“A Lenda de Oz”: Uma Animação Abaixo do Esperado

O título original Legends of Oz: Dorothy’s Return entrega exatamente o que podemos esperar de A Lenda de Oz, que chega aos cinemas brasileiros nesta semana – e deixa claro também que se trata da continuação do clássico O Mágico de Oz. Nesta releitura do livro homônimo de Roger Stanton Baum, a garota Dorothy é levada de volta a Oz, que está em um estado de decadência por conta de um novo perigo: o Bobo da Corte, que deseja tomar conta deste mundo mágico transformando todos os principais representantes do local em marionetes. Com a ajuda de seus antigos companheiros (Espantalho, Homem de Lata e o Leão Covarde), Dorothy tem a missão de salvar Oz das garras deste novo vilão.

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A sinopse de A Lenda de Oz empolga qualquer espectador, até mesmo porque temos em nossas mentes a fantástica história de Dorothy de 1939 – um filme pioneiro e que mudou a forma como se fazia cinema na época. Não por acaso, muitas outras versões e releituras foram feitas desde então, mas nenhuma obteve o sucesso alcançado pela obra de Victor Fleming (diretor de outras obras-primas como …E o Vento Levou ou O Médico e o Monstro). A Lenda de Oz é mais uma dessas tentativas de recriar este universo lúdico, único e incomparável – mas desde o começo se mostrou uma tentativa desastrosa.

Para começar, falemos de A Lenda de Oz como animação – e aqui já te digo: fuja. A animação (de responsabilidade da Prana Animation Studios) é não apenas “simples”, mas “medíocre”, nos remetendo logo de cara à qualquer série televisiva (sabe aqueles filmes que passam nas manhãs globais de sábado? Então…). As expressões dos principais personagens são visivelmente limitadas – assim como os recursos usados que realçam todo o estilo “amador” do projeto. Resumindo: é uma animação incapaz de agradar crianças e adultos, principalmente estes últimos muito mal acostumados com as excelentes produções de estúdios maiores como Walt Disney ou Pixar. E mesmo para os pequenos A Lenda de Oz possui inúmeros pontos negativos a serem mencionados.

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O principal deles é que o roteiro se mostra confuso, desenvolvendo os personagens principais de maneira superficial, apesar do grande potencial de alguns deles (como o soldado Marshal Mallow ou a boneca de porcelana). Para boa parte dos pequenos (que em nossos dias atuais desconhece a trama original), a história pode até gerar estranhamento porque não há identificação alguma com os personagens. Outro senão são as músicas inseridas em momentos não muito oportunos, chegando quase a “atrapalhar” o andamento da narrativa – alem da duvidosa qualidade das canções. Nesse quesito, salva-se apenas a performance dos dubladores, que não chega a ser primorosa mas é suficiente diante de todo o resto. Aliás, o time de dublagem é formado por nomes como Lea Michele (da série Glee, na voz de Dorothy), Dan Aykroyd, James Belushi e Patrick Stewart – um elenco, sob certo aspecto, “de peso”, mas que não foi capaz de salvar a produção.

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Não espere muito de A Lenda de Oz. Sequer compare-o com o filme de 1939 porque aí é que a coisa fica pior. Com a proximidade do Dia das Crianças, talvez o longa de Daniel St Pierre possa ser um programa divertido para se fazer com o filho, o sobrinho, o primo, o afilhado…, até porque estamos diante de uma animação excessivamente “infantil”. A Lenda de Oz não é totalmente péssimo, mas está anos-luz daquilo que podemos esperar de uma boa animação. Vai funcionar como uma alternativa “barata” de entretenimento e para aqueles eventuais dias em que você está muito ocupado e quer manter seu pequeno quietinho enquanto faz suas atividades. Isso, é claro, se qualquer criança conseguir assistir isso por muito tempo…

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