Gwen Stefani Mostra Falta de Identidade Musical em “This Is What The Truth Feels Like”

E lá se vão dez anos desde que Gwen Stefani lançava o segundo disco de sua carreira solo, The Sweet Escape. Desde então, muita coisa se passou na vida da loira: o fim do casamento com Gavin Rossdale, uma ponta como jurada do The Voice EUA (substituindo Christina Aguilera) e até mesmo um retorno inesperado de sua antiga banda, No Doubt. Enquanto tudo isso acontecia em sua vida privada, a indústria fonográfica seguia seus passos. Neste período, a música mudou bastante e artistas surgiam e desapareciam num piscar de olhos. E foi só agora, uma década depois, que a cantora norte-americana decidiu lançar seu terceiro álbum: This is What The Truth Feels Like.

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A verdade é que This is What The Truth Feels Like mantém a mesma fórmula de seus antecessores: a abrangência de sua música pop. É evidente ao ouvir o disco que a artista tenta abraçar de tudo, se aventurando por várias possibilidades. Não que o registro não tenha lá seus méritos. TIWTTFL foi bem recebido pela crítica e concedeu à sua criadora o primeiro número um solo na parada americana da Billboard (antes disso, Gwen só teria chegado ao topo com Tragic Kingdom, em 1996 – lançamento do No Doubt). TIWTTFL tenta incluir em seu repertório tudo aquilo que o pop permite, mostrando a versatilidade de Stefani. Entretanto, ainda que as canções individualmente sejam agradáveis de se ouvir, elas não são coerentes enquanto formato “álbum” – dificultando ainda mais a inútil tarefa de determinar qual é realmente a identidade sonora de Stefani.

This is What The Truth Feels Like é um caldeirão dos mais diversos estilos musicais. Há algumas boas apostas no R&B e hip-hop, como em Red Flag, a excelente Naughty e Asking 4 It (essa última tão genérica que parece uma reciclagem de várias ideias já usadas anteriormente neste cenário). Where Would I Be? já de cara remete aos tempos de No Doubt por conta da batida reggae carregada. As baladas também ganham espaço, como em Truth (que carrega no refrão o título do disco e será uma ótima opção ao vivo com voz e violão), Used to Love You (primeiro single deste registro e que ajudou a alavancar o projeto, após inúmeras tentativas frustradas de retorno com músicas menos inspiradas) e a deliciosa Send Me a Picture, minimalista em seu estilo verão. Sem parecer muito “farofa”, Obsessed é obviamente a canção mais “pista”, repleta de sintetizadores que tornam este um dos melhores instrumentais até aqui. Misery, You’re my Favorite e Me Without You são exemplos do “menos é mais” e apesar de não serem memoráveis são bastante convidativas. Já a chiclete Make me Like You (segundo single que ganhou um clipe improvável) não revoluciona, mas é bem agradável de se ouvir devido ao seu ar despretensioso.

Talvez o maior erro de Gwen como cantora seja este: falta uma identidade musical a ela. Sabe quando você grava várias faixas em seu celular para ouvir aleatoriamente? This is What The Truth Feels Like é justamente isso: várias canções que funcionam bem individualmente, mas juntas não tem qualquer propósito. Não há estética definida em TIWTTFL – o que não é necessariamente ruim, mas apenas impede Stefani de ser uma referência por si só dentro da cultura pop.

20 Álbuns Marcantes Que Completam Uma Década

O ano de 2004 foi marcante para a indústria fonográfica e  também o responsável por contribuir para a formação musical de muita gente por aí. Pode parecer que foi ontem, mas a verdade é que lá se vão 10 anos!

Definitivamente, 2004 foi um ano de clássicos dos mais variados gêneros, com o nascimento de grandes hits, discos e artistas que transformaram o cenário musical de então. Para comemorar esses 10 anos, selecionei com a ajuda de alguns amigos, os 20 álbuns mais honrosos que completam uma década de existência em 2014. De clássicos pop e artistas dos mais diversos estilos, confira os títulos que estiveram em alta em 2004 e mudaram a cara da música no início dos anos 2000. E claro: aproveite para fazer uma sessão “nostalgia” particular, afinal o tempo passa e certamente algum desses discos foram inesquecíveis para todos nós.

01. HOT FUSS – The Killers
Estréia da banda The Killers, Hot Fuss tem sua essência no lado sombrio da década de 70 (com claras influências de artistas como The Smiths e New Order), mas ainda assim soa muito atual. Com 11 ótimas faixas, os destaques inevitáveis ficam com as canções Somebody Told Me e a ótima Mr. Brightside.

02. O RIO, A CIDADE E A ÁRVORE – Fresno
O ano de 2004 foi marcado por uma onda de grupos com propensões ao emocore – ou pelo menos, muitas bandas ficaram marcadas como tal. Uma delas foi a brasileira Fresno, liderada por Lucas Silveira, que lançava seu segundo registro contendo verdadeiros hinos do quarteto, como OrgulhoVerdades Que Tanto GuardeiDuas Lágrimas.

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03. THE COLLEGE DROPOUT – Kanye West
Após quatro anos de produção, o rapper Kanye West (que até então só produzia hits de sucesso para outros artistas do Hip-Hop) entregava seu registro de estréia, que percorria por vários gêneros, como a música gospel, o soul, o rap e o R&B.

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04. LOVE, ANGEL, MUSIC, BABY – Gwen Stefani
A ex-vocalista do No Doubt se aventurou em carreira solo e produziu um dos melhores álbuns pop do ano. O que aparentemente era um projeto alternativo da cantora, Love, Angel, Music, Baby teve seis singles – entre eles, a canção Hollaback Girl, que se tornou a música mais popular deste trabalho e também o primeiro download digital a superar mais de um milhão de cópias vendidas nos EUA.

05. HOW TO DISMANTLE AN ATOMIC BOMB – U2
Trazendo de volta um rock mais tradicional, How To Dismantle an Atomic Bomb foi amplamente aclamado pela crítica e um sucesso comercial. A faixa Vertigo foi o primeiro hit do álbum, gerando a bem sucedida turnê Vertigo Tour.

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06. FUNERAL – Arcare Fire
Debut dos canadenses do Arcade Fire, Funeral foi considerado pelo site Rate Your Music como o melhor disco de 2004. Apesar do título mórbido, Funeral aposta em uma abordagem otimista para falar sobre morte, com influências que vão do clássico indie rock à música orquestral.

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07. COLLISION COURSE – Jay-Z & Linkin Park
Collision Course foi um projeto paralelo do rapper Jay-Z (AKA marido da Beyoncé) com a banda Linkin Park. O EP ficou em primeiro lugar na Billboard 200 e apresenta músicas de ambos os artistas com novas roupagens e mixagens.

08. THE LIBERTINES – The Libertines
O segundo disco dos ingleses do The Libertines também marca o fim da carreira do grupo. Contando a história do intenso e problemático relacionamento entre Pete Doherty (recém saído da prisão) e Carl Barât, o registro homônimo foi sucesso absoluto e a faixa Can’t Stand me Now se tornou hit obrigatório em todas as rádios mundiais.

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09. A FOREIGN SOUND – Caetano Veloso
A música brasileira merece destaque também – e nada melhor do que incluir um dos nossos mais importantes artistas: Caetano Veloso. O baiano sempre mostrou sua admiração pela música estrangeira e fez de A Foreign Sound um de seus registros mais pessoais, revisitando sucessos de grandes nomes internacionais, como Nirvana, Stevie Wonder e Elvis Presley.

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10. FRANZ FERDINAND – Franz Ferdinand
Pode não parecer, mas lá se vão 10 anos desde que a banda de rock britânico lançou seu primeiro (e homônimo) disco de estúdio, com toda sua energia frenética do início ao fim. Do pós-punk dos anos 80 ao britpop da década de 90, os rapazes do Franz Ferdinand entregaram hits de pistas como Take Me OutThis FireTell Her Tonight.

11. UNDER MY SKIN – Avril Lavigne
Ela foi considerada a “princesinha do rock” e, pegando carona no sucesso de Let Go, de 2002, Avril Lavigne lançou Under My Skin com a premissa de que este seria um trabalho mais “sombrio, maduro e profundo”. Bom, não entrando nestes méritos, Under My Skin foi um sucesso e criou hits como Don’t Tell Me e Nobody’s Home.

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12. TAMO AÍ NA ATIVIDADE – Charlie Brown Jr.
Pois é, as mortes prematuras dos integrantes Chorão e Champignon pegou muita gente de surpresa e ainda causa comoção – mas vale a pena lembrar de uma das melhores fases da banda da cidade de Santos/SP – o disco Tamo Aí na Atividade, que entre outros, faturou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro, em 2005.

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13. HOPES AND FEARS – Keane
A banda inglesa de rock alternativo Keane despontou para o mundo com as canções melódicas de seu Hopes and Fears, seu primeiro registro de estúdio. Tom Chaplin e seus amigos são hoje um dos artistas mais queridos do novo rock britânico – e a faixa Somewhere Only We Know se tornou uma das canções mais conhecidas do quarteto.

14. MEDÚLLA – Björk
Björk abandona (quase) totalmente os instrumentos e quaisquer outros recursos musicais para construir Medúlla, um disco montado em excelentes arranjos vocais. O projeto é marcado pela montagem e colagem de vozes, alem da utilização de samplesbeatbox que o tornam um dos melhores trabalhos da cantora.

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15. ENCORE – Eminem
Nomeado no Grammy Awards na categoria de melhor álbum de rapEncore é o quinto trabalho de estúdio do rapper Eminem, que vendeu cerca de 11 milhões de cópias até o momento e estreou em primeiro lugar na Billboard 200. Just Lose It, primeiro single, foi o carro-chefe de Encore, que ainda contava com faixas como MockingbirdMosh.

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16. THREE CHEERS FOR SWEET REVENGE – My Chemical Romance
Totalmente conceitual, Three Cheers For Sweet Revenge finaliza a história contada no primeiro disco da banda, o ótimo I Brought You My Bullets, You Brought me Your Love, onde um casal é morto em um tiroteio, em meio à uma cidade atacada por vampiros. Aqui, o rapaz vai parar no purgatório e a única maneira de reencontrar sua amada é voltar à Terra e matar mil homens maus. Hits como HelenaThe Ghost of YouI’m Not Okay (I Promise) se tornaram hinos do grupo liderado por Gerard Way.

17. BREAKAWAY – Kelly Clarkson
Breakaway é um trabalho muito mais maduro na carreira da vencedora da primeira edição do American Idol. Com ótimas faixas pop, como Since U Been GoneWalk Away, o destaque inevitavelmente ficou com a canção Because of You – uma música água com açúcar que fez muito marmanjo chorar por aí…

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18. THE CHRONICLES OF LIFE AND DEATH – Good Charlotte
Lançado em duas edições diferentes (“Life” e “Death”), o terceiro disco dos norte-americanos do Good Charlotte estreou em terceiro lugar na Billboard 200 e gerou hits como I Just Wanna Live, Predictable e a música que dá título ao registro.

19. STILL NOT GETTING ANY… – Simple Plan
Há quem torça o nariz para os canadenses do Simple Plan, mas a verdade é que, em 2004, eles eram evidência e as músicas de seu segundo álbum Still Not Getting Any… estouraram nas rádios mundiais – principalmente as canções Shut Up!Crazy e as baladinhas emo Welcome To My Life e Untitled.

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20. AMERICAN IDIOT – Green Day
Se há um disco de rock que tenha realmente transformado a década, sem dúvida, é American Idiot, a obra-prima do trio Green Day. Um tapa na cara do governo norte-americano da época, American Idiot é um ópera rock sem precedentes, faturando inclusive o Grammy Award de melhor álbum de rock do ano, estreando em primeiro lugar em vários países mundo afora.

Lady Gaga X Madonna: Quem Vence Essa Parada?

O Brasil se tornou nos últimos tempos um celeiro que recebe grandes artistas internacionais. Muitos nomes de sucesso no exterior passaram por aqui e levaram os fãs à euforia – afinal, quando se tem a oportunidade de ver ao vivo aquele artista que você tanto ama, não há muito o que se pensar: é correr para bilheteria e garantir seu ingresso. Entretanto, 2012 está se encerrando com duas apresentações que tornam nossos palcos um interminável campo de batalha: Lady Gaga e Madonna se apresentam no país disputando um único prêmio – o posto definitivo de rainha do pop.

Madonna X Lady Gaga: quem leva a melhor?

A princípio, pode parecer um pouco de exagero. Mas não é. As duas artistas, que se apresentam nos palcos brasileiros praticamente no mesmo período (Gaga faz  hoje sua apresentação em São Paulo, enquanto Madonna passa por aqui em dezembro), são exemplos claros daqueles casos onde um artista não precisa fazer mais nada na sua carreira porque qualquer coisa que fizerem já vira sucesso. Ambas conquistaram um público tão fiel que há disputas até mesmo entre eles – os fãs da ainda considerada rainha do pop Madonna e os little monsters – como são chamados os fãs da excêntrica Lady Gaga. Mas nesse duelo, quem é que leva a melhor?

Gaga se apresenta no Brasil agora em novembro. Em passagem pelo Rio de Janeiro, como não poderia ser diferente se tratando de divas do pop, ela deu uma passada nas comunidades carentes e tirou foto com fãs. Isso é cultura pop #NOT

Se formos fazer uma análise de ambas as cantoras, será impossível não achar certas semelhanças entre elas. Inicialmente, é impossível não mencionarmos de cara o fator pop. Ambas são duas divas do universo pop, cada uma à sua maneira, mas semelhantes em certos aspectos. Entretanto, Madonna leva uma certa vantagem sobre Gaga: Madonna surgiu em uma época em que a música estava passando por uma transformação. Se hoje temos a música pop como está, devemos boa parte disso à Madonna. Jamais existiria uma Britney, uma Beyoncé, uma Aguilera ou mesmo uma Lady Gaga se  Madonna, na década de 80, não tivesse surgido e desafiado todos os tabus da época. Hoje, qualquer menininha com seus 20 e poucos anos tem total liberdade para aparecer seminua em videoclipes e fazer coreografias provocantes. O difícil era fazer isso na época em que Madonna surgiu – e isso a destacou.

Cartilha “Como Ser Uma Diva de Sucesso”, de Madonna: sim, essas aí em cima recomendam…

Não que Gaga não tenha seus méritos neste quesito. Ainda hoje, a Mamãe Monstro também se destaca dentre as cantoras do cenário pop atual. Gaga não é apenas uma menina que canta – ela leva sua marca à moda, artes plásticas e, dessa forma, se tornou um ícone dentro da própria cultura pop atual. Suas apresentações e performances são um espetáculo à parte além de sua música – assim como Madonna que, ainda hoje, consegue fazer espetáculos que, apenas visualmente, já valem cada centavo pago no ingresso.

Aliás, ainda falando do aspecto visual, Madonna tem uma ligeira vantagem sobre Gaga. De fato, com mais de 5o anos, Madonna é bonita. Lady Gaga, na casa dos 20, não é. Muitos fãs alucinados podem discordar, podem criticar, mas essa é uma verdade: Madonna é bonita, Lady Gaga não é. Ponto. Não há o que discutir. Madonna sabe como cuidar da imagem, é elegante, não força a barra em suas apresentações fora dos palcos, enquanto Gaga não foi agraciada com o dom da beleza – tem um corpo bonito até e sabe como mostra-lo, mas, definitivamente, não é um estereótipo de beleza. Além disso, a incansável busca de Gaga por ser polêmica e chamar a atenção faz com que ela realmente pareça um monstrinho em suas performances.

Então, melhor não falar nada, né…?

Quanto à música, Gaga tem uma pequena vantagem sobre Madonna: Gaga é dona de uma voz potente e forte, enquanto Madonna é apenas… Madonna. Não que Lady Gaga seja um exemplo de técnica vocal (até porque ao vivo ela comete algumas gafes), nem que Madonna cante como uma menina de 5 anos, mas Gaga tem um vocal muito mais forte que a rainha do pop – ou pelo menos o utiliza mais. Ainda que Madonna tenha uma carreira muito mais sólida, com muito mais álbuns do que Gaga, isso é perceptível até mesmo por aqueles que não curtem o universo pop.

Não que Madonna tenha grandes álbuns. Na verdade, ao longo de sua carreira, ela criou vários singles bons (ou ótimos), mas que não necessariamente estavam inseridos em um bom álbum. Mesmo em suas apresentações mais atuais, Madonna vem fazendo força para chamar atenção (mostra o corpo, faz declarações polêmicas, etc…). Ela sabe o que fazer para “chocar” as pessoas e utiliza isso para chamar os holofotes para si. Gaga ainda consegue ser um pouco pior: ela é reflexo de tudo aquilo que é o mercado fonográfico atual – seguindo a risca os conselhos da cartilha de Madonna “Como Ser Uma Diva Pop”. As comparações são inevitáveis – Gaga já foi até acusada de plágio e teve sorte de Madonna não prosseguir com o feito, pois Born This Way é descaradamente cópia de Express Yourself. Ou seja, se o público se esgotou de Madonna que é a primeira e original, qual será o futuro de Gaga?

A transformação visual de Lady Gaga para “Born This Way”.

É complicado dizer quem é melhor neste duelo de divas. Cada uma, a seu modo, tem qualidades que as definem e distinguem uma da outra. Madonna surgiu em uma época complicada; Gaga apareceu em uma época onde, graças à Internet, qualquer um pode se tornar um grande fenômeno. Madonna influenciou boa parte das artistas pop atuais; Gaga é apenas referência. Ambas são ativistas do movimento GLBT, fazem discos que vendem milhões e são idolatradas no mundo pop. Madonna, sexualmente falando, é erótica; Gaga é adepta do “ser diferente porque nasci assim”, muitas vezes alcançando o bizarro – como ela o é em diversos momentos.

Performance de Madonna para “Like a Virgin” – que se tornou histórica na cultura musical pop.

Se há uma única coisa em comum com elas que as definem é o fato de que são grandes artistas, performáticas, que influenciam milhões de pessoas (e, sinceramente, não sei até que ponto isto é bom). E, por esta razão, é difícil dizer de quem é posto de rainha do pop. Diva ambas são, mas rainha ainda é um posto que é de Madonna, inevitavelmente. Não apenas por sua história ou por sua influência, mas por toda a contribuição à cultura pop como um todo. Deixando claro que não sou fã de nenhuma das duas cantoras, o fato é que Gaga ainda tem um longo caminho para percorrer se quiser tirar o posto de Madonna – como muitos tentaram mas ninguém conseguiu tirar o posto de rei do pop de Michael Jackson.

Quem é rei nunca perde a majestade, certo?

Na dúvida, se tratando de música pop, entre as duas eu prefiro… Gwen Stefani, que é linda, loira, não recorre tanto ao corpo para chamar a atenção, é elegante, tem vocais suficientes e uma barriga impecável (risos). Mas, claro, isto é apenas uma opinião pessoal – até mesmo porque Gwen abandonou sua carreira solo para voltar ao No Doubt, fazendo a maior burrada de sua vida, mas isto é assunto para outro post. No duelo Madonna versus Lady Gaga, deixemos a briga entre elas e entre os fãs, que perdem seu tempo discutindo nas redes sociais quem é a melhor. Ou, se tratando delas, a menos pior…

Não é rainha, mas tem todos os requisitos… Ah Gwen…

ENQUANTO ISSO, NA INTERNET…

… Lady Gaga é piada! Os ingressos das apresentações da cantora empacaram e não tiveram a vendagem esperada. Os organizadores do evento tiveram que buscar outras alternativas para lotar os espetáculos (coisas do tipo “compre 1 leve 3” e derivados). Madonna parece seguir no mesmo caminho: a menos de um mês para seus shows, ainda há ingressos disponíveis para praticamente todos os setores. Os organizadores do evento ainda alimentam a esperança de que as coisas melhores nos dias mais próximos às apresentações. Será?

Ao que tudo indica, o brasileiro acordou e percebeu que nem todo show internacional realmente vale a pena. A quantidade de shows no país é tão grande que o público não consegue acompanhar – ou melhor, pagar pelo ingresso, na verdade. Muitos shows com datas próximas e os altos preços dos ingressos acabam afugentando os fãs, que muitas vezes são obrigados a escolher entre um ou outro. Exemplos recentes são as bandas Linkin Park e Evanescence, que vieram ao país nos últimos dois meses e foram fiascos de público. E ainda se apresentaram na mesma data, veja você…

Dividindo as atenções com Evanescence, o Linkin Park não conseguiu levar uma multidão ao seu show em São Paulo.

Já que o país é uma rota praticamente obrigatória para as turnês mundiais, já está mais do que na hora dos produtores colocarem os pés no chão e cobrar o preço devido pelos ingressos – e não os exorbitantes valores que são cobrados atualmente. Apesar do público amar seus artistas, não é todo mundo que pode pagar 200, 300 reais em um ingresso para ver uma apresentação de, muitas vezes, cerca de 1 hora e pouco – ou até menos. Se isso não acontecer, o brasileiro não terá outra alternativa a não ser esta: boicotar e esperar os preços caírem. É a resposta mais digna.