“Cada Um Na Sua Casa”: Animação Pop Para Criança

Os Boov’s são uma raça alienígena que invade a Terra à procura de um novo lar, já que eles estão sendo perseguidos em toda a galáxia por seus inimigos, também seres intergaláticos. Enquanto todos estão preocupados em deslocar os humanos e reorganizar suas vidas no novo planeta, o divertido Oh coloca a paz de seu povo em risco, ao enviar por engano sua localização ao rival. Enquanto tenta consertar seu erro e se redimir, Oh ajuda uma terráquea desesperada a encontrar sua mãe perdida.

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Cada um na Sua Casa é a nova produção da Dreamworks, estúdio que desde 2008 nos entrega filmes dos mais diversos níveis de qualidade (em 2014, por exemplo, a empresa esteve à frente do ótimo Como Treinar Seu Dragão 2, que chegou inclusive a faturar uma indicação ao Oscar de melhor animação – perdendo para o favoritíssimo Operação Big Hero, da Disney). Entretanto, Cada um na Sua Casa é nitidamente mais “infantilizado” do que as fitas recentes da compania, o que pode comprometer a empatia do público adulto (devemos lembrar que atualmente animação deixou de ser um mero gênero infantil e passou a ser cultuado por cinéfilos das mais diferentes idades).

Para conquistar os pimpolhos, Cada um na Sua Casa aposta em tipos fofos: os Boov’s são incrivelmente simpáticos e divertidos – até mudam de cor a cada novo sentimento ou reação. Entretanto, não me parece que este seja o perfil de personagem pela qual as crianças possam criar muito apego: okay, eles são fofinhos, engraçadinhos mas… falta alguma coisa que eu não consegui identificar bem o que é. Talvez seja por conta do roteiro que, apesar de ser bem construído em sua condução, pecou na forma como aborda a relação entre Boov’s e humanos – nunca fica muito claro como eles se relacionam, repare bem, como se algum pedaço da história estivesse fora do lugar. Mas isso não atrapalha totalmente a trama, até porque criança não se preocupa com argumentos bem desenvolvidos, mas sim o quanto aquele produto possa ser um bom entretenimento – e Cada um na Sua Casa cumpre bem essa proposta.

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A cantora Rihanna dá voz a uma das protagonistas do filme, enquanto a musa Jennifer Lopez dubla a mãe da primeira. Faltou, porém, desenvolver melhor a personagem de Rihanna – visivelmente inspirada nela mesma, nos dando a impressão de que foi criada simplesmente para ser uma versão animada da diva (a menina é até mesmo de Barbados, veja você). Jim Parsons (o superestimado ator da série The Big Bang Theory) é responsável por Oh – e todos se saem bem nessa empreitada, apesar de que, no Brasil, a maioria das salas vai, inevitavelmente, trazer versões dubladas. As duas cantoras ainda contribuem para a trilha sonora, repleta de música pop, capaz de botar a molecada para cima.

Okay, Cada um na Sua Casa não é a melhor coisa que a Dreamworks já produziu durante sua existência, tampouco traz algo necessariamente novo ao gênero. O longa funciona bem como filme voltado ao público mais jovem, até mesmo porque traz boas lições de moral – reforçando valores simples como a amizade, família e respeito ao próximo, com um visual charmoso e atraente. Entretanto, não chega a ser uma obra-prima ou um grande destaque. Cada um na Sua Casa diverte e entretém os pequenos e passa boas mensagens, mas não tem potencial para ser uma animação memorável.

Originalidade Zero em “O Garoto da Casa ao Lado”

Se há um clichê notável no cinema é a história de um homem e uma mulher que se envolvem sexualmente e, após um deles não desejar mais levar a relação adiante, a outra parte desenvolve certa obsessão pela primeira. A partir daí, começa aquele velho jogo de assédio e perseguição – até que ocorra algum fim trágico na trama.

Praticamente um candidato clássico a sessões de filmes globais, esse tipo de narrativa já ganhou muitas variações – e, ainda assim, sempre nos deparamos com mais alguma história do gênero. Dessa vez, trata-se de O Garoto da Casa ao Lado, thriller estrelado pela popstar Jennifer Lopez – aqui, no papel de Claire, uma professora de literatura que está à beira do divórcio. Após uma noite de sexo com Noah (Ryan Guzman), seu novo vizinho, Claire decide acabar com o curto “romance” – o jovem é amigo de seu filho e ainda estudante do colégio onde leciona. No entanto, Noah logo se revela um rapaz violento, possessivo e psicótico, fazendo de tudo para ter Claire ao seu lado e colocando em risco a vida de todos.

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Talvez o grande “problema” de O Garoto da Casa ao Lado é sua falta de originalidade. Tudo ali parece ser retirado de outras produções e a todo instante o espectador tem aquela sensação de dejavú, como se já tivesse visto aquilo em algum lugar. Não há nada novo ou original na fita e a impressão que se tem é que estamos diante de um filme “pré-moldado”, feito exclusivamente para ser uma mistura de todas as outras tramas similares. Soma-se ainda um roteiro excessivamente previsível, onde tudo acontece propositalmente – e isso limita a narrativa de forma absurda e dá um ar de produção barata, mesmo que a protagonista seja uma beldade do porte de Jennifer Lopez. É fato: Jennifer está exuberante em cena – um furacão – e chega até a fazer uma performance muito boa. O que atrapalha sua personagem é justamente a vaidade da artista, que não permite que a atriz seja crível no papel de uma professora suburbana. Na verdade, o elenco em si é bastante atrativo e funciona muito bem, mas é prejudicado pelo status quo do filme – o que não deixa de ser lamentável.

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Dirigido por Rob Cohen – um cineasta mediano, mas que já esteve à frente de produções para a massa (Daylight, Velozes e Furiosos e A Múmia: Tumba do Imperador Dragão) – , O Garoto da Casa ao Lado vai, aparentemente, na contramão de seus trabalhos anteriores e, dessa forma, é descartável. Pode render, no máximo, alguma audiência na TV aberta sobretudo pelo elenco. Talvez a única coisa realmente boa de O Garoto da Casa ao Lado seja mesmo Jennifer Lopez – é uma pena o filme não ser tão atraente quanto ela…

Oscar 2012: Resumão

A 84ª edição do Oscar foi celebrada neste domingo (26) no Hollywood & Highland Center, em Los Angeles e, como nas edições anteriores, a noite foi marcada por muito glamour, requinte e sofisticação. E, obviamente, muitos comentários a respeito dos vencedores da premiação. Enquanto algumas pessoas torciam o nariz para os premiados, outras aplaudiam as escolhas da Academia e criavam justificativas para os prêmios de seus indicados favoritos. E – como também foi feito no ano passado – vamos dar uma repassada nos melhores momentos da festa mais importante do cinema.

Na foto, o Kodak Theatre, que serviu de palco para a maior premiação do cinema mundial.

Quem abriu a noite foi Morgan Freeman, seguido por Billy Crystal – o veterano apresentador do Oscar – que, pra variar, fez sua famosa paródia dos principais filmes. Aliás, foi revigorante ver Billy de volta à apresentação do Oscar depois do fiasco de 2011, onde Anne Hathaway e James Franco protagonizaram uma das piores performances de todos os tempos da Academia.

Tom Hanks subiu ao palco para apresentar o primeiro premio da noite e entregou o Oscar de melhor fotografia para A Invenção de Hugo Cabret, que também faturou o Oscar de melhor direção de arte. Já as musas Cameron Diaz e Jennifer Lopez apresentaram o prêmio de melhor figurino e melhor maquiagem, que ficaram, respectivamente, com o mudo O Artista e A Dama de Ferro.

Lindas, Jennifer Lopez e Cameron Diaz não pouparam caras e bocas para apresentar os prêmios de melhor figurino e melhor maquiagem.

Sandra Bullock entregou o prêmio de melhor filme em língua estrangeira ao iraniano A Separação. Cristian Bale, que no ano anterior ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante em O Vencedor, entregou a Octavia Spencer o prêmio de melhor atriz coadjuvante por sua atuação em Histórias Cruzadas. Aplaudida de pé, Octavia claramente mostrava sua emoção ao receber a estatueta.

Visivelmente emocionada, Octavia faturou o Oscar de melhor atriz coadjuvante.

Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres levou seu único prêmio da noite, com o Oscar de melhor montagem, o que não deixou de ser uma surpresa para o público. Os prêmios técnicos de som (melhor edição e mixagem) ficaram com A Invenção de Hugo Cabret – o que foi merecido, devido à qualidade técnica da obra de Scorsese.

Uma das apresentações da noite ficou por conta do Cirque Du Soleil, que trouxe ao palco um pouco da magia de ir ao cinema e de apreciar essa arte. Gore Verbinski, que dirigiu os três primeiros filmes da saga Piratas do Caribe, conseguiu uma estatueta com o prêmio de melhor animação para Rango (obviamente, não deixou de agradecer seu Johnny Depp impecável na dublagem do personagem título).

“Rango” faturou a estatueta de melhor animação. Nada de Tintin.

Ben Stiller e Emma Stone (a atual namorada de Andrew Garfield, estonteante em seu lindo vestido vermelho – e muito mais alta do que de costume) entregaram o Oscar de efeitos visuais para A Invenção de Hugo Cabret. Já o prêmio de melhor ator coadjuvante ficou para Christopher Plummer – aos 82 anos de idade, se tornando, assim, o ator mais velho a ganhar um Oscar. Se muita gente adorou a vitória de Plummer, houve quem preferisse Max Von Sidow por sua atuação em Tão Forte e Tão Perto.

“O Andrew é um cara de sorte…” – único pensamento ao ver a Emma Stone, certo?

Ludovic Bource ganhou o Oscar de melhor trilha sonora original por O Artista (trilha sonora que, em se tratando de cinema mudo, é essencial), enquanto o prêmio de melhor canção original ficou com Mano or Muppet, de Os Muppets – contrariando os fãs brasileiros que torciam por Carlinhos Brown e Sergio Mendes com sua Real In Rio, da animação Rio.

A linda Angelina Jolie (cujas pernas à mostra se tornaram um dos principais assuntos nas redes sociais) entregou o prêmio de melhor roteiro adaptado para os roteiristas de Os Descendentes, o mais provável da noite. A esposa de Brad Pitt também entregou a estatueta de melhor roteiro original para o ausente Woody Allen, por sua maior bilheteria, Meia Noite em Paris. Woody, um dos queridinhos da Academia, no entanto, perdeu o prêmio de melhor diretor para o francês Michel Hazanavicius, que recebeu das mãos de Michael Douglas a estatueta por seu trabalho em O Artista.

Repare na fenda do vestido – se você conseguir. Sem mais comentários.

Ao som de What a Wonderful World, uma homenagem foi feita a alguns nomes famosos do cinema como Elizabeth Taylor, Whitney Houston e Steve Jobs, que nos deixaram recentemente. A bela Natalie Portman, vencedora do Oscar de melhor atriz em 2011 por sua atuação em Cisne Negro, entregou o prêmio de melhor ator para Jean Dujardin, por seu personagem em O Artista. O vencedor do Oscar de melhor ator em 2011, Colin Firth, não poupou palavras para elogiar as indicadas à melhor atriz, mas quem levou a melhor foi Meryl Streep, que conquistou seu terceiro prêmio – ao longo de dezessete indicações durante sua carreira, um recorde na Academia – com sua personagem em A Dama de Ferro.

Meryl Streep e Jean Dujardin, as melhores atuações do ano.

Já prêmio mais importante da noite, melhor filme, ficou para o mais provável O Artista, desbancando Scorsese com sua declaração de amor pessoal ao cinema e Terrence Malick com sua obra-prima A Árvore da Vida – único filme que foi ovacionado durante as indicações. O Artista, que parece ter agradado também o público brasileiro, é o primeira produção em língua não-inglesa a ganhar este prêmio e o primeiro filme mudo a ganhar o Oscar em 83 anos de premiação.

“O Artista” empata com “A Invenção de Hugo Cabret”, levando 5 estatuetas e desbanca as obras de Martin Scorsese, Woody Allen e Terrence Malick.


INJUSTIÇADOS?
Se teve gente que ficou feliz com as premiações, houve quem as contestasse – assim como o foram com as indicações. A Invenção de Hugo Cabret e O Artista ganharam 5 Oscars cada um. Enquanto o primeiro faturou em prêmios técnicos, o segundo faturou as principais categorias (como melhor ator, melhor diretor e melhor filme). Houve também quem questionasse a não premiação de A Árvore da Vida para melhor filme, George Clooney por sua atuação em Os Descendentes ou mesmo Gleen Close ou Viola Davis para melhor atriz. Já o Brasil – contra um único concorrente em melhor canção original, com Real in Rio, do filme Rio – mais uma vez deixa o Oscar escapar de suas mãos.

George Clooney, em “Os Descendentes”; Gleen Close (irreconhecíve) em “Albert Nobbs”; e Brad Pitt em “A Árvore da Vida”: afinal, mereciam ou não?

Também questionou-se muito algumas indicações que não foram feitas. Leonardo DiCaprio, por exemplo, era um dos favoritos para melhor ator por seu John Edgar no filme de Clint Eastwood (que também ficou de fora das indicações para melhor direção). Já Sandra Bullock e Charlize Theron poderiam concorrer ao prêmio de melhor atriz, por seus belos personagens em Tão Perto e Tão Longe e Jovens Adultos. O polêmico Roman Polanski ficou de fora com seu filme Carnage, assim como Jodie Foster, que teve para muitos uma das melhores atuações de sua carreira. Já o filme de Steven Spielberg, As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne e o badaladíssimo Rio foram ignorados para as indicações de melhor animação.

Leonardo DiCaprio, em “J. Edgar”; Sandra Bullock em “Tão Forte e Tão Perto”; e “As Aventuras de Tintin”: teve coisa boa que ficou de fora…

PREMIADOS DA NOITE

MELHOR FOTOGRAFIA: A Invenção de Hugo Cabret
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: A Invenção de Hugo Cabret
MELHOR FIGURINO: O Artista
MELHOR MAQUIAGEM: A Dama de Ferro
MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA: A Separação
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)
MELHOR MONTAGEM: Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
MELHOR EDIÇÃO DE SOM: A Invenção de Hugo Cabret
MELHOR MIXAGEM DE SOM: A Invenção de Hugo Cabret
MELHOR DOCUMENTÁRIO: Undefeated
MELHOR ANIMAÇÃO: Rango
EFEITOS VISUAIS: A Invenção de Hugo Cabret
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL: O Artista
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: Man or Muppet (Os Muppets)
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Os Descendentes
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Meia Noite em Paris
MELHOR CURTA-METRAGEM: The Shore
MELHOR DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM: Saving Face
MELHOR CURTA ANIMADO: The Fantastic Flying Books of Mister Morris Lessmore
MELHOR DIREÇÃO: Michel Hazanavicius (O Artista)
MELHOR ATOR: Jean Dujardin (O Artista)
MELHOR ATRIZ: Meryl Streep (A Dama de Ferro)
MELHOR FILME: O Artista

Lançamentos do Semestre: O Que Não Comentamos Por Aqui…

Pois é, chegamos ao mês de julho – e deixamos para trás um semestre que nos trouxe vários lançamentos.

Além dos álbuns que já comentamos aqui em outras ocasiões, o primeiro semestre de 2011 foi repleto de outros lançamentos que movimentaram as rádios mundiais e o público em geral – mas não demos devida atenção a eles.

Por isso, listei a seguir 10 álbuns que foram lançados e, de certa forma, merecem algum comentário. Vale lembrar que as escolhas se deram por diversos motivos – e justamente por isso, eu separei esses álbuns em 2 grupos distintos que vocês poderão conferir a seguir:

AS BOAS SURPRESAS…

4 – Beyoncé
Depois do bem sucedido álbum I’m Sasha Fierce, Beyoncé estréa o quarto álbum de sua carreira – sim, o título do CD é 4. Diferente do que acontece nos trabalhos anteriores, 4 é talvez o álbum em que mais podemos notar as influências da cantora – soul e R&B. Ela vai justamente na contramão da maioria das cantoras pop da atualidade e faz um álbum composto muito mais por baladas do que por músicas de pista. Exceto em algumas faixas, 4 apresenta uma Beyoncé mais madura e conciente de seu talento, suavizando aqueles gritos estridentes que lhe são peculiares e apostando em melodias mais consistentes. Não se pode dizer que a cantora vai mudar de rumo definitivamente (e nem queremos isso, afinal é muito bom ver Beyoncé em performances como a de Single Ladies, por exemplo), mas 4 nos dá bons motivos para acreditar que a cantora pode realmente ocupar o posto de diva da música.

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Live On Ten Legs – Pearl Jam
Live on Ten Legs comprova a tese de que o Pearl Jam é um dos mestres do grunge. O álbum serve como espécie de comemoração aos 20 anos de carreira da banda e mostra o quanto os caras são excelentes em suas performances no palco. As faixas são gravações compiladas entre 2003 e 2010, que incluem desde seus sucessos a covers executados de artistas como Joe Strummer. Para os fãs da banda de Seattle, o álbum é indispensável…

Live On Ten Legs

Femme Fatale – Britney Spears
Batidas pegajosas, refrões grudentos que não saem da cabeça… Tudo isso pode ser conferido no álbum Femme Fatale, da princesinha do pop Britney Spears. Entretanto, o álbum tem uma sonoridade muito mais trabalhada e consciente do que seus discos anteriores, assim como letras maduras e não tão comportadas – salvo raros momentos. Talvez devido à essa maturidade, Femme Fatale é considerado por muitos como o melhor álbum da carreira da cantora (o que não cabe uma discussão aqui).

Femme Fatale

Wasting Light – Foo Fighters
Álbum aguardadíssimo pelos fãs, sem dúvida este é o melhor disco da banda desde The Colour And The Shape, de 1997. O álbum mantém uma unidade tamanha que faz com que ele se engrandeça por completo. Talvez tenha sido o disco onde Dave Grohl tenha, finalmente, acertado suas contas com Kurt – aliás, nunca se viu um Grohl tão a vontade como em Wasting Light. Com bons arranjos, boas músicas e boas letras (repito o adjetivo pra potencializar mesmo), este sem dúvida é um marco para a banda.

Wasting Light

The Fall – Gorillaz
O líder da banda Blur já havia anunciado que o projeto Gorillaz iria acabar. E foi por essa razão que fomos surpreendidos com The Fall. De longe, não é o melhor álbum da banda – mas tem como mérito o fato de ainda conseguir manter o fôlego para continuar na estrada (literalmente). As canções, em sua maior parte instrumentais, tornam o álbum o mais incomum do projeto.

The Fall

 

… E AS NEM TÃO BOAS ASSIM…

Born This Way – Lady Gaga
Born This Way é ruim? Não. E ponto. Mas perto de todo rebuliço em torno do segundo disco da artista mais esquisita falada do pop atual, o disco é apenas mais um. O álbum tem uma forte tendência eurodance e isso justifica a ausência de graves (que já não eram muito bons, diga-se de passagem). Definitivamente, Born This Way não conseguiu superar o primeiro álbum de Gaga.

Born This Way

Love? – Jennifer Lopez
Pense em vários sons misturados sem um único propósito. Então, Love? (com esse ponto de interrogação sem sentido) é mais ou menos isso: uma mistura de vários estilos como black, house e, claro, som latino, que não tem um fundamento muito claro. São músicas para pista e apenas isso. Depois de quatro anos, a cantora poderia tentar inovar, certo? Se era só pra fazer música para os olhos (e não para os ouvidos), não precisava nem ter aberto a boca pra cansar a voz…

Love?

Suck It And See – Arctic Monkeys
O álbum da banda Arctic Monkeys é muito bom – mas a surpresa se apresenta quando constatamos que a banda “moleque” dos álbuns anteriores está muito mais madura e convincente agora. As composições estão muito melhores e a qualidade sonora impecável é fatalmente percebida. Mas falta aquela identidade do Arctic Monkeys que conquistou fãs ao redor do mundo e tornou a banda um símbolo do rock atual. Pois é…

Suck It And See

Goodbye Lullaby – Avril Lavigne
A grande tentativa do álbum foi tentar mostrar que a garotinha que vendeu milhões de cópias com Let Go, seu primeiro álbum, havia crescido. Pois não é isso que se percebe em Goodbye Lullaby. O álbum mostra que a cantora ainda mantem sua alma adolescente – seja nas letras marcadas por rebeldia própria dessa fase ou pelas batidas leves que marcaram seu primeiro trabalho. Apesar do potencial, Avril ainda não é capaz de atingir fãs mais maduros…

Goodbye Lullaby

The Future Is Medieval – Kaiser Chiefs
Uma banda como Kaiser Chiefs não poderia se dar ao luxo de fazer um álbum completamente despretencioso. Talvez por isso eles tenham apostado tanto em uma estratégia já batida antes do lançamento oficial do álbum: disponibilizar o disco no seu site. Mas não foi suficiente. O álbum é cansativo, tem poucas músicas boas – e algumas até chegam a dar vergonha – e é um ponto negro na obra da banda.

The Future Is Medieval