As Razões Para Assistir “Titanic 3D”

O trailer de Titanic 3D, que estreou essa semana no Brasil, apresenta o filme como “uma produção do visionário diretor de Avatar”. Entretanto, seria muito mais coerente apresentar o filme como uma produção própria, um marco na carreira de seu diretor e atribuir sua visão extraordinária ao próprio filme, lançado originalmente em 1997. Agora, 15 anos depois de seu lançamento e também para “comemorar” o centenário do navio – e, obviamente, para aproveitar a onda do cinema 3D e faturar um pouco – , o diretor James Cameron recria em terceira dimensão sua obra-prima nas telas de cinema de todo o mundo e traz à tona uma das histórias que mais encantaram os cinéfilos de plantão.

Imagens reais do navio, cujo naufrágio completa 100 anos em 2012.

Os mais jovens, que não tiverem a experiência em 1997 de assistir Titanic no cinema tem agora a oportunidade (imperdível) de conferir o romance de Jack e Rose, dois jovens de classes sociais bem distintas, que lutam por sua sobrevivência – e também pela sobrevivência de seu amor – dentro do horror que foi o naufrágio do famoso navio, em 1912. Com um roteiro arrojado, Titanic leva o espectador, ao longo de mais de 3 horas de filme, a se deixar levar por uma história de amor suave e ação de tirar o fôlego, prendendo seus olhos na tela sem se cansar.

Cena clássica do filme de James Cameron - que ganhou, inclusive, diversas paródias.

Qualquer elogio a Titanic, a princípio, pode parecer exagero. Mas não é. Titanic é um dos filmes mais queridos de todos os tempos e um dos mais prestigiados longas da história. Foi o filme que lançou Leonardo DiCaprio como ídolo teen e alavancou a carreira de Kate Winslet, os protagonistas da trama. Além disso, consagrou Cameron como um dos melhores diretores de todos os tempos. O cuidado exagerado na produção (na época, houve-se boatos de que Cameron era um perfeccionista excêntrico, que despendia atenção aos mínimos detalhes e submetia sua equipe a situações constrangedoras) e os efeitos especiais utilizados – que eram avançadíssimos para a época – fizeram de Titanic um dos filmes mais assistidos e com maior faturamento ao redor do mundo.

James Cameron, com Kate Winslet, no set de filmagem. Se o diretor é excêntrico não se sabe; mas se é verdade, valeu muito a pena...

Desde Ben-hur (1959), nenhum filme alcançou a marca de 11 Oscars. Se, entretanto, Titanic faturou praticamente todos os prêmios técnicos, é com as estatuetas de melhor diretor e melhor filme que Titanic se sobressai. Titanic é um filme, definitivamente, um bom filme. Seja nos aspectos técnicos, quer seja em sua direção e roteiro, o filme se tornou um mega sucesso não apenas por seus milhões gastos em efeitos especiais excepcionais. Em Titanic, esses efeitos servem apenas para abrilhantar um filme que já é uma obra-prima por excelência. Costumo ter certa aversão a filmes com efeitos especiais extravagantes – pois, no geral, escondem um roteiro fraco e uma direção frouxa. Mas temos que admitir que Cameron soube cativar o espectador não apenas com os milhões em efeitos, mas com uma trama envolvente que é ingerida por qualquer público – sem apelação, sem forçar a barra.

Kate Winslet, que concorreu ao Oscar de melhor atriz por sua Rose Dewitt Bukater, em uma das cenas mais eróticas do cinema.

Quinze anos depois do lançamento original do filme, Leonardo DiCaprio é um dos atores mais bem pagos de Hollywood, Kate Winslet já ganhou um Oscar de melhor atriz (por sua atuação magnífica em O Leitor, diga-se de passagem), Cameron lançou Avatar – outro marco na história do cinema – e Titanic ainda sobrevive. Se levarmos em conta seu faturamento, sua publicidade, sua projeção e tudo envolto à sua história, não seria exagero dizer que Titanic é, talvez a maior obra cinematográfica de todos os tempos (e não estou falando de sua duração, certo?). Em um período em que Hollywood vem lutando para se manter em pé, Titanic sobreviveu ao tempo e é atual em qualquer época. Se daqui há alguns anos surgir uma nova produção sobre o transatlântico, será difícil que ela tenha a mesma grandeza da versão de Cameron.

A cena em que o navio se parte ao meio, após sua colisão com um iceberg, justificam todo e qualquer centavo empregado por Cameron (e também sua possíveis extravagâncias).

Os chatos de plantão podem torcer o nariz para o filme dizendo que se trata de um filme qualquer, com roteiro cheio de clichês, trilha sonora melosa, atuações fracas e blá blá blá. Muitos podem simplesmente não gostar do filme, o que é aceitável e criticam abertamente a obra de Cameron, não reconhecendo as qualidades da produção apenas por admirarem filmes cults. O fato inegável, no entanto, é que Titanic sobreviveu a si mesmo. Dificilmente Hollywood presenteará o mundo novamente com um filme como esse, um blockbuster com qualidade real e com tamanha projeção. Titanic, definitivamente, é uma expressão magnífica do sentido da sétima arte.

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