Muti: Crime e Poder (The Ritual Killer)

O detetive Lucas Boyd (Cole Hauser) passou por um trauma que ainda o atormenta: a morte prematura de sua filha. Sua vida, a partir daí, apenas acontece, dia após o outro: é nítido que sua existência já não tem o mesmo sentido. Sua rotina indiferente muda quando Boyd recebe um novo desafio: rastrear um serial killer que mata suas vítimas de acordo com um ritual tribal conhecido como “muti”, uma antiga prática de magia negra. Nessa jornada em busca do criminoso, Boyd recorre à ajuda do professor Mackles (Morgan Freeman), um antropólogo especialista em estudos africanos que é o único que pode entender a loucura por trás dos métodos sinistros do assassino.


Muti: Crime e Poder é um suspense que não chega a obter qualquer relevância dentro da extensa lista de histórias sobre assassinos em série que pipocam no universo cinematográfico. A despeito de uma premissa interessante (a ideia de relacionar os crimes brutais com uma prática de feitiçaria, o que poderia ser explorado mais satisfatoriamente – vide a cena final inusitada), a trama não vai além de um punhado de clichês do gênero: não importa o quanto o roteiro (não) se esforce, ele não consegue avançar em suas obviedades. O desenvolvimento dos personagens também se mostra deficiente, especialmente do vilão forçado, cuja ‘onipotência’ não é crível e produz sequências duvidosas. Embora este não seja o trabalho de estreia de George Gallo, é notória a sensação de amadorismo da produção, desde a direção e suas escolhas questionáveis às atuações triviais de um elenco pouquíssimo inspirado (do protagonismo insosso de Cole Hause a um Morgan Freeman ligado no automático). No fim, Muti: Crime e Poder se configura como versão requentada de vários longas que já vimos anteriormente, mas apresentado de forma mediana, sem entusiasmo e incapaz de valorizar sua temática, perdendo assim a própria identidade.

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