As Mães Famosas do Cinema

Pois é, depois de quase um mês fora, estamos voltando à ativa!

Amanhã, segundo domingo de maio, é Dia das Mães! E se há dois anos atrás nós postamos uma matéria especial sobre mães e filhas famosas (texto que você confere aqui), esse ano resolvi listar algumas mães famosas das telonas.

Portanto, dê uma conferida na lista e veja se identifica sua mãe em uma dessas figuras abaixo:

1. Eva (Tilda Swinton) – Precisamos Falar Sobre o Kevin (2011)
O relacionamento entre Eva e seu primogênito Kevin sempre foi conturbado, mesmo quando o filho ainda era bebê. Com a chegada da adolescência, a situação foge do controle e complica quando Kevin (Ezra Miller) assassina brutalmente alguns amigos do colégio.

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2. Ginger McKenna (Sharon Stone) – Cassino (1995)
No auge de sua beleza incontestável, Sharon Stone deu vida à Ginger, uma ex-prostituta de luxo, viciada em drogas e mãe de uma linda garotinha, fruto de seu relacionamento com o especialista em cassinos vivido por Robert De Niro. No longa de Scorsese, a mãe chega a amarrar filha na cama para poder se drogar em um bar – e ainda quer lutar pela guarda da filha após a separação do casal.

cassino

3. Lynn Sear (Toni Collette) – O Sexto Sentido (1999)
Na trama, Toni interpretava a mãe de um garotinho atormentado pelas visões de fantasmas (papel que consagrou o prodígio Haley Joel Osment). A cena final, em que todo o mistério do filho é finalmente revelado, está na lista das mais emocionantes do cinema – em um filme que reinventou o gênero de suspense.

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4. Anne Deveraux (Renée Zellweger) – Tudo Por Você (2009)
Após descobrir a traição do esposo, a belíssima Anne Deveraux (vivida por Zellweger) decide abandonar o lar junto com os filhos em busca de um novo marido que possa cuidar dela e de suas crianças – em plena década de 1950. Entretanto, essa busca se torna uma obsessão e o que deveria unir a família acaba afastando mãe e filhos.

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5. Jackie Harrison (Susan Sarandon) – Lado a Lado (1999)
Após ser diagnosticada com um câncer, Jackie tem ainda a difícil tarefa de conviver com a nova namorada do ex-marido, a jovem Isabel (Julia Roberts), que agora tem também a atenção das crianças para si.

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6. Erin Brockovich (Julia Roberts) – Erin Brockovich, Uma Mulher de Talento (2000)
No filme que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz, Julia Roberts vive Erin, uma mãe de três filhos que trabalha em um pequeno escritório de advocacia. Enquanto convive com as difíceis tarefas do lar, Erin ainda investiga um assunto que desencadearia um processo de mais de 300 milhões de dólares.

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7. Chantale (Anne Dorval) – Eu Matei Minha Mãe (2009)
O relacionamento entre Hubert (Xavier Dolan) e sua mãe (Anne Dorval) é, no mínimo, tenso. O filho odeia tudo na mãe: suas roupas, seus gestos, suas manias. As coisas ficam ainda piores quando a mãe descobre que o filho é homossexual através de uma conversa entre amigas. Primeiro trabalho de Dolan, Eu Matei Minha Mãe foi recebido com entusiasmo pela crítica especializada.

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8. Erica Sayers (Barbara Hershey) – Cisne Negro (2010)
Excesso de preocupação também pode ser prejudicial. Em Cisne Negro, a bailarina Nina sofre com a mãe doentia cuja único projeto de vida é proteger a garota dos males da vida – ao invés de ajuda-la a enfrentar seus medos e frustrações. Suspense psicológico que deu o Oscar de melhor atriz à bela Natalie Portman.

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9. Margaret White (Piper Laurie) – Carrie – A Estranha (1976)
Nada contra religião, mas ter uma mãe fanática religiosa, definitivamente, não dá… Muitos dos problemas vididos por Carrie são de responsabilidade de sua mãe Margaret White, personagem clássica de Piper Laurie em Carrie – A Estranha. Na trama, a mãe chega até mesmo a omitir da filha que as garotas tinham menstruação – fato que levou a menina a sofrer bullying logo nas cenas iniciais da trama.

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10. Rosemary Woodhouse (Mia Farrow) – O Bebê de Rosemary (1968)
O clássico de Roman Polanski conta a história de Rosemary que, durante a tão sonhada gravidez, começa a desconfiar de todas as pessoas à sua volta e tenta fazer de tudo para proteger o futuro de seu filho. Um dos melhores exemplos de terror psicológico no cinema, O Bebê de Rosemary é obrigatório para os amantes do gênero.

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11. Nic e Jules (Annette Bening e Julianne Moore) – Minhas Mães e Meu Pai (2010)
O casal lésbico vivido por Annette Bening e Julianne Moore é, talvez, o mais incomum na lista – mas merece um lugar aqui. Na trama, as duas personagens vivem dilemas que são comuns a todas as famílias – a mãe que abandona a carreira profissional para cuidar dos filhos, os pais que desconfiam da sexualidade do filho e se preocupam com seus amigos, o excesso de preocupação e autoridade de muitos progenitores, o filho que cresce e abandona a casa, entre outros.

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12. Ruth DeWitt Bukater (Frances Fisher) – Titanic (1997)
Toda mãe quer o melhor para seu filho, certo? Mas jogar nas costas da filha a responsabilidade de salvar a honra da família através de um casamento forjado não é pra qualquer uma. A mãe de Rose só não esperava que, durante a viagem que mudaria a vida de todos a bordo do navio, sua filha fosse se apaixonar por um passageiro da terceira classe e arruinar os planos da mãe.

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13. Beatrixx Kiddo (Uma Thurman) – Kill Bill (2003/2004)
Ter como mãe uma assassina profissional que fica em coma durante quatro anos após ser espancada pelos membros do grupo de extermínio da qual fazia parte seria uma aventura e tanto, certo? Pois bem, essa é a história que Quentin Tarantino criou, em parceria com Uma Thurman, para a saga Kill Bill, cujo tema é um só: vingança.

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14. Mãe do Stifler (Jennifer Coolidge) – American Pie (1999)
Todo mundo tem um amigo cuja mãe é gostosona! No caso do grupo de adolescentes da saga American Pie, o cara da vez era Stifler, cuja mãe arrancava suspiros de um dos seus amigos. Vale lembrar que este filme foi o responsável por popularizar, já no final da década de 90, o termo MILF (“Mom I’d Like To Fuck” – literalmente traduzido por “mãe com quem eu gostaria de transar”), referente ao fetiche sexual com mulheres mais velhas.

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15. Sra. Bates (Anthony Perkins) – Psicose (1960)
Em Psicose, do mestre do suspense Alfred Hitchcock, Norman Bates era atormentado pela memória da mãe, falecida há vários anos. A influência maléfica da mãe é, ainda que indiretamente, a grande responsável pelo assassinato cometido por Norman no hotel da família embaixo do chuveiro – naquela que é uma das mais famosas cenas do cinema.

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Estréias do Semestre: O Que Não Postamos Por Aqui…

Para os cinéfilos de plantão, o primeiro semestre de 2012 foi bem generoso. Além das várias estréias que postamos aqui ao longo desses últimos meses, muitos outros lançamentos também movimentaram a indústria cinematográfica e os fãs afoitos por novas produções. E ao que tudo indica, esse segundo semestre não vai ser muito diferente. Alguns longas estão chegando e prometem faturar alto nas bilheterias.

Quem curte um cinema no final de semana, teve que sair de casa com muita paciência…

Entre eles, temos o último episódio da aclamada trilogia de Christopher Nolan, Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, que estréia essa semana nos cinemas nacionais (e que já deu o que falar nos EUA). Em agosto, ao que tudo indica, temos também Rock of Ages – O Filme e Abraham Lincoln – Caçador de Vampiros, aparentemente os mais aguardados pelos fãs. Já nos últimos meses do ano, temos Frankenweenie, a animação de Tim Burton para seu curta homônimo lançado na década de 1980 (e que tem a missão de redimir o diretor por seu deslize em Sombras da Noite), o desfecho da saga “Crepúsculo” com Amanhecer – Parte 2 e, para os nerds que nos lêem, O Hobbit (que já tem várias imagens por aí).

Bom, enquanto estes filmes não chegam, vamos fazer um apanhado geral sobre as produções que estrearam nestes últimos meses e não comentamos por aqui. Se correr, ainda dá tempo de garantir o ingresso de algumas delas…


1. O Espetacular Homem-Aranha
Pois é, o filme dirigido por Marc Webb até que foi razoavelmente bem nas bilheterias mundiais, mas… dividiu os fãs. Não que seja ruim, mas certamente está bem abaixo do que os fãs esperavam. A química entre o casal Andrew Garfield e Emma Stone até que funcionou, mas faltou mais ação e um vilão mais digno do super-herói. Além disso, se Peter Parker era mais jovem do que o que já conhecíamos, tudo bem… O filme podia ser sobre um adolescente – mas não precisava ser um filme de adolescente. O longa até que rende uns bons minutos de entretenimento, mas como obra cinematográfica está bem razoável.

“O Espetacular Homem-Aranha”: espetacular só no nome mesmo…


2. A Invenção de Hugo Cabret
O último trabalho de Martin Scorcese foi indicado a 11 estatuetas do Oscar e faturou 5 delas (praticamente técnicos). De fato, o longa (rodado em 3D) é uma verdadeira aula de som e imagem e uma belíssima homenagem do diretor à sétima arte. Muito elogiado pela crítica, A Invenção de Hugo Cabret, no entanto, dividiu a opinião do público que, com toda razão, achou meio confusa a história do órfão que vive em uma estação de trem em Paris. O filme aborda os primeiros anos do cinema e cita nomes importante para esta arte, como Lumière e Mélièr.

“A Invenção de Hugo Cabret”: homenagem de Scorcese ao cinema.


3. Prometheus
Ficção científica do mestre Ridley Scott, Prometheus marca a volta do diretor ao universo “Alien”, que o consagrou. Na trama, um grupo de exploradores vai ao espaço futurista com a missão de desvendar a origem da humanidade. O roteiro, com alguns atalhos, não é nenhuma obra-prima, mas algumas cenas por si compensam o filme – como a sequencia do parto, genialmente arquitetada. No final, com sua impecável técnica, Prometheus surpreende, mas como obra cinematográfica deixa a desejar.

“Prometheus”: não vou fazer a piada clássica com o nome do filme, ok?


4. American Pie – O Reencontro
O quarto filme da série (ao menos com o elenco original, excluindo as diversas versões lançadas diretamente para DVD) traz o grupo de amigos liderados por Jim se reencontrando após 10 anos do colégio. O longa segue a linha dos primeiros filmes da franquia (que trouxe à tona o termo MILF – Mon I’d like to fuck), entretanto, algo se perdeu ao longo dos anos (ou seria os personagens que cresceram e perderam a graça?). Você até vai rir em alguns momentos, mas nada memorável como a antológica cena do personagem Jim “comendo a torta”. A sequência mais “divertida”, dessa forma, aparece já nos créditos finais com o pai do protagonista namorando no cinema…

“American Pie: O Reencontro”: personagens evoluíram; história não.


5. Anjos da Lei
Mais uma comédia nos moldes norte-americanos para fazer rir. Ou não. Anjos da Lei foi a adaptação cinematográfia da série que tornou Johnny Depp um astro teen nos seus primeiros anos de carreira. Nada muito excepcional: no longa, dois jovens amigos policiais são infiltrados em um colégio entre os adolescentes para tentar desvendar uma ação criminosa. Entretanto, os dois tem suas identidades trocadas – o bonitão tem que bancar de nerd e o gordinho de atleta – e a maior parte das poucas cenas engraçadas saem dessa inversão.

“Anjos da Lei”: participação de Johnny Depp pra aumentar audiência.


6. Para Roma, Com Amor
O que você pode esperar de Woody Allen, especialmente agora em sua fase “fora de casa”, filmando pela Europa? No mínimo, uma obra agradável. E é justamente essa a definição da crítica para Para Roma, Com Amor. Diferente do que acontece em seu último filme, o elogiado Meia Noite em Paris, neste longa Woody não segue uma única história – com começo, meio e fim – , mas apresenta 4 tramas distintas e isoladas, mas não muito coerentes. É como viajar rapidamente para vários locais apenas pra dizer “eu já estive lá” e não para conhecer profundamente o lugar e criar boas recordações – como na noite parisiense encantadora de Meia Noite em Paris.

“Para Roma, Com Amor”: todo nosso amor ao Woody Allen, porque né…?


7. Tão Forte Tão Perto
Indicado ao Oscar de melhor filme, o último longa de Stephen Daldry (de As Horas e O Leitor) conta a história de um garoto que perde o pai no atentado terrorista de 11 de setembro e tenta descobrir a última mensagem deixada por ele através de uma chave. O filme abusa nas emoções em excesso, especialmente nas belas atuações de um elenco inspirado (Max Von Sydon, Sandra Bullock, Viola Davis), mas peca ao manter o clima melancólico durante suas duas horas de duração, o que cansa qualquer espectador.

“Tão Forte Tão Perto”: melancolia excessiva pra te derrubar.


8. Deus da Carnificina
A volta de Roman Polanski, nesse período em que ele vem atravessando problemas com a justiça, culminou em um filme que a crítica recebeu de braços abertos. Longe de ter o mesmo apreço de suas obras-primas, como Chinatown, O Bebê de Rosemary ou O Pianista (pelo qual ganhou o Oscar de melhor diretor), Deus da Carnificina narra a história de dois casais (um casal que demonstra mais poder, do tipo onde esposo não tem tempo pra esposa e vice-versa; o segundo, um casal mais humilde e representando claramente a velha esquerda liberal) que se reúnem para conversar sobre a briga entre seus filhos. No entanto, conforme os minutos passam, os ânimos vão se exaltando e um novo campo de batalha é levantado.

“Deus da Carnificina”: a vida imita a arte, sr. Polanski?


9. MIB – Homens de Preto 3
Dizem as más línguas que MIB – Homens de Preto volta no tempo para tentar corrigir os erros do passado. De fato, o filme parece ter sido mais bem recebido pela crítica do que seus antecessores que, segundo os cinéfilos, eram apenas boas desculpas para fazer efeitos visuais fantásticos. Não que não haja efeitos no terceiro longa da franquia, mas o roteiro mais trabalhado ajudou a redimir os personagens com a crítica e o público. Bom, ao menos a bilheteria até agora tem nos levado a acreditar isso…

“MIB – Homens de Preto 3”: os anos passam, mas Will Smitt não muda…


10. Os Vingadores
E pra fechar a lista, seria impossível não mencionar aqui o sucesso estrondoso de Os Vingadores. Fora todos os elogios que o filme recebeu do público, a crítica também se rendeu e caiu de amores pelo longa, considerado por muitos como “a melhor adaptações de histórias de heróis de todos os tempos”. Nas bilheterias, Os Vingadores desbancou tudo o que tinha pela frente e já estourou vários recordes. Obviamente, já era de se imaginar que uma continuação da história do grupo de super-heróis fosse anunciada. Resta saber se a bilheteria recordista se repetirá…

“Os Vingadores”: nada se compara à saga destes heróis…

Ah, confira abaixo as nossas postagens sobre algumas outras estréias:

J. Edgar
A Mulher de Preto
Jogos Vorazes
Titanic 3D
Diário de um Jornalista Bêbado
Espelho, Espelho Meu
Branca de Neve e o Caçador
Sombras da Noite