10 Musicais Que Você Deve Assistir

Pra quem gosta de música e dramaturgia, nada melhor do que assistir a um bom musical.

No teatro ou no cinema, o gênero tem atraído a atenção de milhares de pessoas. No Brasil, temos presenciado nos últimos anos uma intensa onda de musicais invadindo os palcos brasileiros, o que tem proporcionado bons momentos de entretenimento para muitos. Atualmente, é possível assistir a bons musicais nos teatros das principais cidades do país, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Para aqueles que não gostam de teatro – mas não abrem mão de uma boa história contada ao som de belas canções – , selecionei a seguir alguns musicais famosos nas telas de cinema. Muitos deles se tornaram clássicos – mas são poucos os que realmente os conhecem. Portanto, confira a lista e escolha o seu. Afinal, o show não pode parar.

 

1. Mary Poppins (1964)
O filme foi vencedor de 5 Oscars, incluindo melhor atriz para a fantástica Julie Andrews, que interpreta Mary, uma babá que possui poderes mágicos e transforma a vida das crianças Jane e Michael. Além das belíssimas sequências musicais, o filme critica a sociedade da época, especialmente através dos personagens Sr. Banks (um homem frio e rígido – estereótipo inglês – que sustenta sua casa) e Winifred Banks (e esposa ativista do Sr. Banks, que tenta garantir o direito de voto às mulheres). A magia e diversão, no entanto, não se perdem com isso.


2. A Noviça Rebelde (1965)
O musical A Noviça Rebelde, originalmente com o título The Sound of Music, foi bem recebido pela crítica. Originado de um musical da Broadway, a produção levou o Oscar de melhor filme no ano de 1966. A história gira em torno da governanta Maria (Julie Andrews), que vai trabalhar na casa do Capitão Von Trapp, um homem solitário, que desde a morte de sua esposa, cria os filhos com rigidez. História parecida com Mary Poppins, mas aqui Maria e Von Trapp se apaixonam – inclusive, Von Trapp termina o noivado com uma baronesa para poder se casar com Maria.


3. Chicago (2002)
Chicago misturou música e comédia na dose certa – o que lhe rendeu 6 prêmios Oscars, incluindo o de melhor filme. A história se passa na década de 1920, em uma cidade onde todos almejam o sucesso, inclusive as assassinas Roxie Hart e Velma Kelly (respectivamente, Renée Zellweger e a bela Catherine Zeta-Jones). O filme aborda a questão de se tornar uma celebridade instantânea e como isso pode levar ao ostracismo.


4. Um Violinista no Telhado (1971)
Mais um filme baseado em um musical da Broadway, Um Violinista no Telhado levou quatro Oscars. A  história se passa na Rússia, especificamente na época do Czarismo, onde um leiteiro judeu tem uma vida tranquila até que decide casar suas duas filhas mais velhas, que recusam o casamento imposto pelo pai. Uma das curiosidades em torno desta produção é que o papel do leiteiro Tevye foi cotado para nomes como Marlon Brando, Anthony Quinn e Frank Sinatra – mas quem acabou ficando com  a personagem foi Chaim Topol.


5. Cry-Baby (1990)
Mais uma comédia na lista. O musical conta a paixão entre o bad-boy Wade Walker (Johnny Depp, em um de seus primeiros papéis no cinema) e Allison Vernon-Williams, uma jovem rica criada pela avó, que considera Wade o líder de uma gangue juvenil que ameaça a paz da pequena cidade de Baltimore, nos anos 50. O filme é embalado por canções de rockabilly e rock and roll, estilos próprios da época. Assim como aconteceu com Um Violinista no Telhado, outros atores foram sugeridos para o papel do protagonista, como Tom Cruise e Jim Carrey – mas, sabiamente, o diretor John Waters escolheu Johnny Depp para o papel do jovem Cry-Baby.


6. O Fantasma da Ópera (2004)
O filme foi baseado no romance de Gaston Leroux e tem o roteiro de Andrew Lloyd Webber. Já foi adaptado para a Broadway e já passou pelo país – em uma das maiores bilheterias nacionais. O desfigurado “fantasma” (vivido por Gerard Butler) encontra em Christine a voz ideal para expressar todas as suas emoções. Entretando, o ciúme doentio do fantasma por Christine coloca em risco a vida da jovem e de Raoul, um ex-namorado de infância de Christine, que a reencontra e faz reacender a chama desta paixão.


7. New York, New York (1977)
Apesar de não ser muito badalado, este é um dos melhores filmes do diretor Martin Scorcese. O filme narra o envolvimento do músico Jimmy Doyle (0 fantástico Robert DeNiro) com a cantora Francine Evans (Liza Minnelli), que se conhecem no mesmo dia em que termina a Segunda Guerra Mundial. Enquanto buscam o sucesso, eles vivem momentos conturbados nessa relação, que é um romance e também uma parceria artística. No teatro, o musical já passou pelo país este ano e agradou ao público paulista.


8. Cantando na Chuva (1952)
O filme ocupa a primeira colocação em diversas listas de maiores musicais norte-americanos de todos os tempos. Não é pra menos: quem nunca ouviu a canção Singin’ in the Rain e não se recorda da clássica cena do astro Gene Kelly fazendo piruetas na chuva? O musical conta a história de dois astros do cinema mudo que tentam se adaptar aos novos métodos do cinema para manter a fama que conquistaram.


9. Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007)
Também baseado em uma peça da Broadway, Sweeney Todd foi o filme que consagrou o diretor Tim Burton e fez com que seus colegas de Hollywood reconhecessem o talento do excêntrico artista. O musical conta a triste história de Benjamin Barker, um modesto e simples barbeiro que, após ser preso injustamente, retorna à cidade de Londres – agora como Sweeney Todd – para executar sua maligna vingança. O suspense conta com Johnny Depp no papel do medonho Benjamin. As cenas de assassinato do filme – onde litros de sangue são jorrados a cada corte de garganta – são um espetáculo à parte.


10. Evita (1996)
Evita é um clássico. Dirigido por Alan Parker e baseado na peça teatral do mestre Tim Rice, o musical conta a história de Eva Perón, uma das mais populares primeiras-damas da América. A biografia – narrada em flashback – mostra a infãncia pobre de Eva até sua ascensão como artista e seu casamento com o político Juan Perón – quando de “prostituta”, como era chamada, Eva passou a ser idolatrada e uma das figuras políticas mais influentes de toda a história da Argentina. A cena do funeral de Evita é, por si só, um espetáculo. A produção ganhou o Oscar de melhor canção original (para You Must Love Me) e o Globo de Ouro de melhor atuação de atriz em cinema (para Madonna – sim, Madonna).

Limite: Eis a Questão de “Sem Limites”

Dizem por aí que um ser humano comum usa apenas entre 10 a 20% da capacidade de seu cérebro. Tal teoria nunca foi, de fato, comprovada – o que gera polêmica entre os estudiosos do assunto. Entretanto, fica a questão: existe realmente alguma substância que nos permita utilizar o potencial de nosso cérebro por completo? Partindo dessa idéia, surge a história de Sem Limites, do diretor Neil Burger (de O Ilusionista, 2006), que estreou nessa sexta-feira (24) nos cinemas nacionais.

01

Eddie Morra (Bradley Cooper) é um escritor fracassado passando por uma crise de criatividade e inspiração que o impede de terminar seu livro. Entretanto, após ser abandonado por sua namorada, Eddie reencontra seu ex-cunhado que lhe oferece uma droga que, segundo ele, ativaria toda a capacidade de seu cérebro. Após ingerir a substância, Eddie se transforma em um novo homem: termina seu livro, quintuplica seu dinheiro apostando na bolsa de valores, fala fluentemente novos idiomas, se relaciona com as mais belas mulheres da cidade, torna-se mais seguro de si… Enfim, Eddie se torna, definitivamente, um ser superior e totalmente diferente daquilo que sempre foi. Mas à medida que sua dependência por esse remédio cresce, ele se vê inserido num problema comum a qualquer usuário de drogas: a abstinência. E como conseqüência de seu uso excessivo, Eddie entra aos poucos em um estado deplorável, que pode o levar à morte assim como fizera com tantos outros usuários.

O filme convence porque tem um roteiro direto, uma fotografia moderna e a narrativa é feita no tempo certo, o que não cansa o telespectador. Uma sacada genial de Neil foi alterar a “tonalidade” do filme, que ora é acizentada, fria, sombria (quando o personagem está sóbrio) e ora clara, organizada (quando sob efeito da substância). Bradley Cooper está bem na pele de nosso protagonista – e também é gratificante ver Robert DeNiro de volta às telas com um personagem que, se por um lado é pequeno em cena, é importante na história e comprova a boa forma do veterano astro de Hollywood.

02

Sem Limites, de longe, não é um filme perfeito: há alguns erros que merecem ser apontados. Entre eles, o roteiro óbvio, que nos leva a prever algumas sequencias e nos deixa cientes de que mesmos os melhores roteiros tem algumas falhas (isso sem falar que, apesar de bom, não sabemos se estamos diante de um suspense, um filme de ação ou qualquer outro gênero). Além disso, puritanismo à parte, sabemos bem que nem todos os usuários de drogas conseguem ter um final feliz, como acontece com Eddie. Ao ingerir a substância NZT, ainda em fase de teste, Eddie se despe de seu verdadeiro “eu” para se tornar uma pessoa que ele considera melhor, mas até onde isso é real? Ele não reconhece seus limites e se torna um personagem por vezes irritante, ambicioso, cheio de si e sem nenhuma consciência moral do que é certo ou errado, pois, afinal, só pensa em si mesmo e em todos os benefícios que a droga pode trazer a ele.

O final nos dá a idéia de que pode haver uma continuação para a história. Se isto acontecer, com certeza valerá a pena voltar ao cinema para saber o desfecho da narrativa. Entretanto, não se empolgue: você não perderá nada caso isto não aconteça. Sem Limites é um bom filme, um thriller bem feito que é ideal para um cinema com o pessoal da faculdade no final de semana. E esta é justamente a sua limitação.