“Vizinhos”: Sobra Bobagens, Falta Criatividade

03Há alguns anos, o grupo formado por Seth Rogen, Jonah Hill, James Franco e outros atores vem apostando em produções de humor politicamente incorreto, cujas piadas beiram o absurdo e as situações são fúteis e recheadas de bizarrices – dando a impressão de que tudo acontece a favor do roteiro, independente de ser algo coerente ou não. Obviamente, a comédia é um gênero bastante particular e relativo. O que é engraçado para mim pode não ser para você, leitor, e vice-versa. Portanto, é difícil analisar um filme como Vizinhos, novo longa de Nicholas Stoller (roteirista dos ótimos As Loucuras de Dick e Jane e Sim, Senhor) que chegou aos cinemas brasileiros nesta semana e que, em sua essência, não foge muito desta premissa.

Na trama, Mac e Kelly (Rogen e Rose Byrne) vivem tranquilamente com sua filha recém-nascida (fofíssima) em um bairro do subúrbio americano. O casal está naquela fase em que se abandonam as baladas e amigos para se assumir certas responsabilidades com a família, casa e trabalho. A paz do jovem casal acaba quando um grupo de universitários se muda para a casa ao lado, transformando o imóvel em uma espécie de república onde a “zuera never ends”. A partir daí, muitas brigas e confusões acontecem entre Mac e o vizinho Teddy, o líder gatíssimo (“esculpido por um deus gay”, como diz Seth) da fraternidade, vivido por Zac Efron (ex-HSM, é bom lembrar…).

O maior problema que eu enxergo em Vizinhos é seu infinito looping: a direção do longa é chata e repetitiva, assim como suas cenas que nos dão a sensação de “de novo isso?” a todo o momento – sensação cada vez mais frequente devido também ao fato do filme se passar praticamente nas mesmas locações. Com um argumento fraquíssimo, o que parece é que o diretor chamou alguns amigos, colocou a câmera no ombro e passou a filmar aleatoriamente as estripulias do grupo, sem se preocupar com o menor sentido que pudesse haver ou não nessa empreitada. Tudo fica ligado no modo “aleatório”, sendo que algumas cenas até funcionam isoladamente, mas não contribuem para o filme como um produto final.

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Outra coisa que atrapalha – e muito – é o casal de protagonistas que não demonstram a menor sintonia. Creio que este mérito se deve a Seth, que mais uma vez incorpora seu personagem já batido e cheio de trejeitos. Ele fala sem parar e de forma histérica, mas isso, ao invés de tornar seu personagem divertido, o torna um chato, fazendo com que o público logo se identifique com a galera da fraternidade estudantil – muito mais camarada e gente boa do que o casal da casa ao lado. Zac Efron (que tira sarro com seu próprio tipo) até demonstra certa maturidade em cena – em um filme totalmente imaturo – , se desvencilhando de vez da imagem “fofa” da época de High School Musical. Outro lampejo de atuação suficiente está em Dave Franco (o irmão mais novo de James Franco), com seu sorriso maroto e que consegue, para mim, fazer a única cena genuinamente engraçada do longa ao imitar caricaturamente Robert DeNiro.

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Em Hollywood, há certo preconceito com o gênero comédia. Particularmente, eu acho que este estilo de narrativa pode render ótimos resultados (vide O Lobo de Wall Street, Se Beber Não Case, o francês Intocáveis e muitos outros), mas, como já disse, isso tudo é muito relativo. Há quem possa assistir Vizinhos e legitimamente se contorcer de rir com as piadas constrangedoras e, por vezes, agressivas do filme, que envolvem o tamanho de pênis, orientações sexuais, consumo de drogas e outros temas banais que rendem, no máximo, alguns minutos de diversão – e nada alem disso. Recheado de bobagens infantilóides (tem duelo de mijos e Franco em momento de super ereção) e diálogos sem criatividade (e bom senso), Vizinhos é uma comédia para quem busca algo descompromissado. Portanto, não esqueça a pipoca – talvez ela te ajude a engolir o filme.

“Obsessão”: Tudo Errado Desde o Título…

Baseado no livro homônimo de Pete Dexter, Obsessão chega aos cinemas brasileiros no próximo mês – quase um ano após sua estréia mundial, em novembro de 2012. A história acompanha o jovem Jack James (filho W.W. James, editor do jornal Moat County Tribune), um jovem desnorteado que ajuda o irmão jornalista (e homossexual) em uma investigação sobre a possível condenação injusta de um homem que está aguardando sua sentença de morte. Durante a investigação, Jack se apaixona por Charlotte Bless, uma prostituta que troca correspondências amorosas com o condenado.

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Bom, fui bem assim, direto, porque não há muito a se falar sobre o filme. Com um orçamento modesto (a produção não custou nem U$ 13 milhões), Obsessão aposta na força de um elenco de estrelas. Zac Efron é o jovem Jack – e cada dia se distancia mais do garoto saltitante de High School Musical. Não imaginava que poderia dizer isso há cinco anos atrás, mas o fato é que é confortante ver o quanto o ator cresceu e como sua atuação ganhou peso. Matthey McConaughey interpreta muito bem Ward James, irmão de Jack, que esconde sua homossexualidade da família e tem uma estranha obsessão por provar a inocência de Hillary Van Wetter – nosso bom amigo John Cusack que, este sim, em um papel pequeno, consegue chamar a atenção a cada aparição. Na pele de um psicótico condenado, fica-se sempre a dúvida se Hillary é ou não o culpado pelo crime. Fechando o elenco, ainda temos Nicole Kidman que, após tantas plásticas e aplicações de toxina botulínica (vulgo botox), não consegue mais ter a mesma beleza do início de carreira. Okay, irão me criticar e é até compreensível, afinal Nicole é bela, mas nada comparado a Nicole dos primeiros anos. Além disso, há muito tempo não vemos Nicole em um grande papel e sua Charlotte é um belo exemplo. A personagem em si já não é lá essas coisas, não tem um motivo para nada e ainda por cima é… forçada. Definitivamente, não é das melhores atuações da atriz – que é e pode muito mais do que isso.

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Apesar do saldo positivo do elenco, o resultado final não é muito feliz. Obsessão não é um excelente filme, como pode parecer à primeira vista. Lee Daniels (do ótimo Preciosa – Uma História de Esperança) faz um belo trabalho na direção do elenco, mas fica faltando alguma coisa no restante. Talvez tenha sido o roteiro arrastado, escrito pelo próprio Pete, que faz com que o longa se torne massante. Tão pouco há momentos memoráveis – a não ser que você ache memorável ver Zac Efron de cueca em praticamente todas as cenas, nunca se sabe. Ah, e aquele papo de “mimimi fiquei sem graça quando minha mãe assistiu as minhas cenas de sexo com a Nicole e bla bla bla…” do Zac foi apenas pra levar as encalhadas ao cinema, ansiosas por uma tórrida cena de sexo do garotão que não aconteceu – ou pelo menos, se aconteceu, eu estava dormindo. A única cena onde há algum tipo de contato físico entre os dois é tão fraca quanto um episódio de Malhação.

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Obsessão ainda utiliza-se de um recurso que o ajudou a ficar ainda mais “vergonha alheia”: a narração, que faz tanta esforço para explicar a investigação que chega a ser quase didática em certos momentos e faz com que nos sintamos burros. Mesmo assim, Obsessão se torna confuso e sem o menor foco: ora em um personagem, ora em outra narrativa, ora em outra abordagem. É tanto tiro lançado que, no final, nada é atingido. Só o título já deixa margens do que está por vir: lançado em português como Obsessão, o título original do longa é The Paperboy, que, se traduzido corretamente, faria muito mais sentido. Os únicos pontos fortes do filme, além da atuação do elenco e da direção de Lee, ficam por conta da trilha sonora e da questão social abordada: preconceito. A trama se passa em um período turbulento da história norte-americana, onde qualquer minoria era tratada com indiferença. Os diálogos recheado de ódio proferidos aos personagens negros ou mesmo a cena em que Ward é espancado por um grupo dentro de seu quarto de hotel é uma das poucas experiências cinematográficas boas a serem tiradas de um filme cuja única obsessão é ser grande. Pena que não consegue…

As Novas Caras do Cinema

O cinema é uma arte em constante mutação. Ao longo de toda sua trajetória, as mudanças sofridas nesse espaço são visíveis aos olhos dos telespectadores mais atentos. A indústria hollywoodiana ainda ostenta todo glamour que sempre lhe foi particular, mas temos que admitir que certas alterações saltam à vista dos cinéfilos de plantão. E isso também se reflete no time de astros e estrelas de cinema que todos nós amamos – e que estão com a bola toda.

Listei, a seguir, alguns atores e atrizes dessa nova geração de artistas do cinema que estão em evidência e tem tudo para se tornar grandes nomes dessa arte. Tudo bem, você dificilmente poderá enxergar um futuro Vincent Price, Martin Landau ou Marlon Brando, ou mesmo uma Julie Andrews ou Elizabeth Taylor. Mas esteja certo: esses nomes tem tudo para ser a aposta dessa nova geração.

1. Kirsten Dunst
Ela era a namorada do Peter Parker nos últimos filmes do Homem-Aranha, mas já havia sido elogiada por sua atuação em Entrevista com o Vampiro. Mais recentemente, é possível conferir a força da atuação de Kirsten em Tudo Acontece em Elizabethtown, onde ela contracena ao lado de Orlando Bloom.

Kirsten Dunst já mostrou seu talento ao lado de Tobey Maguire, Tom Cruise e Orlando Bloom.

2. Zac Efron
Ninguém imaginava que o ex-colegial de High School Musical pudesse ter algum talento. Mas não é que o guri provou o contrário? Zac arrancou boas críticas ao atuar em 17 Outra Vez e A Morte e Vida de Charlie, se tornando uma das maiores surpresas da Disney nos últimos anos. Será que o garoto irá fazer mais um novo musical? Bom, contanto que não seja uma sequencia da série Disney, tudo bem…

Da Disney para o mundo, Zac provou que sabe muito mais do que bater uma bola de basquete e cantar…

3. Heath Ledger
Okay, ele não poderá mais ser um dos maiores nomes do cinema mundial. Mas ele teria tudo pra ser, caso ainda estivesse vivo. Quando faleceu, em 2008, aos 28 anos de idade, Heath havia terminado de gravar Batman – O Cavaleiro das Trevas, onde interpretou o vilão Coringa – e arracou elogios da imprensa. O jovem foi encontrado morto em seu apartamento, quando ainda participava das gravações do filme O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus. O roteiro do longa foi modificado, de maneira que a personagem de Heath fosse substituída parcialmente por outros atores.

O falecido Heath Ledger – reconhecimento póstumo e em vida merecidíssimos.

4. Natalie Portman
Tudo bem, ela não é cara tão nova assim nas telonas. Mas vale a pena destacar a linda Natalie, vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 2011 por sua atuação no sensacional Cisne Negro. Natalie sempre trabalhou em filmes pouco badalados até que despontou para o mundo em Closer Perto Demais. Resta saber se, após a premiação de 2011, Natalie continuará sendo a talentosa atriz que tem sido até aqui.

A vencedora do Oscar 2011 e futura mamãe Natalie Portman.

5. Jesse Eisenberg
Ele não era conhecido até interpretar o polêmico Mark Zuckerberg, fundador (?) da rede Facebook, no filme A Rede Social (d0 qual eu sou um profundo crítico). Impressiona a maneira como a mídia se refere a ele como uma das maiores promessas do cinema atual. Particularmente, acho que ele precisará de mais algumas produções para poder comprovar seu talento e fincar seu posto em Hollywood. Mas a julgar pela paixão das fãs, Jesse já tem um lugarzinho lá…

Jesse – será que ele poderá provar seu talento quando a onda de “A Rede Social” passar de vez?

6. Orlando Bloom
O mais novo papai da área participou das trilogias O Senhor dos Anéis e Piratas do Caribe, onde interpretou o destemido Will Turner. Tamanho foi o sucesso do ator britânico que ele engrenou outras produções posteriormente, como os épicos Tróia e Cruzada, e o já citado Tudo Acontece em Elizabethtown.

O mais novo papai de Hollywood está meio sumido, mas é considerado um dos talentos masculinos mais promissores de sua geração.

7. Emma Watson
Nascida na França, Emma ficou conhecida ao interpretar a personagem Hermione na saga Harry Potter. Como modelo, fez propaganda da marca Burberry – fazendo com que a grife atingisse um público mais jovem. A jovem atriz cresceu junto com a história que encantou adolescentes no mundo todo – e muitos apostam em sua carreira como uma das mais promissoras.

Emma Watson agradou aos adolescentes ao viver Hermione. O que será da atriz com o final da saga Harry Potter?

8.Anne Hathaway
Anne é uma das minhas prediletas. Quando ela estreou em O Diário de Princesa, ninguém dava nada para a bela atriz; mas ela mostrou que era bem mais do que um rosto (muito) bonito. Mostrou seu talento em trabalhos como O Segredo de Brokeback Mountain, Alice no País das Maravilhas e será a nova Mulher-Gato dos cinemas. PS.: quando apresentou a cerimônia de entrega do Oscar 2011, sir Kirk Douglas não poupou na língua pra elogiar a atriz: “Anne, onde você estava quando eu fazia cinema?”. Nem quero imaginar…

Bela, Anne apresentou a cerimônia do Oscar 2011 ao lado de James Franco.

9. Andrew Garfield
Ah, o Andrew… Confesso que, das figuras masculinas, ele é o meu preferido. O trabalho dele pode ser conferido em O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus (onde ele atua ao lado de Johnny Depp e Heath Ledger) e também em A Rede Social, entre outros. Talentoso, simpático e com um futuro promissor em Hollywood, o rapaz foi escolhido para substituir Tobey Maguire no papel do próximo Homem-Aranha. Ótima escolha: um motivo a mais para ir ao cinema e acompanhar a história do herói…

O talento de Andrew já foi explorado pelo famoso cineasta Terry Gilliam. Na imagem abaixo, primeira imagem divulgada do ator como o protagonista de Homem Aranha.

10. Mia Wasikowska
Quando Mia foi anunciada como a Alice do filme de Tim Burton, os fãs do cineasta caíram matando. Quando o filme saiu, os fãs confirmaram o que antes era só especulação: a escolha não foi muito feliz. De fato, a australiana Mia Wasikowska não teve uma excelente atuação no filme. Mas a jovem é carismática e foi, inclusive, considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo na última lista da revista Time. Pois é, se a carreira de atriz não der certo…

A jovem atriz Mia Wasikowska – fale rapidamente o nome dela!