Whitney: A Voz de Uma Diva Que Se Cala

A atriz e cantora, no início de carreira.

Não é exagero quando dizemos que há alguns nomes que alcançam um patamar na fama tão elevado que são capazes de influenciar toda uma geração. De fato, existem artistas que mesmo que se não fizessem mais nenhum trabalho por anos seriam relembrados eternamente, deixando um legado infindável para as futuras gerações. Assim foi com ícones como John Lennon, Elvis Presley, Janis Joplin, Tom Jobim, Cazuza, Kurt Cobain e, nesta última noite de sábado (11) a diva norte-americana Whitney Houston.

Oficialmente, ainda pouco se sabe sobre a morte da cantora, que teria sido encontrada morta por um dos integrantes de sua equipe na banheira de uma suíte de um luxuoso hotel em Los Angeles. Aos 48 anos, a artista ainda teria sido ressuscitada pelos paramédicos de plantão, mas logo em seguida foi declarada morta – um dia antes da premiação do Grammy deste ano. A causa da morte ainda é desconhecida, mas, de acordo com a polícia local, não haviam sinais evidentes de intenção criminal.

Whitney foi uma das maiores intérpretes de sua geração. Durante as décadas de 80 e 90, a diva fez muito sucesso e se tornou uma da artistas com o maior número de vendagens na história da música. Ao longo de sua carreira, foram 7 álbuns de estúdios – ultrapassando a marca de 200 milhões de cópias vendidas, 6 Grammys e 30 vezes ao topo das paradas da Billboard. Apenas com seu disco de estréia, o homônimo Whitney, lançado em 1985, a cantora se tornou a artista feminina que mais vendeu com um álbum de estréia (aproximadamente 25 milhões de cópias, boa parte do sucesso devido às músicas Saving All My Love For You e How Will I Know).


Houston também atuou nos cinemas. Em seu primeiro papel, a artista protagonizou, ao lado de Kevin Costner, o casal do filme O Guarda-Costas (1992) – onde além de atuar, a bela também assumia parte da trilha sonora. O Guarda-Costas, além de indicações para o Oscar, foi o álbum mais vendido de uma artista feminina na história. Canções como I Have Nothing e I Will Always Love You (cover de Dolly Parton) se tornaram algumas das músicas mais conhecidas de seu repertório.

Whitney começou a cantar em corais de igrejas protestantes – e essa influência se tornou uma marca de seu legado. Para o jornal The New York Times,

…Whitney era uma das melhores vozes gospel de sua geração(…) evitando os maneirismos típicos deste gênero e usando frases evangélicas com moderação (…) comunicando força e auto-confiança.

Esse seu legado influenciou uma geração de cantoras, de Mariah Carey a Christina Aguilera, por exemplo. De fato, Whitney sabia dosar como ninguém as características típicas da música gospel norte-americana com baladas pop, criando canções inesquecíveis.

Entretanto, na vida pessoal, Whitney lutava para ter o mesmo sucesso que na carreira. Sua trajetória foi marcada pelo uso abusivo de álcool e drogas que – visivelmente – fizeram com que a diva perdesse seu timbre e potência vocais ao longo dos anos. É nítido a mudança vocal de Whitney em suas músicas na década de 90 (seu período de auge) e ao final dos anos 2000 quando, após diversas passagens por clínicas de reabilitação, a cantora estava lutando para abandonar o vício.


O mundo das músicas perde uma de suas maiores estrelas. Dona de uma voz inesquecível e de um talento inegável, Whitney nos deixa, mas seu legado permanece e durante muito tempo a cantora será lembrada como uma das maiores intérpretes gospel de todas as gerações.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s