“Hitman: Agente 47”: Melhor Ficar no Game Mesmo…

A trama de Hitman: Agente 47, adaptada de uma franquia de games, acompanha o personagem título, chamado assim por ser um humano geneticamente modificado, fruto de um experimento cujo principal objetivo era criar máquinas para matar. Como não seria muito diferente em filmes deste gênero, a experiência saiu do controle e apenas seu idealizador, dr. Delriego, sabe como resolver a situação, porém seu paradeiro é desconhecido. Determinado a conseguir tal informação, o agente recorre à filha do cientista, que também está à procura do pai e de sua própria identidade.

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Hitman: Agente 47 sofre de erros básicos que comprometem todo a produção. Não que o filme seja ruim por isso ou aquilo: em seu conjunto, tudo favorece para que Hitman esteja longe de ser algo memorável para o público. Logo de início, deve-se destacar a escolha de casting: Rupert Friend, o protagonista, não tem necessariamente aquele porte físico que esperávamos. Com um cacoete irritante, Rupert mantém um rosto de paisagem durante toda sua trajetória. Zachary Quinto é outro que também é prejudicado e pouco convence como o suposto vilão da fita. A mocinha vivida por Hannah Ware, então, nem se fala: não tem atrativo nem motivações. Concordo que muito do péssimo desempenho do elenco pode ser resultado do inadequado desenvolvimento de suas personagens e, principalmente, da direção insegura do estreante Aleksander Bach; mas não dá fechar os olhos e simplesmente ignorar o fato de que os atores não estão em seus melhores dias.

02Outro erro perceptível é o roteiro. Com muito tiro e pancadaria, quase todo o longa é baseado no ritmo frenético de fugas e perseguições e isto fica ainda mais acentuado por conta da edição atropelada de Nicolas De Toth. Assim, Hitman: Agente 47 é repleto de reviravoltas sem muita lógica, que impedem que o espectador efetivamente abrace a ideia. O motivo: no cinema não ocorre a mesma interatividade que nos jogos eletrônicos. Você fica ali diante da tela sem poder fazer nada, quase se sentindo um “pamonha” – pois é exatamente assim que o argumento de Hitman faz com que você se sinta. Apesar de uma fotografia que até emule (e bem) o gráfico de um game, Hitman: Agente 47 peca em pontos essenciais – e isso, sendo adaptação ou não, é algo que não dá pra gente engolir.

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