20 Álbuns Marcantes Que Completam Uma Década

O ano de 2004 foi marcante para a indústria fonográfica e  também o responsável por contribuir para a formação musical de muita gente por aí. Pode parecer que foi ontem, mas a verdade é que lá se vão 10 anos!

Definitivamente, 2004 foi um ano de clássicos dos mais variados gêneros, com o nascimento de grandes hits, discos e artistas que transformaram o cenário musical de então. Para comemorar esses 10 anos, selecionei com a ajuda de alguns amigos, os 20 álbuns mais honrosos que completam uma década de existência em 2014. De clássicos pop e artistas dos mais diversos estilos, confira os títulos que estiveram em alta em 2004 e mudaram a cara da música no início dos anos 2000. E claro: aproveite para fazer uma sessão “nostalgia” particular, afinal o tempo passa e certamente algum desses discos foram inesquecíveis para todos nós.

01. HOT FUSS – The Killers
Estréia da banda The Killers, Hot Fuss tem sua essência no lado sombrio da década de 70 (com claras influências de artistas como The Smiths e New Order), mas ainda assim soa muito atual. Com 11 ótimas faixas, os destaques inevitáveis ficam com as canções Somebody Told Me e a ótima Mr. Brightside.

02. O RIO, A CIDADE E A ÁRVORE – Fresno
O ano de 2004 foi marcado por uma onda de grupos com propensões ao emocore – ou pelo menos, muitas bandas ficaram marcadas como tal. Uma delas foi a brasileira Fresno, liderada por Lucas Silveira, que lançava seu segundo registro contendo verdadeiros hinos do quarteto, como OrgulhoVerdades Que Tanto GuardeiDuas Lágrimas.

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03. THE COLLEGE DROPOUT – Kanye West
Após quatro anos de produção, o rapper Kanye West (que até então só produzia hits de sucesso para outros artistas do Hip-Hop) entregava seu registro de estréia, que percorria por vários gêneros, como a música gospel, o soul, o rap e o R&B.

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04. LOVE, ANGEL, MUSIC, BABY – Gwen Stefani
A ex-vocalista do No Doubt se aventurou em carreira solo e produziu um dos melhores álbuns pop do ano. O que aparentemente era um projeto alternativo da cantora, Love, Angel, Music, Baby teve seis singles – entre eles, a canção Hollaback Girl, que se tornou a música mais popular deste trabalho e também o primeiro download digital a superar mais de um milhão de cópias vendidas nos EUA.

05. HOW TO DISMANTLE AN ATOMIC BOMB – U2
Trazendo de volta um rock mais tradicional, How To Dismantle an Atomic Bomb foi amplamente aclamado pela crítica e um sucesso comercial. A faixa Vertigo foi o primeiro hit do álbum, gerando a bem sucedida turnê Vertigo Tour.

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06. FUNERAL – Arcare Fire
Debut dos canadenses do Arcade Fire, Funeral foi considerado pelo site Rate Your Music como o melhor disco de 2004. Apesar do título mórbido, Funeral aposta em uma abordagem otimista para falar sobre morte, com influências que vão do clássico indie rock à música orquestral.

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07. COLLISION COURSE – Jay-Z & Linkin Park
Collision Course foi um projeto paralelo do rapper Jay-Z (AKA marido da Beyoncé) com a banda Linkin Park. O EP ficou em primeiro lugar na Billboard 200 e apresenta músicas de ambos os artistas com novas roupagens e mixagens.

08. THE LIBERTINES – The Libertines
O segundo disco dos ingleses do The Libertines também marca o fim da carreira do grupo. Contando a história do intenso e problemático relacionamento entre Pete Doherty (recém saído da prisão) e Carl Barât, o registro homônimo foi sucesso absoluto e a faixa Can’t Stand me Now se tornou hit obrigatório em todas as rádios mundiais.

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09. A FOREIGN SOUND – Caetano Veloso
A música brasileira merece destaque também – e nada melhor do que incluir um dos nossos mais importantes artistas: Caetano Veloso. O baiano sempre mostrou sua admiração pela música estrangeira e fez de A Foreign Sound um de seus registros mais pessoais, revisitando sucessos de grandes nomes internacionais, como Nirvana, Stevie Wonder e Elvis Presley.

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10. FRANZ FERDINAND – Franz Ferdinand
Pode não parecer, mas lá se vão 10 anos desde que a banda de rock britânico lançou seu primeiro (e homônimo) disco de estúdio, com toda sua energia frenética do início ao fim. Do pós-punk dos anos 80 ao britpop da década de 90, os rapazes do Franz Ferdinand entregaram hits de pistas como Take Me OutThis FireTell Her Tonight.

11. UNDER MY SKIN – Avril Lavigne
Ela foi considerada a “princesinha do rock” e, pegando carona no sucesso de Let Go, de 2002, Avril Lavigne lançou Under My Skin com a premissa de que este seria um trabalho mais “sombrio, maduro e profundo”. Bom, não entrando nestes méritos, Under My Skin foi um sucesso e criou hits como Don’t Tell Me e Nobody’s Home.

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12. TAMO AÍ NA ATIVIDADE – Charlie Brown Jr.
Pois é, as mortes prematuras dos integrantes Chorão e Champignon pegou muita gente de surpresa e ainda causa comoção – mas vale a pena lembrar de uma das melhores fases da banda da cidade de Santos/SP – o disco Tamo Aí na Atividade, que entre outros, faturou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro, em 2005.

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13. HOPES AND FEARS – Keane
A banda inglesa de rock alternativo Keane despontou para o mundo com as canções melódicas de seu Hopes and Fears, seu primeiro registro de estúdio. Tom Chaplin e seus amigos são hoje um dos artistas mais queridos do novo rock britânico – e a faixa Somewhere Only We Know se tornou uma das canções mais conhecidas do quarteto.

14. MEDÚLLA – Björk
Björk abandona (quase) totalmente os instrumentos e quaisquer outros recursos musicais para construir Medúlla, um disco montado em excelentes arranjos vocais. O projeto é marcado pela montagem e colagem de vozes, alem da utilização de samplesbeatbox que o tornam um dos melhores trabalhos da cantora.

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15. ENCORE – Eminem
Nomeado no Grammy Awards na categoria de melhor álbum de rapEncore é o quinto trabalho de estúdio do rapper Eminem, que vendeu cerca de 11 milhões de cópias até o momento e estreou em primeiro lugar na Billboard 200. Just Lose It, primeiro single, foi o carro-chefe de Encore, que ainda contava com faixas como MockingbirdMosh.

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16. THREE CHEERS FOR SWEET REVENGE – My Chemical Romance
Totalmente conceitual, Three Cheers For Sweet Revenge finaliza a história contada no primeiro disco da banda, o ótimo I Brought You My Bullets, You Brought me Your Love, onde um casal é morto em um tiroteio, em meio à uma cidade atacada por vampiros. Aqui, o rapaz vai parar no purgatório e a única maneira de reencontrar sua amada é voltar à Terra e matar mil homens maus. Hits como HelenaThe Ghost of YouI’m Not Okay (I Promise) se tornaram hinos do grupo liderado por Gerard Way.

17. BREAKAWAY – Kelly Clarkson
Breakaway é um trabalho muito mais maduro na carreira da vencedora da primeira edição do American Idol. Com ótimas faixas pop, como Since U Been GoneWalk Away, o destaque inevitavelmente ficou com a canção Because of You – uma música água com açúcar que fez muito marmanjo chorar por aí…

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18. THE CHRONICLES OF LIFE AND DEATH – Good Charlotte
Lançado em duas edições diferentes (“Life” e “Death”), o terceiro disco dos norte-americanos do Good Charlotte estreou em terceiro lugar na Billboard 200 e gerou hits como I Just Wanna Live, Predictable e a música que dá título ao registro.

19. STILL NOT GETTING ANY… – Simple Plan
Há quem torça o nariz para os canadenses do Simple Plan, mas a verdade é que, em 2004, eles eram evidência e as músicas de seu segundo álbum Still Not Getting Any… estouraram nas rádios mundiais – principalmente as canções Shut Up!Crazy e as baladinhas emo Welcome To My Life e Untitled.

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20. AMERICAN IDIOT – Green Day
Se há um disco de rock que tenha realmente transformado a década, sem dúvida, é American Idiot, a obra-prima do trio Green Day. Um tapa na cara do governo norte-americano da época, American Idiot é um ópera rock sem precedentes, faturando inclusive o Grammy Award de melhor álbum de rock do ano, estreando em primeiro lugar em vários países mundo afora.

Circuito Banco do Brasil 2014: Festival Movimenta 2º Semestre do Ano

E os shows de artistas internacionais que passam pelo país este ano não param – e dessa vez, o grande evento da temporada é o Circuito Banco do Brasil 2014.

Esta é a segunda edição do festival – que, no ano passado, trouxe nomes como Red Hot Chili Peppers, Stevie Wonder, Joss Stone e Jason Mraz. Em 2014, o line-up eclético inclui artistas como Linkin Park, Panic! at The Disco, Kings of Leon, Paramore e MGMT. Representando o país, se apresentam também a cantora Pitty, o músico Frejat e as bandas Nação Zumbi, Titãs, Skank e Plebe Rude (esta última que sobe ao palco ao lado de Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, ex-integrantes da Legião Urbana). As atrações ficarão restritas às cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

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Kings Of Leon é a grande atração nos estados de SP e RJ, enquanto a dupla P!ATD sobe aos palcos nas cidades de Brasília e Belo Horizonte.

Os garotos do Linkin Park (okay, nem tão garotos assim…) passam para divulgar seu mais recente trabalho, o disco The Hunting Party. O grupo de rock psicodélico MGMT chega pela terceira vez aos solos tupiniquins, enquanto a banda Panic! at The Disco, que se apresentou por aqui em 2009 no Maquinaria Festival, faz sua segunda visita ao país. Já o pessoal do Paramore, sob a liderança de Hayley Williams, é um velho conhecida do público brasileiro e tem tudo para levar a galera mais jovem ao delírio, enquanto os roqueiros do Kings Of Leon prometem fechar as noites de São Paulo e Rio de Janeiro com em clima de rock grandioso.

Alem da música, o festival também dará espaço para o esporte. Em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, haverá as etapas da segunda Copa Brasil de Skate Vertical, enquanto Belo Horizonte recebe a primeira edição da Copa Brasil de Street Skate (ambas realizadas em parceria com a CBSK – Confederação Brasileira de Skate). Outra aposta dos realizadores é o lançamento da campanha nacional de conscientização e transplante de medula óssea, em parceria com a Cruz Vermelha, que desenvolverá várias ações nas cidades onde os shows acontecem – selando o compromisso da organização com sua responsabilidade social.

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A banda MGMT chega com seu rock para os que curtem um som mais psicodélico, enquanto Hayley e seus amigos são a aposta “teen” do line-up.

Os ingressos já foram disponibilizados na pré-venda para clientes do Banco do Brasil – mas já estarão disponíveis ao público geral a partir de 05 de agosto, através do site www.tudus.com.br e também nas bilheterias oficiais. Mais informações, você também poderá conferir diretamente no site oficial do evento (www.circuitobancodobrasil.com.br). Quer uma dica? Corra!

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CIRCUITO BANCO DO BRASIL 2014

Belo Horizonte / MG
Esplanada do Mineirão
Data: de 18/10/2014
Line-up: Linkin Park, Panic! at The Disco, Titãs, Nação Zumbi

Brasília / DF
Estacionamento do Estádio Nacional
Data: de 19/10/2014
Line-up: Linkin Park, Panic! at The Disco, Skank, Peble Rude

São Paulo / SP
Campo de Marte
Data: de 01/11/2014
Line-up: Kings of Leon, Paramore, MGMT, Skank, Pitty

Rio de Janeiro / RJ
Praça da Apoteose
Data: de 08/11/2014
Line-up: Kings of Leon, Paramore, MGMT, Frejat, Pitty


Ingressos*:
 R$ 250,00 (pista), R$ 450,00 (pista Premium) e R$ 900,00 (Lounge Ourocard)
Classificação: 16 anos (18 anos para Lounge Ourocard, área VIP exclusiva)

* Valores aceitam meia-entrada; valores válidos para ingressos do 1º Lote.

 

 

Linkin Park Retorna Timidamente Às Origens Com o Ótimo “The Hunting Party”

Pode parecer que não, mas The Hunting Party é apenas o sexto álbum de estúdio da banda Linkin Park. Digo isso porque Hybrid Theory, o primeiro e aclamado registro do sexteto californiano, foi lançado no ano de 2000 – apresentando à indústria fonográfica um dos artistas mais influentes de todos os tempos. Três anos depois, Linkin Park lançava mais um disco clássico: Meteora, contendo os maiores hits – para muitos, hinos – do grupo (FaintSomewhere I BelongFrom The InsideNumb, citando apenas os mais conhecidos). Desde então, Mike, Chester e companhia não lançavam nada tão grandioso (com exceção de algumas faixas avulsas lançadas nos álbuns seguintes, mas que no conjunto de seus respectivos trabalhos não tinham tanta significância). E eis que surge The Hunting Party.

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Não que o Linkin Park pós Meteora fosse ruim. Era apenas diferente – muito diferente. Deixou-se o nu-metal e alternativo e as influências do hip-hop dos primeiros anos e apostou-se em canções mais mornas e carregadas de elementos eletrônicos, o que decepcionou boa parcela dos fãs. Apesar disso, os álbuns foram bem recebidos, estreando em primeiro lugar em vários países e tendo ótimas vendagens. Mas faltava algo. Faltava ainda aquela identidade que parecia estar meio perdida e que agora parece ter retornado com The Hunting Party, ainda que timidamente.

The Hunting Party abre com a ótima Keys To The Kingdom, onde o vocalista Chester (com voz gritante e distorcida) assume: “Eu sou minha própria vítima: eu acabo com tudo que vejo lutando na futilidade”. Já aí a banda entrega tudo o que está por vir: batidas incontroláveis, guitarras pesadas e os inconfundíveis berros de Chester – em boa fase para seus quase 40 anos. Segue-se com All For Nothing, parceria com Page Hamilton (vocalista do Helmet) e uma das melhores canções da carreira dos caras – a que mais traz a sonoridade do Linkin Park dos primeiros trabalhos. Alem do excelente instrumental e do vocal de Mike Shinoda (que é muito bem explorado aqui), a faixa é praticamente um “dedo no meio” que o grupo escancara para os críticos.

Guilt All The Same também é um ótimo momento em The Hunting Party. Com uma introdução de 1 minuto e meio, a música tem um ar dark e possui a melhor letra dessa demanda, encabeçada pelo refrão com a frase “Você são todos culpados da mesma forma, doentes demais para se envergonhar! Vocês querem apontar o dedo, mas não há mais ninguém para culpar”. Vale lembrar que Guilt All The Same foi escolhida como primeiro single – um presente para os fãs. Quebra-se o ritmo alucinante com a instrumental The Summoning, que abre caminho para War – música com fortes influências do mais autêntico punk. É impossível ouvir War e não imaginar uma banda de punk rock quebrando tudo com seus berros intermináveis e a platéia indo ao delírio. É praticamente um “Vocês queriam rock de verdade? Então está aí…”. Em seguida, temos Wasterlands, mais uma faixa com a pegada dos primeiros discos – tem Chester e Shinoda dividindo as atenções e fazendo ótimos vocais, alem de uma batida hip-hop meio quebrada com ótimos riffs de guitarra.

01Until It’s Gone começa com um sintetizador no melhor estilo Numb e tem ares épicos com seu forte cenário orquestral – uma balada para dar aquela acalmada. Daron Malakian, guitarrista do System of a Down, empresta seu talento na faixa Rebellion – e talvez por essa razão a canção parece ter saído do álbum ToxicityMark The Graves peca um pouco com sua longa introdução e, apesar de não ser ruim, se perde com seus altos e baixos e dá uma segurada nos ânimos mais afoitos. Drawbar é mais uma instrumental que põe o pé totalmente no breque, abrindo caminho para mais uma baladinha, Final Masquerade. Com os mesmos ares de grandeza de Until It’s Gone, tem grandes chances de virar single, representando uma espécie de “momento descanso”. Para finalizar, A Line In The Sand, canção mais longa deste trabalho, começa na mesma zona de relaxamento de Final Masquerade, e tem vários momentos de oscilação, mas não representa nada muito grandioso.

The Hunting Party é, provavelmente, o melhor registro do grupo desde Meteora. Para os fãs que sonhavam com um retorno às origens – mas que, devido aos discos anteriores, não tinham muita esperança – The Hunting Party vem como ótima surpresa, sendo um álbum que pode até não agradar completamente mas não decepciona em nada. Com uma ótima produção, The Hunting Party vai na contramão das tendências musicais da indústria – em entrevista à revista Kerrang, o líder da banda, Mike Shinoda, disse que o disco vinha “como uma resposta ao mercado da música atual”. Sobre isso, Mike foi categórico:

Eu li um post em um blog no ano passado sobre como a música é uma droga hoje em dia, e eu concordo. Há bandas como Arcade Fire e Mumford & Sons, que são legais se você gosta desse estilo, mas aí existem outras centenas de bandas tentando imitar essas duas.

Pois é, faz sentido. É um fato que atualmente tudo parece igual. Portanto, receber uma produção como The Hunting Party a essa altura (de uma banda que está em plena atividade e melhor do que nunca) é sempre um bom e refrescante alívio.

Retrospectiva 2012 – Parte 2: Os Álbuns Que Não Postamos Por Aqui

Pois bem, nem só de cinema vive este ser que vos fala. Na verdade, uma das minhas grandes paixões na vida (certamente a minha primeira paixão artística e uma das mais fortes e expressivas em mim) é a música. Bom, nem sei o porquê falo isso, já que é difícil encontrar alguém na face da Terra que não curta ouvir uma boa música.

Dessa forma, seria indispensável aqui uma lista com alguns dos álbuns lançados em 2012. Não procurei seguir um critério específico, mas separei aqui os álbuns de artistas que, de certa forma, foram destaque (positivo ou negativo). Portanto, prepare-se e ouça nossas sugestões de discos que merecem ser ouvidos para fechar o ano (seja qual for o motivo). Boa música não vai faltar. Quer dizer…

MDNA – Madonna
A eterna rainha do pop (Lady Gaga, está lendo isso?) lançou, em março de 2012, seu 12º álbum. Madonna nunca foi cantora de grandes álbuns – mas de grandes singles. Portanto, MDNA recebeu críticas, em geral, positivas – mas de longe, não é um grande marco na carreira de Madonna. O primeiro single Give Me All Your Luvin conta com as parcerias de Nicki Minaj e M.I.A.

 

Living Things – Linkin Park
Diz o ditado popular que em time que está ganhando não se mexe. Desde sua estréia no mercado fonográfico, o Linkin Park foi uma das bandas mais cultuadas do cenário do rock. Entretanto, ao longo dos últimos anos, a banda tem apostado em novas sonoridades em seus discos e suas músicas, antes marcadas por batidas agressivas, acabou se tornando muito mais “clean”. Living Things, apesar de ter qualidade sonora  inquestionável, está aí pra provar isso.

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The Truth About Love – P!nk
Com um álbum muito bem elogiado pela crítica, P!nk se consagrou como uma verdadeira diva na música com The Truth About Love. O disco é um dos mais aclamados de sua carreira e trouxe P!nk de volta aos holofotes. O álbum ainda tem a participação do rapper Eminem e da cantora Lilly Allen.

 

Tudo Tanto – Tulipa Ruiz
Não esqueci de dar espaço para a música nacional. E um dos nossos melhores álbuns em 2012 foi Tudo Tanto, da cantora Tulipa Ruiz, que se tornou uma das maiores revelações brasileiras nos últimos tempos. Além de cantora e compositora, Tulipa dedica seu tempo à ilustração.

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Southern Air – Yellowcard
Houve quem considerasse Southern Air, o último álbum da banda Yellowcard, como o melhor disco de 2012. Se é o melhor, não cabe a mim julgar. O fato é que realmente o álbum parece ter vindo para mostrar que os garotos tem talento e potencial para continuar na ativa durante muito tempo. É impossível não notar a maturidade da banda em relação à sonoridade e ao conteúdo de suas letras em comparação aos seus trabalhos anteriores.

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Lotus – Christina Aguilera
Após o injustiçado Bionic, Christina Aguilera estava passando por uma fase meio dark em sua carreira. Com Lotus, lançado há poucos meses, Christina provou que ainda tem fôlego (literalmente) para lançar bons álbuns. Encabeçado pelo primeiro single, Your BodyLotus não é o melhor álbum da carreira de Aguilera, mas deixa Christina em evidência entre as divas do cenário musical.

 

Unorthodox Jukebox – Bruno Mars
Unorthodox Jukebox é o segundo álbum da carreira de Bruno Mars, o primeiro após o sucesso Doo-Wops & Holligans, de 2010, que trouxe uma série de singles, como Just The Way You AreThe Lazy SongGrenade. Lançado há poucas semanas, o álbum recebeu boas críticas e, ao que tudo indica, deixa Mars tranquilo com relação à “maldição do segundo disco”…

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Born To Die – Lana Del Rey
Lana é o típico caso de artista que ou você ama ou você odeia. Dividindo críticas, Lana surgiu com força no cenário musical em 2012 e lançou neste ano seu álbum de estréia, o elogiado Born To Die, que obteve um sucesso comercial razoável. O primeiro single, Video Games, alcançou boas posições nas paradas mundiais.

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Origin of Love – Mika
Há quem caia de amores pelo trabalho de Mika – e há aqueles que adoram mostrar que gostam do cara porque está na moda e é cool. A faixa Elle Me Dit se tornou um dos grandes hits do álbum Origin of Love, chegando em primeiro lugar nas paradas francesas.

mika
Warrior – Ke$ha
Se você pensava (assim como eu) que Ke$ha era apenas mais uma semi-diva que surgiu mostrando o corpo, Warrior está aí para provar que estávamos enganados. O álbum foi muito bem recebido pela crítica, encabeçado pelo primeiro single Die Young, que tem ficado nas paradas de sucesso de vários países.

 

Infinito – Fresno
Uma das minhas bandas preferidas, os rapazes da Fresno lançaram em 2012 o inédito Infinito que, não muito diferente do que os rapazes já faziam, serve apenas para consolidar o talento dos roqueiros gaúchos – que se tornaram referência no cenário musical brasileiro. Primeiro álbum da banda após a saída de Tavares.

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Pink Friday: Roman Reloaded – Nicki Minaj
Todo o orçamento possível e imaginável de Nicki foi usado para promover seu álbum Pink Friday: Roman Reloaded. A divulgação teve direito, inclusive, a lançamento de clipes praticamente a cada semana (não estou brincando). De fato, a rapper chegou a assumir, na época do lançamento do álbum, que pretendia “alcançar o mundo” com seu novo disco. Se conseguiu, aí é outra história…

 

Em Comum – Nx Zero
Mais um artista nacional lançou álbum novo em 2012. Dessa vez, a banda liderada pelo vocalista Diego Ferrero (ou o namorado da Mariana Rios, como você preferir) apresenta o álbum Em Comum, com a música Maré como primeiro single. Quinto álbum de estúdio da banda paulista e o primeiro desde 2009.

 

Vulnerable – The Used
A banda norte-americana liderada por Bert McCracken The Used lançou em março seu quinto álbum de estúdio, Vulnerable. Apostando naquilo que consagrou o grupo, os caras continuam mesclando batidas ora lentas, ora agitadas e pesadas com suas letras agressivas. Com o tema “Make a choice. Shine on!”, o disco foi bem recebido pela crítica e público, diferente do que aconteceu com o anterior, Artwork, que dividiu a opinião dos fãs.

 

Believe – Justin Bieber
Justin Bieber cresceu e está apostando numa abordagem mais “adulta” em sua carreira. Believe mostra que o garoto, contrariando a opinião de muita gente, tem potencial para ser um grande artista pop no futuro – mas precisa ter seu foco bem orientado.

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Some Nights – Fun.
Certamente, você deve ter ouvido por aí a música We Are Young, sucesso absoluto nas paradas internacionais da banda Fun. em parceria com Janelle Monáe – mesmo que não saiba de qual canção estamos falando. De fato, a música se tornou uma espécie de hino juvenil e principal canção do segundo álbum da banda indie.

 

Push And Shove – No Doubt
Ninguém entendeu quando a minha diva pessoal ❤ cantora Gwen Stefani anunciou o fim de sua próspera carreira solo para voltar ao No Doubt após mais de 10 anos separados. Push And Shove foi o primeiro álbum da banda desde 2001, com Rock Steady, e parece ter agradado aos fãs mais tradicionais.

E para quem quiser relembrar, aqui vai outros álbuns que já comentamos por aqui ao longo de 2012:

Take Me Home – One Direction
Beacon – Two Door Cinema Club
Blunderbuss – Jack White
Teenage Dream: The Complete Confection – Katy Perry