Os Maiores Vilões do Cinema

Não sei quanto a vocês, mas eu particularmente tenho uma quedinha por personagens com desvio de caráter. Nunca fui fã dos tipos água com açúcar bonzinhos, que fazem tudo em nome do amor e dos bons costumes e blá blá blá… Curto mesmo aquela galera que taca o terror e faz as obras muito mais dinâmicas, divertidas e recheadas de ação.

Portanto, como bom cinéfilo, listei com a ajuda de alguns amigos também de caráter duvidoso os dez maiores vilões da história do cinema. Vou ressaltar que a seleção não pretende listar os personagens mais assustadores ou malvados que já passaram nas telonas – mas sim mostrar aqueles que, de certa forma, todos nós admiramos e preferimos ao invés dos mocinhos e mocinhas chatos e enjoados

1. Alexander Delarge (Laranja Mecânica, 1971)
No filme mais influente de Stanley Kubrick, Malcolm McDowell vive Alex, líder de uma trupe (droogs) que sai pelas ruas agredindo, matando, estuprando e tudo mais o que querem fazer por puro prazer, mesmo que isso cause problemas para os outros. A mente brilhante, no entanto, tem bom gosto e é apreciador da música clássica de Beethoven.

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2. Scar (O Rei Leão, 1994)
Mufasa, o rei da selva, tinha um irmão invejoso, Scar, que planeja a morte do rei e de seu herdeiro, o pequeno Simba. Apesar de não ser tão favorecido fisicamente quanto seu irmão, Scar possuía inteligência e astúcia para elaborar os planos mais maquiavélicos e roubar o trono do irmão.

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3. Freedy Krueger (franquia A Hora do Pesadelo)
Conhecido como “senhor dos sonhos” (pelo incrível poder de controlar o sonho das pessoas), Freedy é o personagem fictício da sequência A Hora do Pesadelo. Freedy era um assassino de crianças de uma pequena cidade norte-americana e após ser queimado pelos pais vingativos, começa a atacar os adolescentes da região em seus sonhos, matando-os no mundo real.

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4. Jack Torrance (O Iluminado, 1980)
Mais um vilão de Stanley Kubrick, Jack Torrance (encarnado brilhantemente pelo genial Jack Nicholson) é um escritor sem inspiração que decide se mudar com a família para um hotel na região do Colorado durante o inverno, onde trabalhará como zelador do local. No entanto, o isolamento lhe causa problemas mentais e o torna cada vez mais agressivo. Bom, pelo menos é o que eu acho de um cara que persegue esposa e filho com um machado – em uma das cenas mais aterrorizantes e famosas do cinema.

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5. Hans Landa (Bastardos Inglórios, 2009)
Ele executa uma família judia logo nas primeiras cenas de Bastardos Inglórios. No filme do cultuadíssimo Quentin Tarantino, Christoph Waltz vive Hans Landa (apelidado gentilmente de “Caçador de Judeus”), um coronel nazista com a missão de localizar judeus na França durante a Segunda Guerra Mundial. A atuação magnífica de Waltz (que lhe rendeu o Oscar de melhor ator coadjuvante), interpretando um tipo cínico, sarcástico e astuto, faz com que Hans se torne um dos vilões que, por mais maldoso que seja, é impossível não amar…

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6. Sauron (franquia O Senhor dos Anéis)
Ainda que quase nunca apareça, Sauron é o principal vilão da saga O Senhor dos Anéis. Na franquia, ele literalmente “causou” na Terra Média, gerando guerras, fome, mortes, destruição e tudo o mais apenas para recuperar sua fonte de poder: o anel do título. No entanto, veja vocês, o todo-poderoso aí foi derrotado por um hobbit. Irônico, não?

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7. Lorde Voldemort (franquia Harry Potter)
Só para ter noção: o cara é tão fodão assustador que tem gente que prefere não pronunciar seu nome e se refere ao vilão como “aquele que não deve ser nomeado” #medo. Interpretado por Ralph Fiennes (aí algo que eu demorei para perceber…), Voldemort representa as trevas no mundo da magia e é temido, inclusive, pelo maior feiticeiro do mundo.

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8. Coringa (Batman – O Cavaleiro das Trevas, 2008)
Heath Ledger interpretou tão intensamente essa personagem que tem muita gente que afirma que Batman – O Cavaleiro das Trevas é o próprio Ledger. De fato, trata-se da melhor atuação do jovem ator, que ficou eternizado na pele do inimigo do homem-morcego. É dele a célebre frase “Why so serious?”, sinônimo do caos que o vilão causava por onde passava. Heath levou o Oscar póstumo de melhor ator coadjuvante por este papel, que faz com que você curta muito mais o vilão do que o mocinho (o insosso Christian Bale)…

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9. Norman Bates (Psicose, 1960)
Personagem de Anthony Perkins, foi o protagonista da famosa cena do chuveiro de Psicose, de Alfred Hitchcock. No filme, Norman é um psicopata, atormentado pela figura materna que sempre o oprimiu. Trata-se de um tipo inocente e monstruoso, único em toda a história do cinema e, provavelmente, um dos mais famosos tipos  da obra do mestre do suspense.

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10. Darth Vader (franquia Star Wars)
Provavelmente, é um dos mais queridos vilões da história do cinema, criado pelo mestre George Lucas. O cara era tão bom (em maldades, quero dizer) que botou  medo em toda a galáxia, matando seu tutor, traindo a Ordem Jedi e se aliando ao lado negro da Força. Não à toa, Darth Vader é o símbolo máximo da saga Star Wars, ganhando a preferência de muitos admiradores da franquia.

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50 Filmes Que Marcaram Sua Infância – Parte III

Já passamos da metade do mês – e muita gente já começa a contar no calendário quantos dias restam para o fim das férias de janeiro. Bom, como aqui ninguém para, separei mais alguns títulos que, certamente, você já deve ter assistido nas suas tardes. Vamos conferir?

24. Sepultado Vivo
Comecei a lista com um filme que, particularmente, eu torcia para ser reprisado no Cinema em Casa. Sepultado Vivo é um thriller que conta a história de uma mulher infeliz, presa a um casamento morno e que, com a ajuda de seu amante, resolve matar o esposo. Contudo, o marido sobrevive à tentativa de assassinato e volta para se vingar. Filme que te coloca à beira do suspense.

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25. Uma Linda Mulher
As comédias românticas estiveram em alta durante a década de 90. Uma Linda Mulher foi o filme que lançou Julia Roberts ao mundo – e, definitivamente, é um dos melhores filmes do gênero. A história gira em torno de Vivian, uma prostituta que é contratada por um milionário para se passar por sua acompanhante durante uma semana. O que ambos não esperavam era que seriam surpreendidos por um sentimento muito maior.

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26. Velocidade Máxima
Um psicopata coloca uma bomba dentro de um ônibus lotado de passageiros, exigindo dinheiro para não aciona-la e deixando claro que a velocidade do veículo não pode ser menor que tal quilometragem por hora. Daí vem um tira norte-americano (“New York City Cops – they ain’t too smart!”) para tentar desarmar a bomba e salvar a vida de todos. Mas quem não assistiu esse filme pelo menos umas 30 vezes que atire a primeira pedra…

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27. Elvira – A Rainha das Trevas
Elvira, a apresentadora de um programa de baixo orçamento de filmes de terror, teria sido plágio descarado “inspirada” da personagem Vampira, vivida por Maila Murni durante a década de 50. No longa, Elvira herda uma mansão de sua tia falecida em uma pequena cidade norte-americana. Sonhando em vender a casa e se mudar para Las Vegas, ela encontra encontra dois problemas: o preconceito dos moradores da cidade e seu tio que quer parte da herança.

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28. Um Tira da Pesada
Um dos campões de reprises da Sessão da Tarde, o filme trazia Eddie Murphy no auge de sua carreira, interpretando Axel Foley, um policial em ação tentando desvendar os mistérios que envolvem o assassinato de seu amigo Mikey Tandino.

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29. Splash – Uma Sereia em Minha Vida
O filme conta a história de uma sereia que vai até Nova York, transformada em uma bela mulher, para reencontrar um jovem que salvou. Quando se reencontram, ambos se apaixonam, mas tem que lutar contra ambiciosos pesquisadores que querem aprisionar o ser mitológico.

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30. Dirty Dancing – Ritmo Quente
Confesse que você já se pegou cantando a música principal de Dirty Dancing – Ritmo Quente! Pois é, grande sucesso das tardes globais, o filme conta a história da paixão entre Frances e um instrutor de dança. Entretanto, a relação entre eles é abalada quando o pai da garota acredita que o professor engravidou sua namorada.

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31. Parque dos Dinossauros
Spielberg é um dos diretores norte-americanos mais cultuados. Boa parte disso se deve aos block-busters que criou ao longo de sua carreira – e Parque dos Dinossauros está aí para comprovar. Tanto foi o sucesso do longa que houve mais duas sequencias – e uma quarta já está a caminho. Tudo bem que são quase 2 horas de filme para pouco mais de 15 minutos de dinossauro na tela e muitos milhões de dólares gastos – mas o filme virou uma lenda do diretor.

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32. Marte Ataca!
Homenagem burtoniana aos clássicos filmes de ficção de baixo orçamento (que Tim Burton tanto amava quando criança), Marte Ataca! é, para muitos, uma mancha negra na filmografia do diretor. Entretanto, na época em que passava no Cinema em Casa, o filme impressionava a garotada com a história dos marcianos que invadem a Terra e destroem tudo o que encontram pela frente.

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33. Coração de Cavaleiro
O falecido (e queridíssimo e talentosíssimo e excepcional) Heath Ledger protagoniza a história de William, um escudeiro que após a morte de seu mestre decide substitui-lo em uma competição. Para isso, além de treinar para o torneio, ele forja uma falsa árvore genealógica para provar que pertenceria a uma família de nobres e poderia participar do torneio.

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34. O Mentiroso
Jim Carrey protagoniza a história de um advogado que domina muito bem a arte da mentira. No dia do aniversário do seu filho, o garoto, que sofria com a ausência do pai, deseja que Jim fique um dia sem mentir. O desejo é realizado e a confusão está armada nesta comédia deliciosa.

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35. O Clube das Desquitadas
Dizem que só se conhece sua mulher quando ela vira ex. O Clube das Desquitadas está aí para comprovar essa tese. O filme conta a história de um grupo de amigas que após ajudarem seus respectivos maridos em sua ascensão profissional, são trocadas por mulheres mais jovens. Após o suicídio de uma das amigas, elas decidem unir forças para se vingar dos ex-maridos.

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E se você perdeu os demais filmes, confira as duas listas anteriores clicando aqui (parte 1) e aqui (parte 2). Lembrando que semana que vem é a última parte dessa seleção.
Ah, e não esqueça que todos os textos dessa seleção podem ser conferidos também no site do CaféComWhisky.

“Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”: O Desfecho Ideal Para a Trilogia de Nolan

Eu tinha todos os motivos para não gostar de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Primeiro: nunca fui fã de filmes e histórias de heróis. Segundo: tenho um certo receio com filmes que abusam de efeitos especiais, pois na maioria das vezes esses efeitos estão ali apenas para encobrir um roteiro ruim. Terceiro: depois de A Origem, fiquei meio perturbado com Christopher Nolan. Suas tramas complexas me deixavam com cara de dúvida e desespero, apesar de reconhecer seu talento para criar roteiros superiores aos blockbusters hollywoodianos. Mas depois de assistir o desfecho da trilogia de Nolan para o Homem-Morcego, tive que me render à obra do diretor e confessar, com um pouco de angústia, que sentirei falta de seu personagem.


Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge
não pode ser encarado apenas como um filme individual. Como filme avulso, é de tirar o fôlego do início ao fim. Como desfecho de uma trilogia de sucesso (iniciada em 2005 com Batman Begins e seguida de Batman – O Cavaleiro das Trevas, de 2008), este filme se firma como uma verdadeira obra-prima e, se não supera, no mínimo mantém o mesmo nível de qualidade dos dois filmes anteriores – afinal, Batman Begins foi considerado por muitos como o “melhor de todos”, daí veio o segundo filme da trilogia, com sua trama genial, e todos achavam que nada poderia superar sua história. Agora, é de se pensar: qual seria o melhor?

Se em Batman Begins somos apresentados às reais origens do herói mascarado e em Batman – O Cavaleiro das Trevas o vemos lutando contra o crime em Gotham City, em Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge Bruce Wayne volta à ativa após 8 anos dos acontecimentos do filme anterior, quando Batman assume os crimes cometidos por Harvey Dent (o Duas-Caras) e vive, desde então, recluso em sua residência. Aqui, Bruce (que ainda sofre com a perda de Rachel Dawes, seu único amor) retoma seu lugar de herói para lutar contra Bane, um mercenário terrorista cujo único objetivo é acabar com o Homem-Morcego antes de destruir Gotham (agora, vivendo em uma aparente paz devido às duras leis contra os criminosos), cumprindo o legado de Ra’s Al Ghul.

Confronto final entre Batman (Cristian Bale) e Bane (Tom Hardy).

Após o desastre que foi o desfecho da trilogia Homem-Aranha, muitos acreditavam que Nolan trilharia o mesmo caminho que Sam Raimi e que seria difícil para ele criar um terceiro filme à altura de sua obra. Mas Nolan conseguiu, com excelente maestria, desenvolver uma história que encerra grandiosamente sua franquia. Tudo contribui para que o filme seja um dos melhores de 2012 (um ano em que houveram várias decepções cinematográficas, como Sombras da Noite, Valente, Prometheus e outros) e, talvez, a maior realização de Nolan. O roteiro é muito bem trabalhado e, embora até possa ser absorvido individualmente, ele é diretamente “costurado” aos antecessores da série, o que enriquece ainda mais a franquia. Certamente, as melhores definições para o que move cada um dos filmes da série são, respectivamente, medo, caos e guerra.


Os efeitos do filme são grandiosos. Grandiosos não apenas porque são competentes mas, principalmente, porque foram usados corretamente. Em nenhum momento a trama é ofuscada por conta dos efeitos – que estão lá, presentes, mas servem apenas para embelezar ainda mais o filme. O melhor exemplo é a sequencia em que Bane detona um estádio: primeiro, aparece um garoto cantando o hino nacional norte-americano, seguido de diversas explosões que acabam com o campo de jogo. É, de longe, a cena mais arrepiante do filme e forte candidata às cenas clássicas do cinema. Só esta cena já vale cada centavo empregado no filme. Tecnicamente, som, fotografia e edição também se mostram competentes. Aliás, toda a técnica de Nolan não é utilizada em benefício próprio, para se engrandecer, mas sim em prol de um roteiro que não deixa a desejar em nenhum momento, escrito sob a maior qualidade. É um filme de ação mas que, sobretudo, tem idéias e é desse casamento entre ação e idéias que Nolan consegue extrair toda a força de sua trilogia.

Set de filmagem de “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”.

Se o roteiro foi bem trabalhado, podemos dizer que ele também foi bem representado por um elenco inspirado – o que já é comum aos filmes de Christopher Nolan. Cristian Bale, Morgan Freeman, Michael Caine e Gary Oldman continuam desempenhando muito bem seus papéis, mas sem dúvida os grandes destaques do filme ficam por conta de Anne Hathaway (que rouba a cena a cada aparição como Selina Kyle – uma habilidosa ladra de jóias e não uma inexplicável Mulher-Gato) e, a maior surpresa do elenco, Joseph Gordon-Levitt (que vive o policial Blake, de longe o maior reflexo de humanidade em todo o filme). Contribui também a trilha do veterano Hans Zimmer, que continua impressionante, assim como nos outros filmes da série, caindo como uma luva às sequencias de ação.

A grande surpresa do filme, Joseph Gordon-Levitt, que cresceu, engrossou a voz e já é aposta para filmes de ação.

Defeitos? Ora, qualquer filme, mesmo o maior clássico que possa um dia existir, tem. Alguns erros de edição foram notados (como numa cena em que está dia e, inesperadamente, escurece) e, principalmente, o número expressivo de personagens (que criou subtramas irrelevantes) dividiu as opiniões dos críticos. Faltou também uma dose daquele humor contido dos quadrinhos e um pouco do desajuste caótico dos vilões da trama – que tem um final, digamos, não tanto explosivo. Para muitos, é um filme que, tecnicamente, atingiu o auge da trilogia, mas recuou na sofisticação da trama para criar subtramas mais simplistas – diferente do que ocorre no segundo filme da série.

COMPARAR? PRA QUÊ?

O maior erro que os fãs da obra de Christopher Nolan podem cometer é comparar sua trilogia a outros filmes do herói, especialmente aos também cultuados Batman e Batman – O Retorno, de Tim Burton. Algumas diferenças são explícitas, saltando aos olhos de qualquer espectador atento e derrubando por terra a pergunta “Quem fez a melhor adaptação? Burton ou Nolan?”.

A cena clássica de “Batman – o Retorno”: Mulher-Gato e Batman, juntos.

Primeiro, as adaptações possuem visões diferentes. Reflexo, naturalmente, de seus diretores. Tim Burton é um excêntrico visionário, conhecido por suas produções bizarras e malucas, sem sentido e inusitadas, trabalhadas com uma arte impecável, sombria e fria, apresentando um roteiro muito mais próximo aos quadrinhos do que a obra de Nolan, transformando sua franquia em um produto direcionado, sobretudo, aos fãs da série. Já Nolan aposta em uma abordagem atual, transformando o roteiro não apenas em uma história de herói, mas também um estudo sobre moral, caos, anarquia e guerra. É um roteiro muito mais real e adulto do que Burton fez em seus filmes e que tende a agradar tanto os fãs do herói quanto os alucinados por filmes de ação convencional.

Bruce Wayne: Cristian Bale ou Michael Keaton?

Essas características dos diretores ecoam em vários pontos dos filmes. O Bruce Wayne de Burton, por exemplo, é um protagonista tipicamente burtoniano, com uma personalidade ambígua e dividida. É tão desequilibrado como qualquer um de seus vilões. Já o Batman de Bale é motivado muito mais por um sentimento de medo e justiça, que lhe permite, por exemplo, assumir a culpa dos crimes de um dos vilões em nome da paz na cidade. Michelle Pfeiffer é excepcional em sua performance como Mulher-Gato, criando cenas antológicas no segundo filme de Burton. É vagamente desequilibada, fruto das constantes humilhações que Selina Kyle sofreu dos homens (sim, uma personagem feminista). Já Anne Hathaway, apesar de fazer uma de suas melhores atuações, é apenas Selina Kyle, uma ladra de jóias que em nenhum momento é a Mulher-Gato e entrou na história contribuindo quase tão pouco à trama que poderia sair a qualquer momento sem ser percebida.

Mulher-Gato: Michelle Pfeiffer ou Anne Hathaway?

E o que dizer dos Coringas de Jack Nicholson e Heath Ledger? Ambos são os grandes e, talvez, maiores destaques das duas séries, mas há nítidas diferenças entre eles. O Coringa de Nicholson, aclamado pela crítica, era Jack Napier, chefe de máfia de Gotham. É um vilão debochado e cômico, assassino dos pais de Wayne e psicologicamente desestabilizado. Já Heath também tem um desempenho marcante, criando um vilão dramático, agressivo e violento, movido não por dinheiro, mas por uma alucinação expressiva e visivelmente propensa ao caos. Gotham City também é recriada de forma diferente por cada um dos diretores. Burton cria um cenário frio, melancólico, em uma Gotham com certos aspectos londrinos. Já Nolan, faz de Gotham City uma verdade Nova York, com arranha-céus, metrôs e pontes gigantescas. O roteiro de Nolan também dá muito mais espaço a personagens como Comissário Gordon, Harvey Dent e Alfred, tornando-os tão heróis como o homem mascarado.

Coringa: Jack Nicholson ou Heath Ledger?

Ao fim de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, é impossível sair da sala sem a triste sensação de “acabou?”. Não nos despedimos ali apenas de Bruce Wayne, mas damos adeus a Harvey Dent, Gordon, Coringa, à Gotham City. Quando se iniciaram os créditos iniciais, ouvia-se palmas e gritos histéricos por todos os lados. Apesar do final do filme em si não ser deveras apoteótico (até certo ponto, é bem simplista, recorrendo a temas comuns, como uma espécie de bomba-relógio prestes a explodir ou reviravoltas inesperadas), o filme como um todo encerra magnificamente a obra de Nolan. Ao menos, pode-se haver uma esperança: a Warner Bros já manifestou o interesse em, futuramente, filmar uma nova série, recriando Bruce Wayne em seu período mais jovem (como o fizeram recentemente com Peter Park). Mesmo a revelação (para mim surpreendente) final do personagem Black dá uma sensação de que uma nova franquia pode se formar (o que seria uma boa, visto que Joseph faz o melhor antagonista da trama, na minha opinião). Seja como for, Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é um filme pra ficar registrado e um presente tanto para fãs de quadrinhos quanto para amantes do cinema.

As Novas Caras do Cinema

O cinema é uma arte em constante mutação. Ao longo de toda sua trajetória, as mudanças sofridas nesse espaço são visíveis aos olhos dos telespectadores mais atentos. A indústria hollywoodiana ainda ostenta todo glamour que sempre lhe foi particular, mas temos que admitir que certas alterações saltam à vista dos cinéfilos de plantão. E isso também se reflete no time de astros e estrelas de cinema que todos nós amamos – e que estão com a bola toda.

Listei, a seguir, alguns atores e atrizes dessa nova geração de artistas do cinema que estão em evidência e tem tudo para se tornar grandes nomes dessa arte. Tudo bem, você dificilmente poderá enxergar um futuro Vincent Price, Martin Landau ou Marlon Brando, ou mesmo uma Julie Andrews ou Elizabeth Taylor. Mas esteja certo: esses nomes tem tudo para ser a aposta dessa nova geração.

1. Kirsten Dunst
Ela era a namorada do Peter Parker nos últimos filmes do Homem-Aranha, mas já havia sido elogiada por sua atuação em Entrevista com o Vampiro. Mais recentemente, é possível conferir a força da atuação de Kirsten em Tudo Acontece em Elizabethtown, onde ela contracena ao lado de Orlando Bloom.

Kirsten Dunst já mostrou seu talento ao lado de Tobey Maguire, Tom Cruise e Orlando Bloom.

2. Zac Efron
Ninguém imaginava que o ex-colegial de High School Musical pudesse ter algum talento. Mas não é que o guri provou o contrário? Zac arrancou boas críticas ao atuar em 17 Outra Vez e A Morte e Vida de Charlie, se tornando uma das maiores surpresas da Disney nos últimos anos. Será que o garoto irá fazer mais um novo musical? Bom, contanto que não seja uma sequencia da série Disney, tudo bem…

Da Disney para o mundo, Zac provou que sabe muito mais do que bater uma bola de basquete e cantar…

3. Heath Ledger
Okay, ele não poderá mais ser um dos maiores nomes do cinema mundial. Mas ele teria tudo pra ser, caso ainda estivesse vivo. Quando faleceu, em 2008, aos 28 anos de idade, Heath havia terminado de gravar Batman – O Cavaleiro das Trevas, onde interpretou o vilão Coringa – e arracou elogios da imprensa. O jovem foi encontrado morto em seu apartamento, quando ainda participava das gravações do filme O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus. O roteiro do longa foi modificado, de maneira que a personagem de Heath fosse substituída parcialmente por outros atores.

O falecido Heath Ledger – reconhecimento póstumo e em vida merecidíssimos.

4. Natalie Portman
Tudo bem, ela não é cara tão nova assim nas telonas. Mas vale a pena destacar a linda Natalie, vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 2011 por sua atuação no sensacional Cisne Negro. Natalie sempre trabalhou em filmes pouco badalados até que despontou para o mundo em Closer Perto Demais. Resta saber se, após a premiação de 2011, Natalie continuará sendo a talentosa atriz que tem sido até aqui.

A vencedora do Oscar 2011 e futura mamãe Natalie Portman.

5. Jesse Eisenberg
Ele não era conhecido até interpretar o polêmico Mark Zuckerberg, fundador (?) da rede Facebook, no filme A Rede Social (d0 qual eu sou um profundo crítico). Impressiona a maneira como a mídia se refere a ele como uma das maiores promessas do cinema atual. Particularmente, acho que ele precisará de mais algumas produções para poder comprovar seu talento e fincar seu posto em Hollywood. Mas a julgar pela paixão das fãs, Jesse já tem um lugarzinho lá…

Jesse – será que ele poderá provar seu talento quando a onda de “A Rede Social” passar de vez?

6. Orlando Bloom
O mais novo papai da área participou das trilogias O Senhor dos Anéis e Piratas do Caribe, onde interpretou o destemido Will Turner. Tamanho foi o sucesso do ator britânico que ele engrenou outras produções posteriormente, como os épicos Tróia e Cruzada, e o já citado Tudo Acontece em Elizabethtown.

O mais novo papai de Hollywood está meio sumido, mas é considerado um dos talentos masculinos mais promissores de sua geração.

7. Emma Watson
Nascida na França, Emma ficou conhecida ao interpretar a personagem Hermione na saga Harry Potter. Como modelo, fez propaganda da marca Burberry – fazendo com que a grife atingisse um público mais jovem. A jovem atriz cresceu junto com a história que encantou adolescentes no mundo todo – e muitos apostam em sua carreira como uma das mais promissoras.

Emma Watson agradou aos adolescentes ao viver Hermione. O que será da atriz com o final da saga Harry Potter?

8.Anne Hathaway
Anne é uma das minhas prediletas. Quando ela estreou em O Diário de Princesa, ninguém dava nada para a bela atriz; mas ela mostrou que era bem mais do que um rosto (muito) bonito. Mostrou seu talento em trabalhos como O Segredo de Brokeback Mountain, Alice no País das Maravilhas e será a nova Mulher-Gato dos cinemas. PS.: quando apresentou a cerimônia de entrega do Oscar 2011, sir Kirk Douglas não poupou na língua pra elogiar a atriz: “Anne, onde você estava quando eu fazia cinema?”. Nem quero imaginar…

Bela, Anne apresentou a cerimônia do Oscar 2011 ao lado de James Franco.

9. Andrew Garfield
Ah, o Andrew… Confesso que, das figuras masculinas, ele é o meu preferido. O trabalho dele pode ser conferido em O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus (onde ele atua ao lado de Johnny Depp e Heath Ledger) e também em A Rede Social, entre outros. Talentoso, simpático e com um futuro promissor em Hollywood, o rapaz foi escolhido para substituir Tobey Maguire no papel do próximo Homem-Aranha. Ótima escolha: um motivo a mais para ir ao cinema e acompanhar a história do herói…

O talento de Andrew já foi explorado pelo famoso cineasta Terry Gilliam. Na imagem abaixo, primeira imagem divulgada do ator como o protagonista de Homem Aranha.

10. Mia Wasikowska
Quando Mia foi anunciada como a Alice do filme de Tim Burton, os fãs do cineasta caíram matando. Quando o filme saiu, os fãs confirmaram o que antes era só especulação: a escolha não foi muito feliz. De fato, a australiana Mia Wasikowska não teve uma excelente atuação no filme. Mas a jovem é carismática e foi, inclusive, considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo na última lista da revista Time. Pois é, se a carreira de atriz não der certo…

A jovem atriz Mia Wasikowska – fale rapidamente o nome dela!