A Gravata Suja, o Debate e as Eleições 2014

Alguns aqui nas redes sociais devem saber que eu trabalho na área comercial de um banco do segmento privado. Uma peça fundamental do meu vestuário é a gravata, item que uso diariamente. Há poucas semanas, após tomar café da manhã na minha agência, fui ao banheiro escovar os dentes e sujei minha gravata com creme dental. Precisei ir até uma loja próxima e comprar uma nova peça. Para minha surpresa, os modelos ali não me agradaram, eram de péssima qualidade e pouco combinavam com os demais itens. Mas como precisava de uma gravata, acabei comprando um modelo “apresentável”.

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Ontem, ao assistir ao último debate entre os candidatos à presidência da república brasileira, tive a mesma sensação descrita acima. Eu sou um cidadão que voto desde os 16 anos – por opção própria, porque acho que o voto é um exercício pleno de cidadania. Mas em todos os anos, nunca tive tanta dificuldade para escolher um nome. A eleição de 2014 será para mim a mais difícil. Apesar de já ter em mente quais serão os meus candidatos, sinto admitir que, ao menos para os principais cargos, estou votando naquele que para mim é o “menos pior”. Até agora, não vi nenhum candidato (salvo algumas raras exceções em alguns determinados – e tendenciosos – assuntos) apresentar propostas concretas e minimamente coerente para minimizar os problemas de nosso país.

Seja honesto com você mesmo: em quem votar? Pare e reflita com seriedade. Quem merece seu voto para presidente ou governador, por exemplo?

Veja o caso de nós, paulistanos: elegeremos por mais quatro anos o mesmo partido e as mesmas ideias que nos perseguem há décadas (e que tanto reclamamos) apenas porque não temos opção. É a pura verdade: não temos nenhuma opção melhor. Mesmo em meio à crise que estamos enfrentando no estado (nossa água já tem dia para acabar, velho!), elegeremos o mesmo responsável direto por este caos simplesmente para não corrermos o risco abominável de colocar o PT no poder. Não há candidato que valha a pena.

No âmbito presidencial, o problema vai mais alem. Por mais quatro anos, seremos obrigados a aturar dona Dilma gaguejando e servindo de vergonha alheia simplesmente porque nenhum dos demais candidatos são, no mínimo, “suficientes”. Mesmo após os inúmeros casos de corrupção e o índice de reprovação de seu governo lá embaixo, Dilma fatalmente se reelegerá – e ninguém parece se importar com isso. O brasileiro parece que esqueceu tudo o que aconteceu nos últimos anos. As manifestações ocorridas há pouco mais de um ano atrás não serviram para nada a não ser atrasar a minha ida à universidade com o trânsito infernal de algumas avenidas.

O debate de ontem só serviu para me dar a certeza de que ninguém ali é apto para o cargo. Reflita: em quem votar? No religioso católico que prega seu discurso homofóbico? Na candidata à reeleição que mal sabe nossa língua portuguesa? Na crente fervorosa que muda seu plano de governo cada vez que o líder de sua igreja esbraveja suas asneiras no Twitter? No pastor perdido que não sabe onde está e para que veio (imagine esse cara pregando em uma igreja, imagine…)? No barbudo “boa praça” que, certamente, seria uma ótima companhia de barzinho? Na “super cool” que promete cuidar dos direitos das minorias (aliás, fica a dica: é bonitinho, mas posta foto com número de partido ou é militante fervoroso que não sabe nem o papel de um deputado? Estou fora)? No candidato supostamente “sério” que tem um passado duvidoso?

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Não, não, não! Desculpe, mas ninguém ali mereceria meu voto verdadeiramente.

Cadê os candidatos que querem realmente resolver os problemas do Brasil? Se você acompanhou o debate ontem, pode perceber que todos estavam mais preocupados em “causar”, “criar atrito”, “atacar seu oponente” do que em discutir problemas, propostas e soluções. O nome nem deveria ser “debate” mas “combate” porque a coisa ficou blasé e chata. Era algo mais ou menos assim:

PERGUNTA: “Qual sua proposta para o problema da jaca no Brasil?”

RESPOSTA: (com longas pausas, estendendo o tempo) “Eu acredito que a questão da jaca no Brasil é de suma importância e será um dos pilares do meu governo. A situação merece uma atenção, porque a jaca não recebeu o devido tratamento na atual gestão. Em meu governo, a jaca será prioridade.”

Okay, mas qual é a sua proposta para a jaca, candidato? E essa era a mesma resposta para a jaca, a melancia, o abacaxi e todas as demais frutas da banca. Mesmo.

Quando cheguei em casa, tirei a gravata nova, desfiz o nó e joguei-a na minha gaveta com as demais. De lá para cá, fui utilizando outras e ela já deve estar lá no fundo, escondida. Dificilmente ela será utilizada novamente. Tenho uma gravata vermelha linda que sempre uso com aquela minha camisa branca que minha mãe passa impecavelmente e fica excelente. Esta é a minha gravata preferida. Não tenho um candidato preferido, infelizmente. Tenho em quem votar, mas não é o ideal. Votar em branco? Sei lá. Até pode ser. Ao menos aqui eu posso – diferente do banco, onde eu não posso ir sem gravata.

Muito menos suja.

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Por Que Eu Não Gosto de Cinema em 3D

Nesta semana, finalmente assisti Gravidade – em 3D, numa sessão de quinta-feira, não muito vazia e em um shopping bem movimentado da capital paulista. Confesso que resisti um pouco no começo – mas como as críticas eram favoráveis (tanto ao filme quanto à atuação da Bullock, por quem eu não morro de paixões…), decidi ceder e conferir a produção de Alfonso Cuarón. Surpresa: gostei por completo. Mas mesmo assim, tenho que confessar: assistir Gravidade só me fez ter mais certeza de que eu realmente não curto cinema em 3D.

Bom, vou refazer minha frase: eu não sou fã de filme em 3D ou qualquer outro tipo que use muita tecnologia para recriar uma história. Confesso que isso é uma questão pessoal. Eu sou uma pessoa chata, não costumo gostar das coisas que a maioria das pessoas gosta e tenho certa predileção por tudo aquilo que é estranho. Fujo dos blockbusters norte-americanos e caio de amores pelos dramalhões europeus. Logo, não seria muita surpresa se eu saísse do cinema soltando os cachorros. Já saí de sessões no meio de produções de sucesso por não suportar as imagens e todo o resto. Mas se você está pensando que eu sou um intelectual metido a besta, vou dar aqui minhas razões.

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Cinema é uma arte visual? Sim, mas não apenas isso. É um conjunto, é uniforme. Aí reside o problema em longas com muitos efeitos especiais: a atenção fica voltada – muitas vezes – simplesmente a esses aspectos técnicos e elementos essenciais de um bom filme (roteiro, desenvolvimento de personagens, diálogos) acabam sendo deixados de lado. Ou seja, se gasta muito tempo – e dinheiro – em efeitos especiais mirabolantes e o filme em si, cadê? Uso sempre o exemplo de Jurassic Park. Na época, Spielberg gastou milhões de dólares em computação gráfica – para criar pouco mais de quinze minutos de dinossauro na tela. Solte o cronômetro e confira. Quinze minutos! E para ver apenas quinze minutos de répteis, o espectador é obrigado a engolir quase 2 horas de um produto bem mediano.

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Efeitos e computação gráfica não compensam boas histórias e tramas. Talvez seja clichê falar isso, mas é realidade. O filme pode ter técnica apurada – mas não é apenas isso que faz uma grande produção. Não é só de imagem que o cinema sobrevive, mas sim de seu conteúdo. Gravidade mesmo: enche os olhos dos espectadores com belas imagens, mas eu saí do cinema com aquela sensação de “okay, entendi, mas… e aí?”. E quando a película é rodada em 3D eu fico ainda mais irritado. A grande massa não sabe diferenciar conceitos. Pegue o sucesso Os Vingadores. Milhões arrecadados ao redor do mundo – “a melhor adaptação de heróis no cinema”, alguns diziam. Mas os milhões arrecadados se devem, não podemos esquecer, às milhares de sessões em 3D – cujo ingresso custa, em média, duas vezes mais do que as sessões convencionais. Os Vingadores é ruim? Não, mas são duas horas de lutas e mais lutas, vilões, mocinhos, explosões… tudo o que agrada aos olhos, mas e o coração? Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, é outro exemplo: uma das maiores bilheterias mundiais e ao mesmo tempo um dos filmes com menor avaliação da carreira do cineasta.

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“Você é um chato mesmo!”, vão dizer alguns. “Imagem é tudo e é a base da arte do cinema.”, vão dizer outros. Eu concordo. Mas o conjunto é importante. O roteiro tem que estar amarrado, o elenco em sintonia, o som condizente com a imagem, tudo tem que estar alinhadinho – e não apenas computação gráfica. As duas coisas precisam caminhar ali, lado a lado. É possível? Sim. Ficaria aqui dando vários exemplos de produções bem sucedidas nesse aspecto. A trilogia Batman de Nolan é um caso bem atual. A saga O Senhor dos Anéis é outra que consegue unir bem esses dois conceitos. E o nosso velho Cameron com Titanic e Avatar? Tem como não amar?

Sou a favor do uso de tecnologia no cinema. Só penso que ela não pode se sobrepor a aquilo que realmente é a essência dessa arte. Se usada de forma correta, ela contribui muito dentro da obra. Do contrário, pode até atrapalhar. Compare os efeitos especiais da primeira trilogia Star Wars com a segunda. Quero ver quem é macho suficiente para dizer que prefere os primeiros episódios ao invés dos clássicos de George Lucas. Em Episodio II – O Ataque dos Clones, o uso de CG é tão pífio que dói nos olhos. Em uma determinada cena, Anakin e Amidala estão tendo momentos românticos em um campo aberto, em uma cena totalmente externa – que destoa de todo o restante da fita. Juro que quando assisti pela primeira vez, eu interrompi a projeção e fui beber água porque não aguentei ver aquilo. Era uma única cena “bonita”, “natural”, dentro de um filme recheado de computação gráfica.

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Até as atuações costumam ser ofuscadas. Eu admiro os atores que fazem esse tipo de filme porque deve ser uma agonia. Eu sou incapaz de demonstrar sentimentos em minhas relações, daí fico imaginando como deve ser atuar diante de uma tela verde. E tem gente que até consegue se sair bem. Olha aí a Sandra Bullock – provavelmente vai receber indicação ao Oscar no ano que vem. Lembra da Helena Bonham Carter como a Rainha Vermelha no país das maravilhas de Burton? Como não rir com seus gritos e suas caras tresloucadas (apesar que estamos falando da Helena, que é um caso a parte…)? E os rostos inocentes das crianças que Scorsese escolheu para protagonizar A Invenção de Hugo Cabret (que aliás, ganhou 5 Oscars – praticamente em todos as categorias técnicas)?

Apenas quero dizer com este texto que cinema é arte para os olhos, ouvidos e coração. Usar tecnologia é essencial – e ela está aí para ser usada mesmo. E o bacana é saber que a cada dia a coisa vai ficando mais sofisticada e as técnicas vão melhorando, contribuindo ainda mais para que os artistas mais geniais possam reconstruir o universo que tem em mente e só o cinema é capaz de reproduzir. O que não pode acontecer – e isso é triste, pois percebemos que Hollywood cada vez mais investe nisso – é deixar que a tecnologia seja mais importante no filme do que os próprios conceitos que fazem do cinema essa arte tão apreciada. É bacana ver uma explosão em 3D? É legal ver heróis combatendo as forças do mal com seus poderes fenomenais? É excitante ver uma perseguição de carros em uma avenida repleta de pedestres? Sim, tudo isso é legal. Mas tem que ter conteúdo. Imagem por imagem, desculpe, eu fico com a vida real. É muito mais empolgante.

Realitys Musicais: Eles Ajudam em Alguma Coisa?

Dizem por aí – e eu digo “dizem” porque eu vejo pipocar notícias na rede, mas raramente escuto uma pessoa de bom senso comentar algo a respeito – que o The Voice Brasil está sendo um sucesso. Baseado no reality show norte-americano que estreou no ano passado, o The Voice é uma competição de canto, onde os participantes disputam entre si por um prêmio específico (desde contrato com gravadoras a valores em espécie). Este não é o primeiro formato a ser apresentado no país e fora dele. Há alguns anos, esse tipo de competição vem despertando a atenção do público – que se empolga, torce, vota pelo seu candidato preferido. Mas, cá entre nós, adianta alguma coisa participar destes programas?

"The Voice Brasil": será que desse mato sai coelho?

“The Voice Brasil”: será que desse mato sai coelho?

Entre 2002 e 2005, a Rede Globo apresentou o Fama que, com um formato bastante próximo, também funcionava como uma espécie de competição, onde os candidatos eram confinados em uma academia musical e lá recebiam aulas de música. Na época, talvez por se tratar até então de uma novidade, o programa conseguiu alavancar a audiência da emissora e revelar alguns nomes – apesar que maioria hoje vive no ostracismo. Desse programa, saíram Hugo e Tiago (amigos que formaram uma dupla sertaneja logo após o fim da atração), Marina Elali (que emplacou inúmeras canções em novelas globais), David Fantazzini (que já era vocalista de uma banda gospel e após sua participação seguiu carreira solo), Roberta Sá (uma das maiores cantoras nacionais em ascensão) e Thiaguinho (sim, o ex-Exaltasamba – se é que isso é importante para você). Mas e quanto a todos os outros?

Muitos outros programas do gênero chegaram ao país a partir daí. Quem não se lembra (infelizmente) do concurso Popstar, do SBT, que revelou o grupo feminino Rouge e, mais tarde, os “garotos” da banda Br’Oz? Quem ainda não lembra da primeira edição do Ídolos, ainda no SBT, que apresentou o cantor Leandro Lopes ao Brasil? Sim, ele mesmo que hoje é vocalista de uma banda de axé? Você não se recorda? Reveja seus conceitos. #NOT

A carreira de Thiaguinho vai bem. Elogiado pela crítica e público, ele até já declarou que "mudou a história do samba". Okay, menos, garoto, bem menos...

A carreira de Thiaguinho vai bem. Elogiado pela crítica e público, ele até já declarou que “mudou a história do samba”. Okay, menos, garoto, bem menos…

Brincadeiras e comentários maldosos à parte, o que realmente é preciso para se fazer sucesso? Afinal de contas, quando se está tão perto de alcançar o auge, o que faz com que o artista tenha sua carreira tão inferiorizada? Há quem diga que, de início, o público brasileiro não é muito inteligente. Em partes, concordo. Se formou uma mentalidade (estúpida, vamos combinar) de que quem assiste reality show é burro. Admito que, particularmente, eu viro a cara para qualquer tipo de reality. Me cansa e não acho paciência para ficar aturando gente que quer mostrar talento onde não tem, acho forçado demais. Também concordo que muitos realitys são profundamente desnecessários (leia-se aqui BBBA FazendaCasa dos Artistas e uma porção de outros do gênero que pegam uma dúzia de pseudo celebridades para disputar algum prêmio) e abusam da inteligência do espectador. Mas um programa musical, na minha modesta opinião, é mais um objeto de entretenimento. Se dali vai sair um grande artista, não garanto – mas que ao menos algumas horas de distração sadia (afinal, não deixa de ser música, certo?) pode sair dali é bem provável.

Veja o caso de inúmeros realitys desse tipo em países de primeiro mundo. Bons artistas saíram dali e alcançaram (ao menos por algum momento) uma exposição muito expressiva, até mesmo a níveis mundiais. Kelly Clarkson, por exemplo, foi a vencedora da primeira edição do American Idol – e certamente, uma das maiores responsáveis pelo sucesso e popularidade do programa. De lá, também saíram Carrie Underwood, por exemplo, vencedora da quarta edição e hoje é uma das maiores intérpretes de música country dos EUA, e Jennifer Hudson, cantora e atriz que já faturou inclusive estatueta do Oscar.

Resta dúvidas sobre o talento de Kelly?

Resta dúvidas sobre o talento de Kelly?

E o que dizer de Susan Boyle? Desprezada pelo júri e público do Britain’s Got Talent, a cantora não ganhou a competição, mas foi a maior revelação do programa, deixando o mundo inteiro de queixo caído com sua voz. No X-Factor, outra atração do gênero, ainda foram apresentados os garotos (ah tá…) do One Direction, conhece? O quinteto inglês se tornou um dos maiores grupos de todos os tempos, com milhões de visualizações no Youtube, inúmeras biografias (pergunta-se: pra quê?) e trazendo de volta a moda das boybands britânicas. Okay, você pode até ser indiferente aos talentos dos guris, mas confessa que você já se pegou cantando o refrão de What Makes You Beautiful, ou pelo menos já a ouviu uma porção de vezes.

One Direction: uma legião de fãs alucinadas e mais uma porrada de visualizações na Internet. Quem não queria?

One Direction: uma legião de fãs alucinadas e mais uma porrada de visualizações na Internet. Quem não queria?

No Brasil, o sucesso dos artistas que participam deste tempo de realitys são, geralmente, bastante passageiro. Alguns poucos conseguem algum destaque. A maioria é dividida em dois grupos: os que caem no ostracismo direto ou aqueles que ainda permanecem um tempo, fazendo participações esporádicas em programas do SBT, Record ou da Luciana Gimenez. Muitos deles alegam que, ao deixar as atrações, não encontram muitas opções, afinal tudo é tão igual, certo? Muitos não conseguem sequer gravar um único álbum – e quando conseguem, só vendem os álbuns para a família (geralmente a mãe, que compra, no mínimo, umas 50 cópias). As emissoras até ajudam em um momento, mas depois deixam os cantores por aí, sem  muitas opções.

Os 15 minutos de fama de muita gente duram, realmente, apenas quinze minutos. Quem ainda tem alguma sorte, consegue durar um pouco mais. Infelizmente, em um mundo onde qualquer um consegue fazer sucesso na Internet, a indústria fonográfica já não consegue mais se sustentar. Você faz sucesso de alguma forma? Okay, tem lugar pra você. Não chama mais atenção? O mercado te cospe como a um chiclete sem gosto. Fica a pergunta: vale a pena se expor por tão pouco? Bom, ao menos, alguns chicletes, mesmo que jogados fora, ainda dão algum certo sabor (pule para 1:48):

Certo?

Lady Gaga X Madonna: Quem Vence Essa Parada?

O Brasil se tornou nos últimos tempos um celeiro que recebe grandes artistas internacionais. Muitos nomes de sucesso no exterior passaram por aqui e levaram os fãs à euforia – afinal, quando se tem a oportunidade de ver ao vivo aquele artista que você tanto ama, não há muito o que se pensar: é correr para bilheteria e garantir seu ingresso. Entretanto, 2012 está se encerrando com duas apresentações que tornam nossos palcos um interminável campo de batalha: Lady Gaga e Madonna se apresentam no país disputando um único prêmio – o posto definitivo de rainha do pop.

Madonna X Lady Gaga: quem leva a melhor?

A princípio, pode parecer um pouco de exagero. Mas não é. As duas artistas, que se apresentam nos palcos brasileiros praticamente no mesmo período (Gaga faz  hoje sua apresentação em São Paulo, enquanto Madonna passa por aqui em dezembro), são exemplos claros daqueles casos onde um artista não precisa fazer mais nada na sua carreira porque qualquer coisa que fizerem já vira sucesso. Ambas conquistaram um público tão fiel que há disputas até mesmo entre eles – os fãs da ainda considerada rainha do pop Madonna e os little monsters – como são chamados os fãs da excêntrica Lady Gaga. Mas nesse duelo, quem é que leva a melhor?

Gaga se apresenta no Brasil agora em novembro. Em passagem pelo Rio de Janeiro, como não poderia ser diferente se tratando de divas do pop, ela deu uma passada nas comunidades carentes e tirou foto com fãs. Isso é cultura pop #NOT

Se formos fazer uma análise de ambas as cantoras, será impossível não achar certas semelhanças entre elas. Inicialmente, é impossível não mencionarmos de cara o fator pop. Ambas são duas divas do universo pop, cada uma à sua maneira, mas semelhantes em certos aspectos. Entretanto, Madonna leva uma certa vantagem sobre Gaga: Madonna surgiu em uma época em que a música estava passando por uma transformação. Se hoje temos a música pop como está, devemos boa parte disso à Madonna. Jamais existiria uma Britney, uma Beyoncé, uma Aguilera ou mesmo uma Lady Gaga se  Madonna, na década de 80, não tivesse surgido e desafiado todos os tabus da época. Hoje, qualquer menininha com seus 20 e poucos anos tem total liberdade para aparecer seminua em videoclipes e fazer coreografias provocantes. O difícil era fazer isso na época em que Madonna surgiu – e isso a destacou.

Cartilha “Como Ser Uma Diva de Sucesso”, de Madonna: sim, essas aí em cima recomendam…

Não que Gaga não tenha seus méritos neste quesito. Ainda hoje, a Mamãe Monstro também se destaca dentre as cantoras do cenário pop atual. Gaga não é apenas uma menina que canta – ela leva sua marca à moda, artes plásticas e, dessa forma, se tornou um ícone dentro da própria cultura pop atual. Suas apresentações e performances são um espetáculo à parte além de sua música – assim como Madonna que, ainda hoje, consegue fazer espetáculos que, apenas visualmente, já valem cada centavo pago no ingresso.

Aliás, ainda falando do aspecto visual, Madonna tem uma ligeira vantagem sobre Gaga. De fato, com mais de 5o anos, Madonna é bonita. Lady Gaga, na casa dos 20, não é. Muitos fãs alucinados podem discordar, podem criticar, mas essa é uma verdade: Madonna é bonita, Lady Gaga não é. Ponto. Não há o que discutir. Madonna sabe como cuidar da imagem, é elegante, não força a barra em suas apresentações fora dos palcos, enquanto Gaga não foi agraciada com o dom da beleza – tem um corpo bonito até e sabe como mostra-lo, mas, definitivamente, não é um estereótipo de beleza. Além disso, a incansável busca de Gaga por ser polêmica e chamar a atenção faz com que ela realmente pareça um monstrinho em suas performances.

Então, melhor não falar nada, né…?

Quanto à música, Gaga tem uma pequena vantagem sobre Madonna: Gaga é dona de uma voz potente e forte, enquanto Madonna é apenas… Madonna. Não que Lady Gaga seja um exemplo de técnica vocal (até porque ao vivo ela comete algumas gafes), nem que Madonna cante como uma menina de 5 anos, mas Gaga tem um vocal muito mais forte que a rainha do pop – ou pelo menos o utiliza mais. Ainda que Madonna tenha uma carreira muito mais sólida, com muito mais álbuns do que Gaga, isso é perceptível até mesmo por aqueles que não curtem o universo pop.

Não que Madonna tenha grandes álbuns. Na verdade, ao longo de sua carreira, ela criou vários singles bons (ou ótimos), mas que não necessariamente estavam inseridos em um bom álbum. Mesmo em suas apresentações mais atuais, Madonna vem fazendo força para chamar atenção (mostra o corpo, faz declarações polêmicas, etc…). Ela sabe o que fazer para “chocar” as pessoas e utiliza isso para chamar os holofotes para si. Gaga ainda consegue ser um pouco pior: ela é reflexo de tudo aquilo que é o mercado fonográfico atual – seguindo a risca os conselhos da cartilha de Madonna “Como Ser Uma Diva Pop”. As comparações são inevitáveis – Gaga já foi até acusada de plágio e teve sorte de Madonna não prosseguir com o feito, pois Born This Way é descaradamente cópia de Express Yourself. Ou seja, se o público se esgotou de Madonna que é a primeira e original, qual será o futuro de Gaga?

A transformação visual de Lady Gaga para “Born This Way”.

É complicado dizer quem é melhor neste duelo de divas. Cada uma, a seu modo, tem qualidades que as definem e distinguem uma da outra. Madonna surgiu em uma época complicada; Gaga apareceu em uma época onde, graças à Internet, qualquer um pode se tornar um grande fenômeno. Madonna influenciou boa parte das artistas pop atuais; Gaga é apenas referência. Ambas são ativistas do movimento GLBT, fazem discos que vendem milhões e são idolatradas no mundo pop. Madonna, sexualmente falando, é erótica; Gaga é adepta do “ser diferente porque nasci assim”, muitas vezes alcançando o bizarro – como ela o é em diversos momentos.

Performance de Madonna para “Like a Virgin” – que se tornou histórica na cultura musical pop.

Se há uma única coisa em comum com elas que as definem é o fato de que são grandes artistas, performáticas, que influenciam milhões de pessoas (e, sinceramente, não sei até que ponto isto é bom). E, por esta razão, é difícil dizer de quem é posto de rainha do pop. Diva ambas são, mas rainha ainda é um posto que é de Madonna, inevitavelmente. Não apenas por sua história ou por sua influência, mas por toda a contribuição à cultura pop como um todo. Deixando claro que não sou fã de nenhuma das duas cantoras, o fato é que Gaga ainda tem um longo caminho para percorrer se quiser tirar o posto de Madonna – como muitos tentaram mas ninguém conseguiu tirar o posto de rei do pop de Michael Jackson.

Quem é rei nunca perde a majestade, certo?

Na dúvida, se tratando de música pop, entre as duas eu prefiro… Gwen Stefani, que é linda, loira, não recorre tanto ao corpo para chamar a atenção, é elegante, tem vocais suficientes e uma barriga impecável (risos). Mas, claro, isto é apenas uma opinião pessoal – até mesmo porque Gwen abandonou sua carreira solo para voltar ao No Doubt, fazendo a maior burrada de sua vida, mas isto é assunto para outro post. No duelo Madonna versus Lady Gaga, deixemos a briga entre elas e entre os fãs, que perdem seu tempo discutindo nas redes sociais quem é a melhor. Ou, se tratando delas, a menos pior…

Não é rainha, mas tem todos os requisitos… Ah Gwen…

ENQUANTO ISSO, NA INTERNET…

… Lady Gaga é piada! Os ingressos das apresentações da cantora empacaram e não tiveram a vendagem esperada. Os organizadores do evento tiveram que buscar outras alternativas para lotar os espetáculos (coisas do tipo “compre 1 leve 3” e derivados). Madonna parece seguir no mesmo caminho: a menos de um mês para seus shows, ainda há ingressos disponíveis para praticamente todos os setores. Os organizadores do evento ainda alimentam a esperança de que as coisas melhores nos dias mais próximos às apresentações. Será?

Ao que tudo indica, o brasileiro acordou e percebeu que nem todo show internacional realmente vale a pena. A quantidade de shows no país é tão grande que o público não consegue acompanhar – ou melhor, pagar pelo ingresso, na verdade. Muitos shows com datas próximas e os altos preços dos ingressos acabam afugentando os fãs, que muitas vezes são obrigados a escolher entre um ou outro. Exemplos recentes são as bandas Linkin Park e Evanescence, que vieram ao país nos últimos dois meses e foram fiascos de público. E ainda se apresentaram na mesma data, veja você…

Dividindo as atenções com Evanescence, o Linkin Park não conseguiu levar uma multidão ao seu show em São Paulo.

Já que o país é uma rota praticamente obrigatória para as turnês mundiais, já está mais do que na hora dos produtores colocarem os pés no chão e cobrar o preço devido pelos ingressos – e não os exorbitantes valores que são cobrados atualmente. Apesar do público amar seus artistas, não é todo mundo que pode pagar 200, 300 reais em um ingresso para ver uma apresentação de, muitas vezes, cerca de 1 hora e pouco – ou até menos. Se isso não acontecer, o brasileiro não terá outra alternativa a não ser esta: boicotar e esperar os preços caírem. É a resposta mais digna.

Marcha Para Jesus x Parada GLBT

Junho será um mês deveras animado. Dois grandes eventos que paralisam a cidade de São Paulo irão ocorrer somente nesta semana. No dia 23, feriado, teremos a Marcha Para Jesus, tradicional evento religioso que acontece todos os anos na capital paulista. Já no dia 26, domingo, teremos a famosa Parada GLBT, popularmente conhecida como Parada Gay, evento que tem como propósito a luta pelo reconhecimento dos direitos dos homossexuais. Duas situações bastante opostas, mas que carregam algumas semelhanças.

A primeira semelhança entre essas duas manifestações é o expressivo número de participantes que reúnem. E aqui estamos falando não de centenas ou milhares, mas milhões de pessoas. São eventos que chamam a atenção do público e levantam a bandeira de causas importantes para estes grupos. Se um deles, por exemplo, reinvidica seus direitos, o outro encara a manifestação como um momento de maior comunhão e intimidade com seu deus. Em ambos os casos, há um propósito digno.

Marcha Para Jesus 2010 - evento reúne fiéis de vários lugares do país.

A segunda semelhança são as críticas que estes eventos sofrem por outros grupos – ou, muitas vezes, entre si. Há quem argumente que a Parada Gay, por exemplo, já perdeu seu propósito principal há muito tempo. Muita gente, inclusive homossexuais, alegam que a Parada nada mais é do que um espetáculo de promiscuidade e consumo de drogas a céu aberto, como é o caso das pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha – homossexuais assumidas que fundaram uma igreja voltada para este público e querem marcar presença na festividade de domingo com propósitos de evangelização.

As pastoras querem marcar presença na Parada Gay 2011. Motivo? Evangelização. Pois é...

Já na ala cristã, há muitos religiosos que alegam que a Marcha só se sustenta por conta do time de artistas da música gospel que se apresentam. Aliás, deve-se comentar aqui as estrelas que estarão presentes no evento, como André Valadão, Cassiane, Soraya Moraes, Oficina G3, o internacional Chris Duran e o grupo de louvor Renascer Praise (liderados pela bispa Sônia Hernandes – sim, aquela que foi presa junto com o esposo acusada de algum crime que eu, sinceramente, não me recordo).

A bispa Sônia Hernandes, ao deixar o presídio nos EUA - onde chegou, inclusive a fazer culto pela internet. Detalhe: a revista Veja já se referiu à bispa como "perua de Deus".

As críticas em torno dessas manifestações, sob certo aspecto, são devidas. Realmente, o público que frequenta a Marcha não está ali exclusivamente para cultuar seu deus. Muitos, assumidamente, só enfrentam o sol – ou chuva, o tempo em SP está inconstante ultimamente – por causa dos artistas. A adoração a Deus ficou meio que em segundo plano. Há motivos também para falar sobre a Parada. Se há alguns anos o evento era tido até mesmo como uma opção saudável de lazer familiar, hoje a coisa é bem diferente. Em 2010, por exemplo, a Parada registrou 320 atendimentos médicos e 11 ocorrências policiares.

Parada Gay 2010: o evento movimenta a cidade de São Paulo e traz pessoas do exterior para a cidade.

Fora isso, vale também ressaltar a “briguinha” – em alguns momentos até mesmo desagradável – entre esses dois grupos. Enquanto os homossexuais lutam por seus direitos como cidadãos, os cristãos alegam que estes estariam cometendo um pecado abominável diante dos olhos de Deus e, portanto, lutam firmemente para que algumas das reinvidicações dos homossexuais não sejam atendidas. Bom, quem está certo ou não, não cabe a mim julgar. Mas é importante que haja uma concientização de todos de que esses eventos, antes de tudo, são importantes para promover a democracia e a cidadania das pessoas. Portanto, respeito é indispensável.

O que se pretende com esse post é simples: vai acompanhar alguma dessas manifestações? Okay, você pode. Mas tudo deve ser feito com muita moderação e cautela. Alguns cuidados com alimentação (como deixar sempre por perto aquela garrafa de água ou uma barra de cereal, por exemplo) e saúde devem ser considerados. E principalmente, seja qual for o seu grupo, aproveite o momento para lutar por aquilo que você considere como seu direito único e irrefutável. Afinal, correr alguns quilômetros e sair do nada pra chegar a lugar algum é, no mínimo, frustrante.

Dia dos… Affff

Pois é, hoje, 12 de junho, comemora-se o Dia dos Namorados. Data bastante sugestiva (e muito capitalista, diga-se de passagem), hoje é um daqueles dias em que é impossível ir até o shopping e fazer uma compra ou almoçar tranquilamente – uma vez que se você for sair de casa, você deve ter a ciência de que irá fatalmente se estressar. #OdeioFicarEstressado

Algumas considerações sobre esta data. A primeira delas é que não é preciso namorar para estar junto com alguém. Fato. Pode parecer papo de alguém que nunca passou o dia dos namorados ao lado de ninguém (e realmente o é, porque mesmo nos meus relacionamentos anteriores, sempre acontecia algo e acabava passando essa data sozinho), mas a verdade é que existem várias formas de se estar com alguém. Você pode estar com um amigo, com sua família, com seu grupo da faculdade… Como já me disse um amigo, estar solteiro não é sinônimo de estar sozinho. E namoro é um relacionamento como qualquer outro – claro que com suas peculiaridades.

Segunda consideração importante: 365 dias no ano = 1 para os namorados + 364 para os solteiros? Não! Então que fique bem claro pra você, que já encontrou alguém que te completa e que não deixa você ter o status de solteiro (a), que você não precisa demonstrar amor ou carinho apenas nesta data. Papo meio piegas, eu sei, mas a melhor coisa é ser surpreendido por alguém. Você não precisa de uma data específica para dizer que ama seu parceiro – assim como ama seus pais, por exemplo.

Terceira e última consideração: um dos sinônimos para o verbo namorar no dicionário é “cativar”. E você cativa um amigo, um parente, um desconhecido na rua, um colega da faculdade ou do trabalho, você pode cativar a qualquer um. Depende exclusivamente de você. Como diz Exupéry, “você se torna responsável por aquilo que cativa”.

Namorar, como qualquer outro relacionamento, exige alguns esforços. No momento em que você abre mão de alguns de seus interesses pessoais para entender as pessoas, é aí que você está cativando. E não há nada melhor do que saber que existem pessoas que te amam. Se é namoro ou não, isto é mero detalhe.

ENTRETANTO…
Para os casais apaixonados (ou aqueles que fingem estar apaixonados – já passei por isso; é complicado), separei uma lista com 10 filmes para esta data. Não são histórias apenas românticas, mas são produções que tratam sobre relacionamentos e que, de certa forma, nos ensinam como lidar com eles. Confira:


1. Foi Apenas um Sonho

Com as atuações dos impecáveis Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, Foi Apenas um Sonho conta a história de um casal apaixonado que passa por todas as dificuldades de uma família suburbana comum. A trama mostra a luta dos dois para, juntos, tentarem sair do lugar-comum e perseguirem seus sonhos – mas será que conseguirão fazer isso ao lado um do outro?


2. Infidelidade

Confesso que me arrisco ao trazer este longa para a lista. Você abandonaria um casamento feliz, uma relação estável e uma família perfeita por uma paixão? Este é um filme que mescla suspense e romance e trata sobre o tema da traição. Tudo parece ir muito bem no casamento de Edward e Connie (respectivamente, Richard Gere e Diane Lane – irresistivelmente erótica), até que a paixão por um jovem desconhecido põe em risco o relacionamento do casal.

3. Closer – Perto Demais
O Time classificou Closer como “uma história de amor madura”. E não há definição melhor para esta narrativa. Contando com as atuações memoráveis de Julia Roberts, Natalie Portman, Jude Law e Clive Owen, o filme fala sobre os encontros inesperados na vida, as atrações imediatas que sentimos por alguém e traições casuais. Melódico, inteligente e romântico, Closer nos traz uma visão adulta e sem nenhum pudor sobre o amor.

4. Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas
Clássico burtoniano, Peixe Grande é uma aventura “tão grande quanto a própria vida”. Considerado como “um O Mágido de Oz moderno”, o filme conta a história de Edward Bloom, cuja vida tem sido um mistério para seu filho desde sempre. O tom harmonioso e melancólico do longa acentua a comovente paixão de Edward por sua esposa – fiel ao sonhador até a morte.

5. Beleza Americana
De Sam Mendes, o mesmo diretor de Foi Apenas um Sonho, temos aqui a trajetória de Lester Burnham, um homem infeliz, preso em um casamento frio e uma vida degradante. Quando decide fazer algumas mudanças em sua rotina, Lester consegue, aos poucos, maior liberdade, mas percebe que isso tem um preço alto a ser pago – incluindo muitas vezes o desprezo das pessoas ao seu redor.

6. A Bela e a Fera
É animação? Sim. Mas cá entre nós: uma bela animação – tanto que foi a primeira na história a ser indicada ao Oscar de melhor filme. É belo porque nos ensina a enxergar a beleza que existe dentro de cada um de nós – independente da aparência – , e como o amor é capaz de superar os obstáculos que a sociedade nos impõe (sério que eu falei isso sobre A Bela e a Fera? o.O ).

7. Uma Carta de Amor
Você acaba de passar por um divórcio, está caminhando na praia e encontra no mar uma garrafa com uma carta romântica em seu interior, e tenta descobrir quem foi o autor dessas palavras. Descobre que a carta foi escrita por um construtor de barcos que perdera sua esposa recentemente. Este é o enredo para esta excelente produção com Kevin Costner. O ponto memorável do filme é o fato de que ambos sentem uma atração mútua um pelo outro, mas são incapazes de viver esta paixão por conta dos fantasmas e incertezas que carregam dos antigos relacionamentos.

8. O Príncipe das Sombras
Gravado na Iugoslávia durante o ano de 1988, antes da guerra, muito do material de produção foi perdido e só pode ser editado anos depois, quando foi encontrado – e isso explica a escassa qualidade técnica. Entretanto, o filme se sustenta na bela trama de Nick (vivido por Brad Pitt), um jovem que sofre de uma doença rara que não o permite se expor a qualquer tipo de claridade – mas decide enfrentar a doença quando se vê apaixonada por uma moça de uma aldeia distante.

9. Segundas Intenções
Este é um conto de sedução e conquista. Kathryn (Sarah Michelle Gellar) desafia seu meio-irmão Sebastian (Ryan Phillippe) a desvirginar a inocente Annete (Reese Witherspoon). Caso consiga essa proeza, Sebastian poderá ter o prêmio que sempre sonhara: levar Kath para a cama. Entretanto, ele é surpreendido por um sentimento que até então nunca tinha experimentado: o amor.

10. Moulin Rouge – Amor em Vermelho
“A coisa mais importante que você aprenderá é apenas amar e ser amado”. Esta é a frase central do musical Moulin Rouge. Nicole Kidman brilha como a cortesã Satine, que se apaixona pelo jovem escritor Christian – escandalizando toda uma França deliciosamente erótica. Filme divertido e romântico, com uma trilha contagiante e bem produzida, Moulin Rouge se tornou um clássico do cinema.

Eles Realmente Influenciam?

A Revista Época, em sua última edição, divulgou os nomes de 40 jovens mais influentes no país. A lista, bastante diversificada, inclui desde cantores (?) sertanejos até investidores e humoristas. A reportagem, muito duvidosa – uma vez que a revista Época é publicada pela Editora Globo – , anda causando muita polêmica na rede devido alguns nomes que nela constam. Então, algumas observações aqui podem ser destacadas.

A primeira delas é que é bastante arriscado selecionar 40 nomes que seriam os mais influentes em um país tão diversificado como o nosso. Muita gente infinitamente melhor que os selecionados não entraram na lista – e são tão ou mais influentes que os citados. E isso não é questão pessoal; é simples questão de observação mesmo.

O segundo ponto a ser mencionado se refere no tipo de influência que esses nomes exercem no país. Muitos ali não trazem absolutamente nenhuma contribuição significativa para as próximas gerações. Gente como Diego Ferrero (vocalista da banda Nx Zero), Luan Santana e – pasmem – Fiuk só estão ali porque estão em evidência neste momento. Mas e daqui há alguns anos? O que será desses artistas quando seus fãs crescerem e assumirem outras responsabilidades?

Da esquerda para a direita: o vocalista da banda Nx Zero, Diego Ferrero; o filho do Fábio Junior (desculpem, mas foi o único adjetivo que encontrei…), Fiuk; e o sertanejo moderno Luan Santana. Qual influência positiva nisso?

Uma lista como esta é extremamente delicada, pois nunca conhecemos ao certo quais são os fatores levados em conta na hora da escolha dos nomes. Muitos ali são completamente desconhecidos – pois exercem seu trabalho quase que no anonimato. É o caso de Mike Krieger, Manuela Dávila ou Alessandra Lariu. Honestamente, você conhece o trabalho dessas pessoas?

Alguns nomes ali até que são bastante conhecidos pelo público, como é o caso da cantora Ivete Sangalo, os atores Selton Mello e Wagner Moura, os humoristas Marcelo Adnet e Bruno Mazzeo e os esportistas Ronaldo e César Cielo. Até mesmo o co-fundador da rede Facebook, o recluso Eduardo Saverin, entrou na lista.

Da esquerda para a direita, de cima para baixo: a cantora Ivete Sangalo; o humorista Marcelo Adnet; o multi-artista Selton Mello; o criado do Facebook, Eduardo Saverin; o nadador Cesar Cielo; e o ator Wagner Moura.

A Época foi bastante ousada – como o é sempre. Nitidamente, se percebe uma clara tendência global na jogada. Talvez tenha sido impressão minha. Honestamente, são poucos ali que me surpreendem. Influência, no meu ponto de vista, envolve muito mais do que sucesso e fama momentâneos (seja na mídia ou em setores menos em evidência). Envolve, sobretudo, contribuição para uma sociedade melhor. E isso poucos fazem.

PS.: Pra quem acha que essa galera influencia muita coisa, confira o vídeo abaixo de um suposto “fã” do artista (?) Fiuk. Tire suas conclusões.


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