Com Humor Sutil, “A Festa de Despedida” Levanta Debate Sobre Eutanásia

Em A Festa de Despedida, um grupo de idosos mora em uma casa de repouso na cidade de Jerusalém. Lá, esses amigos constroem uma espécie de máquina de auto-eutanásia, com o intuito de ajudar um companheiro em estado terminal a dar um fim à sua própria vida de maneira digna e indolor. Aos poucos, a notícia se espalha entre os demais moradores do local, mas a reação é um tanto surpreendente: ao invés de recriminá-los, essas pessoas querem sua ajuda, utilizando-se do dispositivo e colocando aqueles indivíduos em um dilema: afinal, podemos decidir qual é a hora certa de morrer?

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Diante do sofrimento de uma pessoa que amamos e que pede insistentemente para deixar de viver, quais seriam nossas reações? Este é um assunto controverso e antigo (um dos personagens da história, por exemplo, cita Hipócrates em determinado momento) e que levanta questões não apenas emocionais, mas também quanto à legalidade da situação – afinal, a prática da eutanásia é proibida por lei em vários países. No entanto, se existem muitas formas de se tratar algo polêmico no cinema, os diretores Tal Granit e Sharon Maymon optaram por apresentar um humor leve e sutil para atenuar o peso de um argumento que discute abreviar ou não a vida de seres queridos. Com grande mérito, A Festa de Despedida equilibra sua narrativa, aliviando a tensão inerente à abordagem com piadas inseridas na medida e dose certas. Assim, A Festa de Despedida fomenta nossa reflexão acerca deste audacioso tema.

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Elogiado pela crítica e com um elenco formado por cultuados intérpretes israelitas, A Festa de Despedida só erra a mão, em alguns instantes, no ritmo um tanto lento – que faz com que o espectador se pergunte “isto é realmente necessário?”. Isto por vezes acaba atrapalhando um pouco a experiência cinematográfica, cansando o público – até mesmo porque “humor” é uma coisa muito particular, certo? A Festa de Despedida é bem desenvolvido e repleto de boas atuações, cumprindo bem sua proposta de informar e promover um debate que precisa urgentemente ser feito – mas, definitivamente, não é um filme muito digerível, ou seja, não é para todo mundo.

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