“Xenia”: Melodrama Gay em Forma de Tragédia Grega

Quando crianças, Danny e Odysseas foram abandonados pelo pai e criados pela mãe viciada. Assim, os dois cresceram com inúmeros traumas, inclusive o de ser estrangeiros em sua própria terra natal – já que a mãe era albanesa e o preconceito contra estes na Grécia é avassalador. Depois de anos separados, os irmãos se reencontram após a morte da mãe e embarcam em uma jornada para a realização de seus sonhos individuais: enquanto o mais novo (um garoto de 15 anos abertamente homossexual e problemático) quer reencontrar o pai e rapidamente resolver suas dificuldades financeiras e de cidadania, o mais velho quer tentar a sorte em um programa de TV e se tornar uma grande estrela da música.

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Xenia é um melodrama grego, com personagens que carregam nas costas inúmeras tragédias e, por isso, pode soar um punhado de clichês em alguns momentos, com situações claramente inverossímeis quando não fáceis (um hotel abandonado que serve de moradia, um barco à espera dos viajantes, etc. – isso sem contar um coelho gigante, cuja intenção é criar alguma simbologia, mas que não consegue cumprir sua proposta). Além disso, o teor “queer” da obra pode não agradar o público em sua totalidade. Foi-se a época em que personagens gays ficavam marginalizados no cinema – mas é fato também que o excesso desses tipos atualmente acaba criando certos estereótipos. Danny, o irmão homossexual, é carregado de trejeitos e irritante como protagonista – e isso não é devido à sua condição sexual. Mimado e intrometido, é o tipo que não desperta muita empatia. Ody, por sua vez, é o típico heterossexual “não muito heterossexual”, sonho de consumo gay. No entanto, ambos os personagens perdem muito com as atuações de seus intérpretes: enquanto Nikos Gelia (Ody) mantém uma expressão uniforme em todo o filme, Kostas Nikouli (Danny) exagera nas caras e bocas, quase compensando a falha do primeiro. Salvam-se apenas as sequências em que estão juntos, quando os atores demonstram intimidade entre si (como nas cenas em que cantam, dançam, bebem ou tomam banho juntos – quase achei que rolaria algo mais devido à tensão homoerótica entre eles, o que poderia até ser interessante na história).

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Representante da Grécia ao Oscar de melhor produção em língua estrangeira no próximo ano, Xenia é quase uma música da Katy Perry: praticamente um teenage dream, mas em versão gay. Não, isso não é o problema. O erro é o exagero de melodrama que, inevitavelmente, afasta o espectador por sua incapacidade de enternecer. O roteiro também não colabora, nos dando a falsa de ideia de que irá por um caminho quando acaba indo pelo outro (às vezes, parece um drama; depois um road movie; outra hora, uma aventura). Para completar a “tragédia” grega, a direção é amadora, enquanto a edição e fotografia são banais. Talvez o filme pudesse até ganhar certo atrativo se aprofundasse sua narrativa nas questões atuais de uma sociedade grega marcada pelo preconceito. Apesar de até esboçar uma tentativa nesse aspecto, Xenia não se estende – e, com isso, fica a sensação de que o filme é apenas um passatempo otimista em relação à vida.

Retrospectiva 2013 – Parte 3: Os Melhores Álbuns Que Não Postamos Por Aqui

Se 2013 não foi um ano muito favorável para o cinema, o mesmo não se pode dizer da música. O ano foi um prato cheio para quem curte escutar boa sonoridade, conhecer gente nova e sair por aí cantando à toa…

Confira minha lista abaixo com os melhores álbuns de 2013 – todos devidamente escutados e avaliados. Lembrando que a lista não segue necessariamente o fator “qualidade” – tampouco reflete questões pessoais (tem artistas aqui que eu, supostamente, não curto). Cheguei nessa lista baseando-se em discos que, de alguma forma, chamaram a atenção no cenário musical e fez a crítica balançar.

01COMEDOWN MACHINE (The Strokes)
Faixa imperdível: 50/50
Quinto registro de estúdio da maior representante do movimento indie rock na atualidade, Comedown Machine é a aposta dos Strokes em novas sonoridades, refletindo diretamente tudo aquilo que os rapazes da banda (e, principalmente, seu vocalista, Julian Casablancas) curtem ouvir nas  horas vagas – tanto é verdade, que muita gente considerou o álbum muito próximo ao disco de carreira solo do cantor.


LOVE IN THE FUTURE (John Legend)

Faixa imperdível: All Of Me
Um dos melhores intérpretes de R&B da atualidade, Love in The Future é o quinto registro do cantor, compositor e pianista norte-americano. Um pouco esquecido pela crítica, no entanto, o disco é um deleite para os ouvidos e possui uma das músicas mais sensíveis de sua carreira, All Of Me – que Legend interpreta ao som de um piano deliciosamente atraente.

RIGHT THOUGHTS , RIGHT WORDS, RIGHT ACTION (Franz Ferdinand)
Faixa imperdível: Evil Eye
O quarto álbum de estúdio da banda escocesa Franz Ferdinand caiu nas graças da crítica e do público, sendo um dos mais vendidos do ano no Reino Unido. A faixa Evil Eye, minha sugestão, ganhou um clipe EXCELENTE que faz alusão a clássicos filmes B de terror – Sam Raimi, George Romero e Robert Rodriguez gostaram disto!

02BEYONCÉ (Beyoncé Knowles)
Faixa imperdível: XO
Enquanto todos voltavam as atenções aos discos de cantoras pop como Lady Gaga, Britney Spears e Katy Perry, Beyoncé ficou na surdina e de repente… Um tapa na cara de todos ao lançar seu auto-intitulado Beyoncé, um ótimo trabalho que pegou muita gente de surpresa e atesta de vez o talento da cantora.

03THE NEXT DAY (David Bowie)
Faixa imperdível: Where Are You Now?
O veterano Bowie presenteou a todos seus fãs com The Next Day, seu primeiro registro após 10 anos de Reality, seu trabalho anterior. Em apenas uma semana, o álbum se tornou o mais vendido no Reino Unido – o que Bowie não fazia desde Black Tie White Noise, de 1993. The Next Day é a prova de que David ainda está em ótima forma.


04ANTHEM (Hanson)

Faixa imperdível: Get The Girl Back
O trio norte-americano formado pelos irmãos Jordan, Zac e Isaac ficaram famosos lá na década de 90, quando eram 3 garotinhos que cantavam baladinhas românticas com suas vozes açucaradas. Os caras cresceram, constituíram famílias, amadureceram e trouxeram o ótimo álbum pop Anthem, super elogiado pela crítica e pelos fãs.

MODERN VAMPIRES OF THE CITY (Vampire Weekend)
Faixa imperdível: Hannah Hunt
Terceiro trabalho de estúdio da banda norte-americana de indie-rockModern Vampires of the City é considerado por muitos o melhor disco do quarteto – e não apenas isso, mas também é apontado por muitas publicações como o álbum do ano.

05PARADISE VALLEY (John Mayer)
Faixa imperdível: Paper Doll
John Mayer foi bem recebido com seu Paradise Valley que, dentre outros méritos, ainda traz um dueto do cantor com sua atual conquista, Katy Perry (em um parceria, no mínimo, “fofa”). Considerado um dos melhores discos da carreira do cantor, Paradise Valley prova que John Mayer não é apenas bom em colecionar belas mulheres…


THE ELECTRIC LADY (Janelle Monáe)

Faixa imperdível: Q.U.E.E.N.
Amplamente aclamado pela crítica, The Electric Lady não perde seu rumo em momento algum, mesmo com seus mais de 60 minutos. Produzido ao longo de três anos, o álbum possui uma coleção de hits muito maior que o CD anterior da cantora – o que faz com que o disco seja apreciado logo à primeira audição.

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REFLEKTOR (Arcade Fire)
Faixa imperdível: We Exist
Com uma campanha de marketing estratégica para sua divulgação, Reflektor é considerado o melhor álbum da banda indie – que após um tempo pedalando pelo mainstream, provou que ainda tem muito a oferecer a seus fãs mais tradicionais. Dividido em dois discos, somando cerca de 75 minutos de duração, Reflektor foi muito bem recepcionado pela crítica.


7PALE GREEN GHOSTS (John Grant)

Faixa imperdível: GMF
O cantor norte-americano conquistou a crítica com seu segundo disco de estúdio, considerado pela Rough Trade (famosa loja de música londrina, em sua tradicional lista de fim de ano) o melhor álbum de 2013. Está achando pouco? O jornal britânico The Guardian também o colocou na lista dos 10 melhores CDs lançados no ano.

BANGERZ (Miley Cyrus)
Faixa imperdível: Wrecking Ball
Miley Cyrus aposentou de vez a peruca de Hannah Montana e fez de 2013 o ano mais polêmico de sua carreira. Para isso, lançou o “sujo” Bangerz, que fez Miley virar sucesso nas paradas – e também na internet, rendendo vários memes à cantora. Quem nunca viu alguma paródia com a música Wrecking Ball?

MGMT (MGMT)
Faixa imperdível: Your Life is a Lie
A banda de rock psicodélico lançou seu auto-intitulado MGMT, que dividiu a opinião dos fãs (quem esperava um Kids ou Time to Pretend, esqueça!). Apesar de ser uma ruptura em relação aos trabalhos anteriores da banda e questionavelmente regular, o terceiro registro do MGMT é um muito mais maduro e redondo do que os anteriores.

8THE 20/20 EXPERIENCE (Justin Timberlake)
Faixa imperdível: Suit & Tie
Alguns dizem que Justin poderia tirar a coroa de rei do pop de Michael Jackson. Meio cedo para falar isso, mas o fato é que Justin tem se destacado e mostrado que não é apenas um rosto bonito. O cara, definitivamente, tem talento – que ficou mais que provado com seu elogiadíssimo The 20/20 Experience, terceiro álbum da carreira do ex-‘N Sync.


YEEZUS (Kanye West)

Faixa imperdível: BLKKK SKKKN HEAD
Kanye já foi até elogiado por Barack Obama – que antes, teceu críticas ao trabalho do rapper norte-americano. Yeezus é apontado por várias publicações como o melhor disco de 2013 – experimental, cru, obscuro. Nenhuma novidade para West, que já está acostumado a ver seus projetos reconhecidos pelo público e pela crítica especializada.

“Prism”: Muitas Cores Refletindo Sem Inovação

Quando Katy Perry surgiu há alguns anos com o disco One of The Boys dizendo que beijou uma garota e curtiu, pouca gente acreditava que a guria se tornaria o fenômeno pop de hoje. Daí, pouco tempo depois, ela coloca uma peruca roxa e joga na cara dos invejosos seu segundo trabalho, Teenage Dream, registro que consolidou seu posto de diva pop e rendeu diversos ótimos singles, clipes e polêmicas – além de uma edição de luxo e um documentário sobre a cantora, que chegou inclusive a ser um dos pré-selecionados ao Oscar. Em 2013, Katy retorna quase triunfal com Prism, queimando a peruca da era Teenage Dream e mostrando um amadurecimento que torna o álbum um dos melhores produtos pop do ano.

Calma, nem tudo está perdido. Teve muita jogada de marketing aí, galera. Prism não é um trabalho sombrio e tão pouco se distancia completamente dos outros discos da cantora. O maior mérito aqui é mostrar o amadurecimento definitivo de Katy como cantora pop – ainda que o álbum não traga muita inovação dentro do seu propósito. A Katy brincalhona ainda está lá, a pegada “rebelde” que víamos no marketing não existe por completo – e, talvez mesmo por isso, Prism se torna, talvez, o melhor registro da carreira da cantora – apesar de, como já mencionado, não trazer nada de novo à indústria.

prismO carro chefe de Prism é Roar, primeiro single onde Katy já chega gritando “Eu sou uma campeã e você vai me ouvir rugir!”. Longe de ser uma música ruim, se espremer um pouquinho ali e acolá, é uma música que se encaixaria em Teenage Dream (e ganhou, inclusive, um clipe bem divertido e animado). Em seguinda, vem Legendary Lovers, que deixa a temperatura baixar um pouco e traz uma baladinha com batida meio indiana. Logo após, temos a ótima Birthday (uma das minhas preferidas), com todo seu gostinho de disco music (consegui enxergar pessoas dançando em boates com roupas extravagantes ao melhor estilo Dancin’ Days), além de uma letra bem “fofa”. Na mesma pegada, chega a frenética Walking on Air, viagem aos anos 90 e, para mim, a melhor faixa – além de ser um dos mais evidentes exemplos do amadurecimento vocal da cantora.


Primeira “balada”, eis que chega Unconditionally, baixando um pouco a animação mas com um refrão que já virou frase de perfil de muita gente nas redes sociais. Dark House chega com uma batida nigga (sem preconceitos) e conta com a participação de Juicy J – me lembrou também alguma coisa que Gwen Stefani fez em algum momento de sua carreira solo, mas não vou levantar polêmicas à essa altura. This is How We Do é a faixa com cara “urbana” de Prism – com refrão chiclete e recheada de elementos eletrônicos. Internacional Smile vem com toda aquele ar nostálgico que conhecemos da cantora – uma das melhores músicas dessa nova fase que nos remete aos tempos de One of The Boys. Logo em seguida, temos Ghost, uma baladinha com cara de single e que, apesar do início meio parado, tem um refrão delicioso com ótimos arranjos vocais.

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Love Me vem como uma baladinha leve e gostosa de se ouvir – mas como Ghost, parece estar meio perdida. This Moment traz um ar meio oitentista, com uma pegada meio synthpop que torna a faixa uma ótima descoberta. Double Rainbow tem cara de hit e, acredito eu, poderá virar single em breve (até porque se Katy fizer como em Teenage Dream, teremos pelo menos uns trocentos singles na era Prism…). Encerrando, Katy nos traz By The Grace of God, música de agradecimento a Deus por tudo o que tem acontecido na carreira da cantora – engraçado, mas foi a que eu menos gostei à primeira audição. Destoa um pouco do restante do álbum e seria ótima se fosse uma faixa avulsa lançada pela cantora. A edição de luxo ainda traz Spiritual – uma balada com um moderno synth produzida (e muito bem produzida) com a colaboração de John Mayer. Temos também It Takes Two, com uma ótima interpretação de Katy e um piano forte no refrão – e que tem cara de tema de filme. Choose Your Battles encerra a era Prism – e, particularmente, acho que poderia ter ficado de fora do disco (mas aí é questão pessoal mesmo…).

Como produto final, Prism consegue encerrar a era açucarada e colorida de Teenage Dream, mas o espírito contagiante da cantora ainda está presente. O que me parece é que o medo de desagradar aos fãs falou mais alto e isso fez com que Prism fosse apenas mais um registro de Katy Perry – e não um trabalho com relevância dentro da cultura pop atual. Nada é novidade – tudo parece ter sido trazido repleto de antigas influências. As faixas, apesar de percorrer vários estilos, parecem ter uma sintonia incrível – tente ouvir o álbum no modo aleatório e perceba que todas as músicas parecem estar em sincronismo. Prism é um dos melhores discos do ano, muito bem produzido (praticamente impecável do ponto de vista técnico) e cheio de boas canções – mas não traz nenhuma relevância significativa.

Retrospectiva 2012 – Parte 1: Os Filmes Que Não Postamos Por Aqui

Pois é, 2012 já está chegando ao fim (e o mundo não acabou – ao menos não até o momento em que escrevo esta resenha). E o ano foi bastante produtivo no que se refere às produções cinematográficas, que levaram milhões de cinéfilos apaixonados a desfrutar de momentos agradáveis enquanto assistiam aquele filme tão esperado.

Então, antes que 2012 chegue ao fim, nada mais justo do que dar uma olhada rápida naquelas produções que estrearam no circuito mundial em 2012, especialmente neste último semestre (já que temos um post com as estréias mais badaladas de 2012 e que você pode acessar aqui). Confira aquilo que você já viu, o que falta assistir e aquilo que você já marcou como “Não Quero Assistir” nas redes sociais. Certamente em um ano tão produtivo para a indústria cinematográfica, não vão faltar filmes para as três opções…

Katy Perry: Part of Me
Não, você não  leu errado: Katy Perry lançou um filme em 2012 (até agora me pergunto como ela conseguiu, afinal seu orçamento devia estar estourado com a quantidade de videoclipes lançados para o álbum Teenage Dream, mas aí é outra  história). O documentário acompanha a carreira de Katy, até estourar com a turnê de seu último álbum. E acredite: como documentário, a obra foi bastante elogiado. Vai entender…

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O Ditador
Sacha Baron Cohen lançou O Ditador e gerou opiniões distintas: houve quem amasse o filme, houve os que o detestasse. Particularmente, eu faço parte do segundo grupo. Faltaram boas piadas e um enredo menos “Casseta e Planeta”. A história do ditador que luta para que a democracia nunca alcance o país que tanto oprime, apesar de conter todo o humor ácido e sarcástico de Sacha, não conseguiu ter unanimidade para crítica e público.

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Procura-se um Amigo Para o Fim do Mundo
Se tem um filme que me fez engolir o choro no cinema foi Procura-se um Amigo Para o Fim do Mundo. Com um roteiro simples mas incrivelmente cativante, trata-se da história de um homem que após o anúncio do fim da raça humana por conta de um asteroide que atingirá o planeta, é abandonado pela esposa e decide reencontrar seu amor de infância.

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Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros
Se Sombras da Noite foi um fiasco de crítica e Frankenweenie foi aclamado como uma de suas melhores obras, Tim Burton ficou na média com Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros, produzido por ele e dirigido por Timur Bekmambetov. A trama recria um dos maiores presidentes dos EUA como um matador de vampiros, tendo como fundo histórico a Guerra da Secessão .

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Ted
Um ursinho que fuma, fala palavrão e faz sexo no supermercado não é necessariamente o melhor presente e a ser dado a seu filho no Natal. O filme criou polêmicas no país quando um político sem noção levou o filho ao cinema e achou a história imprópria. De qualquer forma, como comédia, o longa protagonizado por Mark Wahlberg rendeu boas risadas aos expectadores – mas nada muito além disso.

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Looper – Assassinos do Futuro
Elogiado pela crítica por sua atuação na última parte da trilogia Batman de Nolan, Joseph Gordon-Levitt parece definitivamente ter se tornado uma escolha no gênero ação. Apesar de já ser um velho conhecido nosso, o ator foi destaque em 2012 e viveu em Looper um assassino do futuro cujo serviço é eliminar sua versão mais velha (interpretada por Bruce Willis), que se tornara uma ameaça para a máfia.

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Selvagens
Outro que tem ganhado destaque em Hollywood é Aaron Johnson. Selvagens, de Oliver Stone, conta a história de dois amigos que compartilham um próspero negócio de distribuição de maconha – e também a namorada. Quando a garota é sequestrada, ambos concordam em pagar a quantia negociada mas arquitetam um plano de vingança para reaver a garota e sumir de vez.

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As Vantagens de Ser Invisível
Baseado em um best-seller adolescente, As Vantagens de Ser Invisível se tornou um dos daqueles filmes que os jovens adoram amar. A história é  narrada por um adolescente tímido, que descreve toda sua vida em uma série de cartas a um anônimo, expondo todas suas experiências da juventude. O elenco “fofo” inclui a queridinha Emma Watson, da saga Harry Potter.

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Magic Mike
Magic Mike é inspirado livremente na história de vida de Channing Tatum, ator que antes de virar celebridade hollywoodiana (???) teve que ganhar a vida como stripper aos 18 anos. No longa, Channing é um dançarino experiente que passa a orientar um novato nos “negócios”. Sim, se você quer ver homens dançando semi-nus, assista.

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Argo
Dirigido por Ben Affleck, Argo é um dos principais indicados ao Oscar em 2013. O filme se passa no final da década de 80, durante a revolução iraniana, quando um grupo de 6 pessoas escapam de militantes e se escondem na casa do embaixador canadense. Sabendo do risco que correm caso sejam descobertos, Tony Mendez bola um plano para retira-los em segurança do país.

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A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2
Acabou!!! A saga Crepúsculo finalmente acabou! Okay, okay, vou parar por aqui para ser imparcial… Ah, dane-se: acabou mesmo, com Amanhecer – Parte 2, e agora quem curte uma história vampiresca pode respirar aliviado (pelo menos, até a próxima modinha adolescente). Mas, comentários maldosos a parte, a série protagonizada por Robert Pattinson e Kristen Stewart vai deixar saudades para muita gente (não eu, obviamente)…

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A Origem dos Guardiões
Animação que chegou aos cinemas nas últimas semanas, A Origem dos Guardiões parece ter agradado (não chega a ter a qualidade de um Pixar, mas tem seus méritos). Abusando de lendas infantis, o filme conta a história de um espírito maligno que deseja transformar os sonhos de todas as crianças em pesadelos. É aí que entra a figura de Jack Frost, um garotinho invisível com o poder de controlar o inverno – e com a vocação de guardião que será imprescindível para combater as forças do mal.

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Curvas da Vida
Em um personagem típico, Clint Eastwood interpreta em Curvas da Vida um olheiro de baseball com problemas de visão que viaja para recrutar novos talentos. O filme ainda conta com Justin Timberlake, que interpreta um olheiro rival que irá se relacionar com a filha de Clint. Apesar de ser mais uma produção clichê na filmografia de Clint, o longa recebeu boas críticas do público.

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O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
Apesar de não ser um clássico instantâneo como o primeiro filme da saga O Senhor dos AnéisO Hobbit conseguiu levar uma legião de fãs alucinados da obra de Tolkien aos cinemas, que estava ansiosos pelo prelúdio da saga já levada ao cinema pelas mãos de Peter Jackson. Apesar da boa recepção, entretanto, os fãs mais excêntricos alegam que falta alma e sobra efeitos especiais. Ao menos, se Peter Jackson queria faturar às custas da saga de Tolkien, isso ele conseguiu.

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As Aventuras de Pi
As Aventuras de Pi é o novo trabalho de Ang Lee (de O Tigre e o DragãoO Segredo de Brockback Mountain) e, como não seria diferente em seus filmes, se tornou um sucesso. A história gira em torno de Pi Patel, filho do dono de um zoológico na Índia, que decide se mudar para o Canadá quando os negócios da família já não estão mais indo tão bem. Durante a viagem, ocorre uma tempestade e Pi sobrevive em um bote salva-vidas, mas tem que dividir o pequeno espaço com um dos animais do zoológico.

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E para quem já acompanha o site há algum tempo, fica aí embaixo o link com as críticas de outros filmes que passaram por aqui em 2012:

J. Edgar
A Mulher de Preto
Jogos Vorazes
Titanic 3D
Diário de um Jornalista Bêbado
Espelho, Espelho Meu
Branca de Neve e o Caçador
Sombras da Noite
Na Estrada
Valente
Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Bel Ami
Frankenweenie

Mais estréias do 1º Semestre

Teenage Dream: o Álbum Pop dos Sonhos

Katy Perry, a guria que beijou uma garota e gostou em seu primeiro álbum, lançou em 2010 o disco Teenage Dream, um dos álbuns mais vendidos daquele ano e que despontou nas paradas de sucesso em todo mundo. Agora, após 2 anos do lançamento original, Teenage Dream é relançado em uma versão de luxo, intitulada Teenage Dream: The Complete Confection. Tentativa de vender mais cópias aos fãs alucinados da cantora? Talvez. Afinal, Teenage Dream desde sua concepção é uma máquina projetada para fazer hits – e cumpriu muito bem este papel.

A nova capa para o relançamento de “Teenage Dream”. Agora, tudo está completo – ou não…

Das 12 canções do lançamento original, 6 viraram músicas de trabalho (California GurlsTeenage Dream, Firework, E.T., Last Friday Night e The One That Got Away). Entretanto, qualquer uma das faixas deste trabalho tem potencial e cara de single. O melhor exemplo é Peacock, um verdadeiro “hino” da cultura GLS indie-pop, que ganhou diversas paródias e, de longe, é uma das mais divertidas do álbum. Exatamente por essa razão, há quem considere Teenage Dream um típico disco pop comercial, recheados de hits que facilmente ficam na cabeça. Mas não é o caso. Teenage Dream é infinitamente mais.

Depois do sucesso de seu primeiro registro, One of The Boys, muita gente duvidava de Katy. Houve quem acreditasse que ela seria um sucesso passageiro e não passaria pela conhecida maldição do segundo disco. Mas Teenage Dream conseguiu superar todas as expectativas e frustrar os críticos de plantão. O álbum por si só reflete todo o amadurecimento de uma garota que deu voltas e mais voltas para se tornar a diva pop de hoje. Para se ter idéia, você imagina que a garota que quer ver o que o cara esconde embaixo da cueca é filha de pastores e chegou a gravar um CD gospel?

Há vários fatores que contribuem para que Teenage Dream seja um álbum infinitamente melhor que o de muitas divas pop atuais. Para começar, as letras são deliciosamente divertidas – mas nunca “fúteis”. Elas alternam entre períodos agitados e safados (como na irreverente Peacock) e lentos e românticos (como em Not Like The Movies), e contam divertidas situações que envolvem os sonhos de qualquer garota comum.

Em relação à musicalidade, Teenage Dream é agitado e dançante, mas mantém um ar meio retrô devido, sobretudo, à utilização de sintetizadores. E, como já mencionado, cada faixa por si poderia render um texto a parte. A única falha aqui é que até a oitava canção o álbum beira a perfeição – enquanto a partir daí, o disco entra em um marasmo e chega a ser deveras cansativo. Não que as faixas sejam ruins – só estão mal inseridas. Há quem, inclusive, considere Teenage Dream dois álbuns em um: o primeiro primoroso e o segundo tediante (a partir de E.T. que me lembra vagamente uma música daquela dupla T.A.T.U., não sei explica bem…).

Entretanto, o que mais contribui para fazer de Teenage Dream um dos melhores registros pop de todos os tempos é a própria Katy Perry. Diferente da maioria das cantoras famosas como Britney, Ke$ha, Hillary Duff e muitas outras, Katy é dona de uma voz deliciosa (apesar de ser fraquinha ao vivo) e um sex-appeal invejável. Teenage Dream é, desta forma, tão doce e sensual quanto a imagem de Katy nua sobre as nuvens de algodão da capa do disco.

Não, eu não vou comentar mais nada…


Teenage Dream
é uma verdadeira sinfonia pop. A versão de luxo ainda inclui alguns remixes dos principais hits e a exclusiva Part of Me, mais um single que também é um presente para os fãs. Teenage Dream tem grandes méritos dentro daquilo para o qual foi concebido: divertir. É assim como a maioria dos discos pop: música para o corpo, não uma infinidade de interpretações típica de grandes pensadores. Bom, quer dizer, até você, marmanjo, pode pensar em muitas coisas ao ver a capa ou as fotos do encarte, né? Okay, parei… Definitivamente, Teenage Dream é o álbum dos sonhos de muita cantora por aí…