“Colossal”: Sci-Fi Metaforiza Questões Atuais

Gloria é uma jovem desempregada, alcóolatra e que acaba de levar um pé na bunda do namorado (com quem divide um apartamento em Nova York), o que a obriga a voltar para a casa da família no interior dos EUA. Do outro lado do planeta, um monstro gigante ataca a capital da Coréia do Sul, causando pânico e medo à toda população. Mas será que não existe alguma ligação entre estes fatos aparentemente isolados?

Dirigido por Nacho Vigalondo, Colossal é uma mistura interessante dos mais variados gêneros, como a comédia romântica, ação e o drama; mas é evidente que o longa se sobressai muito mais como uma ficção cientifica disfarçada de thriller psicológico, uma vez que o argumento do próprio cineasta constrói uma interessante alegoria sobre os conflitos internos que todos nós possuímos. Com ares de produção independente, o filme é estruturado em volta de sua protagonista: o monstro que aterroriza um país e o coloca em ruínas é a representação clara de uma pessoa que está emocionalmente destruída, desequilibrada e sem controle, praticamente à beira do caos. Assim, Colossal metaforiza questões como o alcoolismo e relacionamentos abusivos, problemas tão comuns no nosso cotidiano, mas de uma maneira menos indigesta daquilo que estaríamos acostumados a ver. A abordagem é muito sutil, camuflada por um roteiro que faz referência aos filmes sci-fi de outrora sem perder sua contemporaneidade.

Apesar da excelente ideia original, Colossal escorrega, entretanto, em sua execução, prejudicada pelo desenvolvimento de suas personagens. A protagonista de Anne Hathaway pouco cativa – e, quando o faz, é simplesmente porque não há um único tipo masculino na história que não seja minimamente babaca. Alguns arcos dramáticos ficam perdidos e sem nexo, o que enfraquece aos poucos a inusitada premissa. O desfecho ocorre de forma apressada, fazendo você pensar “peralá, era só isso que precisava acontecer?”. No final, temos uma produção que ainda não sabe ao certo qual é o seu propósito muito menos seu público alvo. Afinal, não é um drama tão arrojado para conquistar os cinéfilos mais exigentes, tampouco uma ficção rebuscada para chamar a atenção do espectador comum.

“Os Miseráveis”: Perdido Dentro de Sua Grandeza

Antes de mais nada, uma pergunta aqui se faz indispensável: você gosta de musicais? Se sua resposta for negativa, meu conselho é que você passe longe do cinema enquanto Os Miseráveis estiver em cartaz. Se a resposta for positiva, no entanto, há boas chances de você se encantar com a nova versão cinematográfica da obra do francês Victor Hugo.

Os Miseráveis é uma adaptação livre da obra homônima lançada em 1862. É uma das leituras mais influentes do século XIX e certamente a maior realização de Victor Hugo. Ao longo dos anos, a obra teve diversas adaptações no teatro, cinema e TV – até ser idealizada pelo diretor Tom Hooper e ganhar sua mais recente versão hollywoodiana. Hooper já havia, não muito longe, mostrado todo seu talento como diretor em O Discurso do Rei, em 2011. Com Os Miseráveis, o diretor (que teria recusado o convite para dirigir o provável blockbuster Homem de Ferro 3)  mostra que está no caminho certo para se tornar um dos mais elogiados artistas de seu meio.

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Há poucos diretores que conseguem extrair o máximo da atuação de seu elenco. Quentin Tarantino, por exemplo, recentemente conseguiu fazer com que Leonardo DiCaprio (que há anos não fazia um personagem realmente bom) surpreendesse o público com seu papel em Django Livre. Polanski, com seu Deus da Carnificina, criou um filme cuja força está nas atuações de um elenco de estrelas – de Jodie Foster a Kate Winslet e Christoph Waltz. Hooper já havia feito isso com O Discurso do Rei – não à toa, Colin Firth levou o Oscar de melhor ator, enquanto Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush ganharam indicações a melhores coadjuvantes. Em Os Miseráveis, Hooper repete sua façanha em um filme cujo maior mérito são as atuações de seu elenco – ou parte dele.

Não que Os Miseráveis seja, de resto, um desastre. Muito longe disso. O que acontece é que ao longo de mais de duas horas, é difícil aturar tanta cantoria – mesmo que você ame o gênero. Chicago, de Rob Marshall, conseguiu faturou o Oscar de melhor filme em 2002 com um musical excelente – que mescla as canções com cenas comuns, onde os personagens apenas dialogam. Em Os Miseráveis, não há trégua: toda história é contada musicalmente o que torna o filme, inevitavelmente, longo e cansativo – ainda que tenha muitas qualidades.

6A trama é ambientada na França da primeira metade do século XIX e, basicamente, pode ser dividido em duas partes. Na primeira, conhecemos Jean Valjean, papel de Hugh Jackman, um homem preso por roubar um pão que ganha sua liberdade condicional mas ainda é impedido de levar uma vida decente. Sem perspectivas, ele foge para outra cidade e assume uma nova personalidade, se tornando até mesmo o prefeito local. Na segunda parte, Valjean passa a ser novamente foragido da lei após ser localizado por seu antigo inspetor, interpretado por Russell Crowe. Ele foge com a órfã Cosette, personagem insossa de Amanda Seyfried, que Valjean cria como filha desde que a mãe da menina, Fantine, morreu nas ruas.

Com uma história desse porte, é de esperar que toda a produção seja digna da obra do grande Victor Hugo. De fato, Tom Hooper não economizou em cenários e figurinos, criando uma atmosfera impecável – isso explica as indicações no Oscar aos prêmios de melhor figurino, design de produção e maquiagem. Tudo é muito bem feito, muito bem recriado e a câmera de Hooper ajuda ainda mais a acentuar esses detalhes, o que faz com que o filme ganhe pontos pela reconstituição da época. Além disso, Hooper optou por fazer seus atores mostrarem seus dotes vocais ali mesmo, na frente das câmeras, dispensando o uso do famoso play-back. Isso rendeu bons momentos ao longa e tornou a experiência muito mais agradável (quem sabe faz ao vivo, não é?). Mas o que se sobressai ainda, positiva ou negativamente, é o elenco dirigido por Hooper.

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Hugh Jackman como Valjean é um alívio a cada cena em que aparece. Com uma boa voz, ele consegue quase que carregar o filme todo nas costas. Sua atuação nas cenas iniciais, quando é hostilizado pelo personagem de Crowe, é de sensibilizar o coração. Anne Hathaway (ahhh Anne) consegue criar uma Fantine encantadora. A cena em que canta I Dreamed a Dream é a típica cena com cara de Oscar e enche os olhos dos espectadores – não obstante, Anne está indicada ao Oscar de Melhor atriz coadjuvante e está praticamente com as mãos na estatueta.

Na outra ponta, o restante do elenco parece estar meio perdido. É o caso de Russell Crowe – visivelmente incomodado com seu personagem Javert. É nítido que Crowe não se encaixa no papel – apesar da cara carrancuda e do porte austero, além do fraco desempenho vocal do ator, diga-se de passagem. Amanda Seyfried é opaca e ao lado de Eddie Redmayne protagoniza as cenas mais piegas de todo o filme. Esta aí um casal que não faz diferença na trama, pois serve apenas de pretexto para que outras ações mais interessantes se desenvolvam. Em meio a tantas desgraças, surgem ainda Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen, como um casal de picaretas que tentam dar um ar cômico a uma narrativa recheada de tristezas. Apesar do talento de ambos, pouco se consegue.

4Outro porém, obviamente, é o fato do filme ser rodado em inglês – afinal, trata-se de um momento histórico tão francês que realmente soa estranho alguns personagens com um evidente sotaque britânico gritando “Vive La France!”. Não que isso estrague o resultado final – até porque é cinema e aqui tudo pode acontecer, certo? Mas há quem se incomode, por exemplo, com Hathaway com seu “bonjour” tão, tão… ah deixa pra lá.  Além disso, algumas cenas são cortadas tão bruscamente que a sensação que se tem é de que alguns eventos são tratados superficialmente, enquanto outros são exaustivos.

Com uma boa bilheteria e críticas mistas, Os Miseráveis acaba tropeçando naquilo que deveria lhe salvar: sua grandeza. O ar requintado de grande obra de arte que exala durante toda sua exibição (assim como o porte elegante de uma grande produção) não funciona tão bem e faz com que o espectador ache tudo um pouco confuso e exagerado. No fim, quando a bandeira francesa é erguida (por atores norte-americanos, obviamente), o público suspira aliviado. Tom Hooper consegue, assim como em O Discurso do Rei, criar um filme que é muito bom para ser admirado, mas que se perde dentro de sua própria grandeza.

“Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”: O Desfecho Ideal Para a Trilogia de Nolan

Eu tinha todos os motivos para não gostar de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Primeiro: nunca fui fã de filmes e histórias de heróis. Segundo: tenho um certo receio com filmes que abusam de efeitos especiais, pois na maioria das vezes esses efeitos estão ali apenas para encobrir um roteiro ruim. Terceiro: depois de A Origem, fiquei meio perturbado com Christopher Nolan. Suas tramas complexas me deixavam com cara de dúvida e desespero, apesar de reconhecer seu talento para criar roteiros superiores aos blockbusters hollywoodianos. Mas depois de assistir o desfecho da trilogia de Nolan para o Homem-Morcego, tive que me render à obra do diretor e confessar, com um pouco de angústia, que sentirei falta de seu personagem.


Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge
não pode ser encarado apenas como um filme individual. Como filme avulso, é de tirar o fôlego do início ao fim. Como desfecho de uma trilogia de sucesso (iniciada em 2005 com Batman Begins e seguida de Batman – O Cavaleiro das Trevas, de 2008), este filme se firma como uma verdadeira obra-prima e, se não supera, no mínimo mantém o mesmo nível de qualidade dos dois filmes anteriores – afinal, Batman Begins foi considerado por muitos como o “melhor de todos”, daí veio o segundo filme da trilogia, com sua trama genial, e todos achavam que nada poderia superar sua história. Agora, é de se pensar: qual seria o melhor?

Se em Batman Begins somos apresentados às reais origens do herói mascarado e em Batman – O Cavaleiro das Trevas o vemos lutando contra o crime em Gotham City, em Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge Bruce Wayne volta à ativa após 8 anos dos acontecimentos do filme anterior, quando Batman assume os crimes cometidos por Harvey Dent (o Duas-Caras) e vive, desde então, recluso em sua residência. Aqui, Bruce (que ainda sofre com a perda de Rachel Dawes, seu único amor) retoma seu lugar de herói para lutar contra Bane, um mercenário terrorista cujo único objetivo é acabar com o Homem-Morcego antes de destruir Gotham (agora, vivendo em uma aparente paz devido às duras leis contra os criminosos), cumprindo o legado de Ra’s Al Ghul.

Confronto final entre Batman (Cristian Bale) e Bane (Tom Hardy).

Após o desastre que foi o desfecho da trilogia Homem-Aranha, muitos acreditavam que Nolan trilharia o mesmo caminho que Sam Raimi e que seria difícil para ele criar um terceiro filme à altura de sua obra. Mas Nolan conseguiu, com excelente maestria, desenvolver uma história que encerra grandiosamente sua franquia. Tudo contribui para que o filme seja um dos melhores de 2012 (um ano em que houveram várias decepções cinematográficas, como Sombras da Noite, Valente, Prometheus e outros) e, talvez, a maior realização de Nolan. O roteiro é muito bem trabalhado e, embora até possa ser absorvido individualmente, ele é diretamente “costurado” aos antecessores da série, o que enriquece ainda mais a franquia. Certamente, as melhores definições para o que move cada um dos filmes da série são, respectivamente, medo, caos e guerra.


Os efeitos do filme são grandiosos. Grandiosos não apenas porque são competentes mas, principalmente, porque foram usados corretamente. Em nenhum momento a trama é ofuscada por conta dos efeitos – que estão lá, presentes, mas servem apenas para embelezar ainda mais o filme. O melhor exemplo é a sequencia em que Bane detona um estádio: primeiro, aparece um garoto cantando o hino nacional norte-americano, seguido de diversas explosões que acabam com o campo de jogo. É, de longe, a cena mais arrepiante do filme e forte candidata às cenas clássicas do cinema. Só esta cena já vale cada centavo empregado no filme. Tecnicamente, som, fotografia e edição também se mostram competentes. Aliás, toda a técnica de Nolan não é utilizada em benefício próprio, para se engrandecer, mas sim em prol de um roteiro que não deixa a desejar em nenhum momento, escrito sob a maior qualidade. É um filme de ação mas que, sobretudo, tem idéias e é desse casamento entre ação e idéias que Nolan consegue extrair toda a força de sua trilogia.

Set de filmagem de “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”.

Se o roteiro foi bem trabalhado, podemos dizer que ele também foi bem representado por um elenco inspirado – o que já é comum aos filmes de Christopher Nolan. Cristian Bale, Morgan Freeman, Michael Caine e Gary Oldman continuam desempenhando muito bem seus papéis, mas sem dúvida os grandes destaques do filme ficam por conta de Anne Hathaway (que rouba a cena a cada aparição como Selina Kyle – uma habilidosa ladra de jóias e não uma inexplicável Mulher-Gato) e, a maior surpresa do elenco, Joseph Gordon-Levitt (que vive o policial Blake, de longe o maior reflexo de humanidade em todo o filme). Contribui também a trilha do veterano Hans Zimmer, que continua impressionante, assim como nos outros filmes da série, caindo como uma luva às sequencias de ação.

A grande surpresa do filme, Joseph Gordon-Levitt, que cresceu, engrossou a voz e já é aposta para filmes de ação.

Defeitos? Ora, qualquer filme, mesmo o maior clássico que possa um dia existir, tem. Alguns erros de edição foram notados (como numa cena em que está dia e, inesperadamente, escurece) e, principalmente, o número expressivo de personagens (que criou subtramas irrelevantes) dividiu as opiniões dos críticos. Faltou também uma dose daquele humor contido dos quadrinhos e um pouco do desajuste caótico dos vilões da trama – que tem um final, digamos, não tanto explosivo. Para muitos, é um filme que, tecnicamente, atingiu o auge da trilogia, mas recuou na sofisticação da trama para criar subtramas mais simplistas – diferente do que ocorre no segundo filme da série.

COMPARAR? PRA QUÊ?

O maior erro que os fãs da obra de Christopher Nolan podem cometer é comparar sua trilogia a outros filmes do herói, especialmente aos também cultuados Batman e Batman – O Retorno, de Tim Burton. Algumas diferenças são explícitas, saltando aos olhos de qualquer espectador atento e derrubando por terra a pergunta “Quem fez a melhor adaptação? Burton ou Nolan?”.

A cena clássica de “Batman – o Retorno”: Mulher-Gato e Batman, juntos.

Primeiro, as adaptações possuem visões diferentes. Reflexo, naturalmente, de seus diretores. Tim Burton é um excêntrico visionário, conhecido por suas produções bizarras e malucas, sem sentido e inusitadas, trabalhadas com uma arte impecável, sombria e fria, apresentando um roteiro muito mais próximo aos quadrinhos do que a obra de Nolan, transformando sua franquia em um produto direcionado, sobretudo, aos fãs da série. Já Nolan aposta em uma abordagem atual, transformando o roteiro não apenas em uma história de herói, mas também um estudo sobre moral, caos, anarquia e guerra. É um roteiro muito mais real e adulto do que Burton fez em seus filmes e que tende a agradar tanto os fãs do herói quanto os alucinados por filmes de ação convencional.

Bruce Wayne: Cristian Bale ou Michael Keaton?

Essas características dos diretores ecoam em vários pontos dos filmes. O Bruce Wayne de Burton, por exemplo, é um protagonista tipicamente burtoniano, com uma personalidade ambígua e dividida. É tão desequilibrado como qualquer um de seus vilões. Já o Batman de Bale é motivado muito mais por um sentimento de medo e justiça, que lhe permite, por exemplo, assumir a culpa dos crimes de um dos vilões em nome da paz na cidade. Michelle Pfeiffer é excepcional em sua performance como Mulher-Gato, criando cenas antológicas no segundo filme de Burton. É vagamente desequilibada, fruto das constantes humilhações que Selina Kyle sofreu dos homens (sim, uma personagem feminista). Já Anne Hathaway, apesar de fazer uma de suas melhores atuações, é apenas Selina Kyle, uma ladra de jóias que em nenhum momento é a Mulher-Gato e entrou na história contribuindo quase tão pouco à trama que poderia sair a qualquer momento sem ser percebida.

Mulher-Gato: Michelle Pfeiffer ou Anne Hathaway?

E o que dizer dos Coringas de Jack Nicholson e Heath Ledger? Ambos são os grandes e, talvez, maiores destaques das duas séries, mas há nítidas diferenças entre eles. O Coringa de Nicholson, aclamado pela crítica, era Jack Napier, chefe de máfia de Gotham. É um vilão debochado e cômico, assassino dos pais de Wayne e psicologicamente desestabilizado. Já Heath também tem um desempenho marcante, criando um vilão dramático, agressivo e violento, movido não por dinheiro, mas por uma alucinação expressiva e visivelmente propensa ao caos. Gotham City também é recriada de forma diferente por cada um dos diretores. Burton cria um cenário frio, melancólico, em uma Gotham com certos aspectos londrinos. Já Nolan, faz de Gotham City uma verdade Nova York, com arranha-céus, metrôs e pontes gigantescas. O roteiro de Nolan também dá muito mais espaço a personagens como Comissário Gordon, Harvey Dent e Alfred, tornando-os tão heróis como o homem mascarado.

Coringa: Jack Nicholson ou Heath Ledger?

Ao fim de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, é impossível sair da sala sem a triste sensação de “acabou?”. Não nos despedimos ali apenas de Bruce Wayne, mas damos adeus a Harvey Dent, Gordon, Coringa, à Gotham City. Quando se iniciaram os créditos iniciais, ouvia-se palmas e gritos histéricos por todos os lados. Apesar do final do filme em si não ser deveras apoteótico (até certo ponto, é bem simplista, recorrendo a temas comuns, como uma espécie de bomba-relógio prestes a explodir ou reviravoltas inesperadas), o filme como um todo encerra magnificamente a obra de Nolan. Ao menos, pode-se haver uma esperança: a Warner Bros já manifestou o interesse em, futuramente, filmar uma nova série, recriando Bruce Wayne em seu período mais jovem (como o fizeram recentemente com Peter Park). Mesmo a revelação (para mim surpreendente) final do personagem Black dá uma sensação de que uma nova franquia pode se formar (o que seria uma boa, visto que Joseph faz o melhor antagonista da trama, na minha opinião). Seja como for, Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é um filme pra ficar registrado e um presente tanto para fãs de quadrinhos quanto para amantes do cinema.

As Novas Caras do Cinema

O cinema é uma arte em constante mutação. Ao longo de toda sua trajetória, as mudanças sofridas nesse espaço são visíveis aos olhos dos telespectadores mais atentos. A indústria hollywoodiana ainda ostenta todo glamour que sempre lhe foi particular, mas temos que admitir que certas alterações saltam à vista dos cinéfilos de plantão. E isso também se reflete no time de astros e estrelas de cinema que todos nós amamos – e que estão com a bola toda.

Listei, a seguir, alguns atores e atrizes dessa nova geração de artistas do cinema que estão em evidência e tem tudo para se tornar grandes nomes dessa arte. Tudo bem, você dificilmente poderá enxergar um futuro Vincent Price, Martin Landau ou Marlon Brando, ou mesmo uma Julie Andrews ou Elizabeth Taylor. Mas esteja certo: esses nomes tem tudo para ser a aposta dessa nova geração.

1. Kirsten Dunst
Ela era a namorada do Peter Parker nos últimos filmes do Homem-Aranha, mas já havia sido elogiada por sua atuação em Entrevista com o Vampiro. Mais recentemente, é possível conferir a força da atuação de Kirsten em Tudo Acontece em Elizabethtown, onde ela contracena ao lado de Orlando Bloom.

Kirsten Dunst já mostrou seu talento ao lado de Tobey Maguire, Tom Cruise e Orlando Bloom.

2. Zac Efron
Ninguém imaginava que o ex-colegial de High School Musical pudesse ter algum talento. Mas não é que o guri provou o contrário? Zac arrancou boas críticas ao atuar em 17 Outra Vez e A Morte e Vida de Charlie, se tornando uma das maiores surpresas da Disney nos últimos anos. Será que o garoto irá fazer mais um novo musical? Bom, contanto que não seja uma sequencia da série Disney, tudo bem…

Da Disney para o mundo, Zac provou que sabe muito mais do que bater uma bola de basquete e cantar…

3. Heath Ledger
Okay, ele não poderá mais ser um dos maiores nomes do cinema mundial. Mas ele teria tudo pra ser, caso ainda estivesse vivo. Quando faleceu, em 2008, aos 28 anos de idade, Heath havia terminado de gravar Batman – O Cavaleiro das Trevas, onde interpretou o vilão Coringa – e arracou elogios da imprensa. O jovem foi encontrado morto em seu apartamento, quando ainda participava das gravações do filme O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus. O roteiro do longa foi modificado, de maneira que a personagem de Heath fosse substituída parcialmente por outros atores.

O falecido Heath Ledger – reconhecimento póstumo e em vida merecidíssimos.

4. Natalie Portman
Tudo bem, ela não é cara tão nova assim nas telonas. Mas vale a pena destacar a linda Natalie, vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 2011 por sua atuação no sensacional Cisne Negro. Natalie sempre trabalhou em filmes pouco badalados até que despontou para o mundo em Closer Perto Demais. Resta saber se, após a premiação de 2011, Natalie continuará sendo a talentosa atriz que tem sido até aqui.

A vencedora do Oscar 2011 e futura mamãe Natalie Portman.

5. Jesse Eisenberg
Ele não era conhecido até interpretar o polêmico Mark Zuckerberg, fundador (?) da rede Facebook, no filme A Rede Social (d0 qual eu sou um profundo crítico). Impressiona a maneira como a mídia se refere a ele como uma das maiores promessas do cinema atual. Particularmente, acho que ele precisará de mais algumas produções para poder comprovar seu talento e fincar seu posto em Hollywood. Mas a julgar pela paixão das fãs, Jesse já tem um lugarzinho lá…

Jesse – será que ele poderá provar seu talento quando a onda de “A Rede Social” passar de vez?

6. Orlando Bloom
O mais novo papai da área participou das trilogias O Senhor dos Anéis e Piratas do Caribe, onde interpretou o destemido Will Turner. Tamanho foi o sucesso do ator britânico que ele engrenou outras produções posteriormente, como os épicos Tróia e Cruzada, e o já citado Tudo Acontece em Elizabethtown.

O mais novo papai de Hollywood está meio sumido, mas é considerado um dos talentos masculinos mais promissores de sua geração.

7. Emma Watson
Nascida na França, Emma ficou conhecida ao interpretar a personagem Hermione na saga Harry Potter. Como modelo, fez propaganda da marca Burberry – fazendo com que a grife atingisse um público mais jovem. A jovem atriz cresceu junto com a história que encantou adolescentes no mundo todo – e muitos apostam em sua carreira como uma das mais promissoras.

Emma Watson agradou aos adolescentes ao viver Hermione. O que será da atriz com o final da saga Harry Potter?

8.Anne Hathaway
Anne é uma das minhas prediletas. Quando ela estreou em O Diário de Princesa, ninguém dava nada para a bela atriz; mas ela mostrou que era bem mais do que um rosto (muito) bonito. Mostrou seu talento em trabalhos como O Segredo de Brokeback Mountain, Alice no País das Maravilhas e será a nova Mulher-Gato dos cinemas. PS.: quando apresentou a cerimônia de entrega do Oscar 2011, sir Kirk Douglas não poupou na língua pra elogiar a atriz: “Anne, onde você estava quando eu fazia cinema?”. Nem quero imaginar…

Bela, Anne apresentou a cerimônia do Oscar 2011 ao lado de James Franco.

9. Andrew Garfield
Ah, o Andrew… Confesso que, das figuras masculinas, ele é o meu preferido. O trabalho dele pode ser conferido em O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus (onde ele atua ao lado de Johnny Depp e Heath Ledger) e também em A Rede Social, entre outros. Talentoso, simpático e com um futuro promissor em Hollywood, o rapaz foi escolhido para substituir Tobey Maguire no papel do próximo Homem-Aranha. Ótima escolha: um motivo a mais para ir ao cinema e acompanhar a história do herói…

O talento de Andrew já foi explorado pelo famoso cineasta Terry Gilliam. Na imagem abaixo, primeira imagem divulgada do ator como o protagonista de Homem Aranha.

10. Mia Wasikowska
Quando Mia foi anunciada como a Alice do filme de Tim Burton, os fãs do cineasta caíram matando. Quando o filme saiu, os fãs confirmaram o que antes era só especulação: a escolha não foi muito feliz. De fato, a australiana Mia Wasikowska não teve uma excelente atuação no filme. Mas a jovem é carismática e foi, inclusive, considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo na última lista da revista Time. Pois é, se a carreira de atriz não der certo…

A jovem atriz Mia Wasikowska – fale rapidamente o nome dela!