“Zeski”: O Retorno Promissor de Tiago Iorc

Já falei do cantor brasiliense Tiago Iorc aqui no site em algumas ocasiões (textos que você pode conferir aqui e aqui – aliás, este último é o texto mais acessado do canal, vale ressaltar aqui). Nas ocasiões em que escrevi sobre o cantor simpático até a alma, nunca poupei elogios para o rapaz – que, com seu talento ímpar, se tornou uma das grandes sensações da música nacional nos últimos anos e um dos intérpretes mais promissores do nosso meio. O cantor, que emplacou vários hits em novelas globais em seu primeiro trabalho, lançou há poucos dias o terceiro álbum de sua carreira, Zeski, que como os anteriores, só reforça os elogios que Tiago vem recebendo de crítica e público.

zeski

Zeski é apresentado pelo próprio Tiago como “um reencontro, um retorno ao que sempre foi mas que ainda não havia se manifestado; um auto retrato revisitado e atualizado” (diz se o cara não é um artista, hein?). De fato, Zeski é um álbum que faz um paralelo quase descarado entre os dois primeiros álbuns do cantor. Zeski une o teor pop de Let Yourself In (de 2008) com a leveza e desprendimento de Umbilical (lançado em 2011). O resultado é uma obra que é introspectiva e ao mesmo tempo convidativa, que te faz aprecia-la logo à primeira audição.

A grande novidade de Zeski é que, aqui, Tiago arrisca algumas composições em português, praticamente dividindo o álbum em duas partes distintas. Na primeira, temos canções cantadas em inglês – na minha opinião, de longe a melhor parte do álbum -, com Tiago apostando em um terreno que já conhece bem e que sabe que é sucesso. Aqui, temos canções como a balada Life of My Love, com sua melodia alegre que contagia o clima sem causar muita euforia. Também se destacam os já singles Yes And Nothing Less e It’s a Fluke – esta última, aliás, que é a grande música do álbum e a candidata a ser a “favorita” de muita gente. Ah, tem também Shelford Road, com belos acordes de violão enriquecendo sua introdução – e fazendo você cair de amores por Tiago e quase enxerga-lo sorrindo pra você enquanto canta.

Na segunda parte – que é iniciada pela faixa título do álbum Zeski, um instrumental simples e belo -, temos quatro faixas cantadas em português, onde Tiago arrisca algumas parcerias, como em Música Inédita (com a amiga Maria Gadú) e Um Dia Após o Outro (com o musicista Daniel Lopes). Além disso, Tiago também ousa ao trazer um cover de Tempo Perdido, de Renato Russo – que Tiago interpreta de forma tão pungente que extrai uma beleza que a música não teria se fosse por outro artista.

zeski

Com Zeski, Tiago não inova, mas ainda surpreende por conseguir unir o melhor de seus dois álbuns anteriores, criando um trabalho capaz de agradar seus velhos admiradores e conquistar novos fãs. Não há nada novo, com exceção das faixas em português – que, particularmente, com exceção de Tempo Perdido, eu penso que só servem para provar que Tiago é capaz de fazer bons hits em seu idioma natal, nada além disso. Ao longo de pouco menos de 40 minutos, você consegue identificar os melhores traços dos primeiros trabalhos do artista e, por esta razão, fica a sensação de que qualquer uma das faixas poderiam ser encaixadas nos discos anteriores do rapaz – o que pode frustrar alguns fãs. Zeski, no entanto, consolida o talento de Tiago e faz você ter os melhores momentos do seu dia a cada audição – e, no cenário musical “questionável” em que vivemos, isso te surpreende.

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