo.

O segundo ponto a ser mencionado se refere no tipo de influência que esses nomes exercem no país. Muitos ali não trazem absolutamente nenhuma contribuição significativa para as próximas gerações. Gente como Diego Ferrero (vocalista da banda Nx Zero), Luan Santana e – pasmem – Fiuk só estão ali porque estão em evidência neste momento. Mas e daqui há alguns anos? O que será desses artistas quando seus fãs crescerem e assumirem outras responsabilidades?

Da esquerda para a direita: o vocalista da banda Nx Zero, Diego Ferrero; o filho do Fábio Junior (desculpem, mas foi o único adjetivo que encontrei…), Fiuk; e o sertanejo moderno Luan Santana. Qual influência positiva nisso?

Uma lista como esta é extremamente delicada, pois nunca conhecemos ao certo quais são os fatores levados em conta na hora da escolha dos nomes. Muitos ali são completamente desconhecidos – pois exercem seu trabalho quase que no anonimato. É o caso de Mike Krieger, Manuela Dávila ou Alessandra Lariu. Honestamente, você conhece o trabalho dessas pessoas?

Alguns nomes ali até que são bastante conhecidos pelo público, como é o caso da cantora Ivete Sangalo, os atores Selton Mello e Wagner Moura, os humoristas Marcelo Adnet e Bruno Mazzeo e os esportistas Ronaldo e César Cielo. Até mesmo o co-fundador da rede Facebook, o recluso Eduardo Saverin, entrou na lista.

Da esquerda para a direita, de cima para baixo: a cantora Ivete Sangalo; o humorista Marcelo Adnet; o multi-artista Selton Mello; o criado do Facebook, Eduardo Saverin; o nadador Cesar Cielo; e o ator Wagner Moura.

A Época foi bastante ousada – como o é sempre. Nitidamente, se percebe uma clara tendência global na jogada. Talvez tenha sido impressão minha. Honestamente, são poucos ali que me surpreendem. Influência, no meu ponto de vista, envolve muito mais do que sucesso e fama momentâneos (seja na mídia ou em setores menos em evidência). Envolve, sobretudo, contribuição para uma sociedade melhor. E isso poucos fazem.

PS.: Pra quem acha que essa galera influencia muita coisa, confira o vídeo abaixo de um suposto “fã” do artista (?) Fiuk. Tire suas conclusões.


Sem mais comentários.

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