Britney Spears Mostra Vitalidade Pop em “Glory”

Britney Spears há tempos já não precisa provar nada para ninguém. Esta é uma verdade absoluta. Mas é fato também que seu último registro, Britney Jean, não foi lá essas coisas. Sejamos honestos: na realidade, Britney nunca foi reconhecida por lançar ótimos álbuns, mas sim por suas polêmicas e seus singles extraordinários – não à toa, a loira é considerada a “princesinha do pop” (sendo Madonna a eterna rainha). Durante anos, a intérprete foi criticada por sua voz – ou a ausência dela, como alguns alegam – e após inúmeros problemas em sua vida pessoal, poucos acreditavam que Spears voltaria ao que era no início de sua emblemática carreira. E eis que surge Glory.

01Glory  não é seu melhor trabalho, mas aponta para uma evolução que ainda pode surpreender lá na frente. Definitivamente, Britney melhorou e muito. Glory  é, até aqui, seu álbum mais “coeso”, ainda que a cantora tenha atirado em várias direções. Há evidentemente uma diversidade de tendências aqui, mas é admirável o quanto Britney consegue dar uma “uniformidade” ao todo, entregando um disco que soa interessante do início ao fim. Mesmo que algumas faixas não sejam excepcionais, cada uma delas possui identidade própria e isso enriquece muito sua proposta. Vê-se claramente que o desejo de Spears é experimentar, brincar, se divertir com o que está fazendo.

Com uma melodia etérea, Invitation abre o disco com propriedade, sendo quase um prólogo repleto de sensualidade para o primeiro single dessa nova era, a já conhecida Make Me, em parceria com o rapper G-Easy. Aqui, Brit embarca numa pegada mais upbeat, sem deixar de lado seu pop já conhecido. Private Show  tem um instrumental bem gostoso de ouvir, com uma batida quase hip-hop, porém minimalista. Em seguida, Man on The Moon  traz uma sonoridade teen deliciosa, bem diferente do que ocorre em Just Luv Me, onde a artista abraça novamente o minimalismo em uma música que parece ter sido retirada de Purpose, de Justin Bieber. Tudo isso vai preparando o ouvinte para as duas canções que, de cara, mais chamam a atenção na pista: Clumsy  e Do You Wanna Come Over – esta última com uma atmosfera anos 90 e um violão de base que poderíamos chamar de “pervertido” de tanto que agrega à música.

Com gemidinhos que se tornaram uma de suas marcas registradas, Slumber Party  vem carregada no reggae  e é aqui onde encontramos a letra mais provocante desta obra onde o sexo parece ser um de seus temas principais. Com uma levada de violão e sintetizadores no refrão, Just Like Me  é o mais próximo de uma balada até então. Longe de incorporar uma espécie de Nicki Minaj da vida, Britney apresenta vocais quase falados nos principais trechos de Love Me Down – isso sem mencionar a semelhança com um estilo No Doubt lá na década passada. Hard To Forget Ya  e a ótima What You Need  encerram a versão física de Glory – na “deluxe”, outras cinco canções são adicionadas, com destaque para Change Your Mind (No Seas Cortés), Liar  e a estranha mas sensacional If I’m Dancing.

Contando com o apoio de um extenso time de produtores, Glory  não chega a ser uma obra definitiva do pop ou mesmo de sua idealizadora, mas tem um grande mérito: escancarar ao mundo que Britney 1) sim, está viva; 2) está de volta; e 3) é uma artista incrível. O álbum dificilmente vai torna-la maior do que ela já é (uma hitmaker por excelência, não?) e tampouco representará algo inovador dentro do universo pop ou de sua própria discografia, mas nos entrega aquilo que ela sabe muito bem fazer: música pop comercial e facilmente acessível – e não é exatamente isso o que esperamos dela?

Afinal, “Artpop” é Digno de Aplausos?

Você pode até tentar ficar indiferente – mas é inegável que Lady Gaga é uma grande artista. Cá entre nós, em pouco mais de cinco anos, ela conseguiu o que muitas “divas” não alcançaram em décadas: ameaçar o posto de Madonna de “rainha do pop” – e, convenhamos, se Madonna não se cuidar, quem sabe… No sentido mais amplo da expressão, Gaga é uma artista completa – ainda que com várias deficiências – e acaba de entregar ao público o terceiro registro de sua carreira, o aguardado Artpop – que divide as opiniões e colocam em cheque toda a badalação em torno da cantora pop.

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Por que Artpop divide opiniões? Bom, os little monsters (como Gaga carinhosamente apelida seus fãs) consideram Artpop o álbum do ano – e uma das maiores realizações da cultura pop nos últimos tempos. A crítica, por sua vez, o classifica como um dos maiores fiascos da indústria fonográfica na  história. De fato, Artpop não é um trabalho totalmente inovador – chega a ser até mesmo “medíocre” (entendedores entenderão o que eu quero dizer com esse adjetivo – claramente, ele não vem como crítica). No entanto, mesmo os fãs mais afoitos deverão admitir que, apesar de toda sua propaganda artística, Artpop é um disco que tenta estar muito próximo à arte – mas essa aproximação só aparece no discurso. Na prática…


Para produzir e promover Artpop, Gaga escalou um time de peso. Entre os produtores, estão nomes como David Guetta (olha a farofa aí, gente!), will.i.am (pegada pop, hein?) e Rick Rubin – só para citar alguns. O artista norte-americano Jeff Koons é quem assina a capa do álbum – onde temos Gaga nua como uma nova Vênus, uma referência à tela clássica de Sandro Botticelli. A ideia por trás de tudo isso? Bom, Gaga pretende levar a arte à cultura pop, aproximar estes dois mundos que, apesar de parecerem próximos, são bem distintos. A pretensão de Gaga aqui é fazer com que o acesso à alta cultura seja mais simples – e, obviamente, nada melhor do que a música pop para fazer isso. No entanto, essa integração entre os dois universos ficou um tanto quanto superficial. Faltou alguma coisa – que você perceberá na primeira audição de Artpop.

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Não que Artpop seja ruim. Dizer isso a essa altura da carreira de um nome como Lady Gaga é, no mínimo, injustiça. Artpop é um álbum bom – se desconsiderarmos seu propósito, obviamente. Na verdade, estamos diante de um claro exemplo de como funciona a cena pop na atualidade: ao longo de 15 faixas, Gaga consegue produzir uma música de qualidade, deixando-a na frente de muitas de suas concorrentes. Aura, que abre o disco, lembra em muito a batida de Daft Punk e tem guitarras simulando o som de cítara – deliciosa. A pegada R&B do conjunto fica por conta das ótimas Sexxx Dreams e Do What U Want – esta última que conta com a participação de R. Kelly, formando um belo dueto.

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Venus, outra bela canção do álbum, vem recheada com um passado oitentista, explicitado pelo uso de sintetizadores. Dope, por sua vez, é a grande baladinha do disco, com seus acordes de  piano e uma bela interpretação vocal da cantora – música que talvez jamais imaginaríamos em um registro como este. Donatella (inspirada na estilista da Versace) tem uma ótima pegada urbana e também é uma grande surpresa do álbum. Menos inspiradora, no entanto, é a própria faixa título, que não chega a empolgar muito – ao menos, os ouvintes mais atentos e críticos.

Como produto final, Artpop é um álbum que mostra exatamente o que Lady Gaga é: uma artista que sabe ser artista. Vamos admitir: Gaga não é uma excelente cantora, não é ótima dançarina, não toca lá essas coisas nem compõe como uma poetisa. Mas como uma boa artista, ela pega tudo aquilo que sabe fazer satisfatoriamente bem e melhora para alcançar um status de “diva cool” que a galera descolada adora. Como muito de seus contemporâneos na música pop, Gaga sabe que imagem nesse mundo é tudo. Nesse propósito, Artpop é muito bom isoladamente, mas que se perde dentro dos rumos que pretende tomar e serve para mostrar que Gaga é uma grande home não apenas no palco – mas, principalmente, fora dele. Este é o grande mérito da cultura pop.

Lady Gaga X Madonna: Quem Vence Essa Parada?

O Brasil se tornou nos últimos tempos um celeiro que recebe grandes artistas internacionais. Muitos nomes de sucesso no exterior passaram por aqui e levaram os fãs à euforia – afinal, quando se tem a oportunidade de ver ao vivo aquele artista que você tanto ama, não há muito o que se pensar: é correr para bilheteria e garantir seu ingresso. Entretanto, 2012 está se encerrando com duas apresentações que tornam nossos palcos um interminável campo de batalha: Lady Gaga e Madonna se apresentam no país disputando um único prêmio – o posto definitivo de rainha do pop.

Madonna X Lady Gaga: quem leva a melhor?

A princípio, pode parecer um pouco de exagero. Mas não é. As duas artistas, que se apresentam nos palcos brasileiros praticamente no mesmo período (Gaga faz  hoje sua apresentação em São Paulo, enquanto Madonna passa por aqui em dezembro), são exemplos claros daqueles casos onde um artista não precisa fazer mais nada na sua carreira porque qualquer coisa que fizerem já vira sucesso. Ambas conquistaram um público tão fiel que há disputas até mesmo entre eles – os fãs da ainda considerada rainha do pop Madonna e os little monsters – como são chamados os fãs da excêntrica Lady Gaga. Mas nesse duelo, quem é que leva a melhor?

Gaga se apresenta no Brasil agora em novembro. Em passagem pelo Rio de Janeiro, como não poderia ser diferente se tratando de divas do pop, ela deu uma passada nas comunidades carentes e tirou foto com fãs. Isso é cultura pop #NOT

Se formos fazer uma análise de ambas as cantoras, será impossível não achar certas semelhanças entre elas. Inicialmente, é impossível não mencionarmos de cara o fator pop. Ambas são duas divas do universo pop, cada uma à sua maneira, mas semelhantes em certos aspectos. Entretanto, Madonna leva uma certa vantagem sobre Gaga: Madonna surgiu em uma época em que a música estava passando por uma transformação. Se hoje temos a música pop como está, devemos boa parte disso à Madonna. Jamais existiria uma Britney, uma Beyoncé, uma Aguilera ou mesmo uma Lady Gaga se  Madonna, na década de 80, não tivesse surgido e desafiado todos os tabus da época. Hoje, qualquer menininha com seus 20 e poucos anos tem total liberdade para aparecer seminua em videoclipes e fazer coreografias provocantes. O difícil era fazer isso na época em que Madonna surgiu – e isso a destacou.

Cartilha “Como Ser Uma Diva de Sucesso”, de Madonna: sim, essas aí em cima recomendam…

Não que Gaga não tenha seus méritos neste quesito. Ainda hoje, a Mamãe Monstro também se destaca dentre as cantoras do cenário pop atual. Gaga não é apenas uma menina que canta – ela leva sua marca à moda, artes plásticas e, dessa forma, se tornou um ícone dentro da própria cultura pop atual. Suas apresentações e performances são um espetáculo à parte além de sua música – assim como Madonna que, ainda hoje, consegue fazer espetáculos que, apenas visualmente, já valem cada centavo pago no ingresso.

Aliás, ainda falando do aspecto visual, Madonna tem uma ligeira vantagem sobre Gaga. De fato, com mais de 5o anos, Madonna é bonita. Lady Gaga, na casa dos 20, não é. Muitos fãs alucinados podem discordar, podem criticar, mas essa é uma verdade: Madonna é bonita, Lady Gaga não é. Ponto. Não há o que discutir. Madonna sabe como cuidar da imagem, é elegante, não força a barra em suas apresentações fora dos palcos, enquanto Gaga não foi agraciada com o dom da beleza – tem um corpo bonito até e sabe como mostra-lo, mas, definitivamente, não é um estereótipo de beleza. Além disso, a incansável busca de Gaga por ser polêmica e chamar a atenção faz com que ela realmente pareça um monstrinho em suas performances.

Então, melhor não falar nada, né…?

Quanto à música, Gaga tem uma pequena vantagem sobre Madonna: Gaga é dona de uma voz potente e forte, enquanto Madonna é apenas… Madonna. Não que Lady Gaga seja um exemplo de técnica vocal (até porque ao vivo ela comete algumas gafes), nem que Madonna cante como uma menina de 5 anos, mas Gaga tem um vocal muito mais forte que a rainha do pop – ou pelo menos o utiliza mais. Ainda que Madonna tenha uma carreira muito mais sólida, com muito mais álbuns do que Gaga, isso é perceptível até mesmo por aqueles que não curtem o universo pop.

Não que Madonna tenha grandes álbuns. Na verdade, ao longo de sua carreira, ela criou vários singles bons (ou ótimos), mas que não necessariamente estavam inseridos em um bom álbum. Mesmo em suas apresentações mais atuais, Madonna vem fazendo força para chamar atenção (mostra o corpo, faz declarações polêmicas, etc…). Ela sabe o que fazer para “chocar” as pessoas e utiliza isso para chamar os holofotes para si. Gaga ainda consegue ser um pouco pior: ela é reflexo de tudo aquilo que é o mercado fonográfico atual – seguindo a risca os conselhos da cartilha de Madonna “Como Ser Uma Diva Pop”. As comparações são inevitáveis – Gaga já foi até acusada de plágio e teve sorte de Madonna não prosseguir com o feito, pois Born This Way é descaradamente cópia de Express Yourself. Ou seja, se o público se esgotou de Madonna que é a primeira e original, qual será o futuro de Gaga?

A transformação visual de Lady Gaga para “Born This Way”.

É complicado dizer quem é melhor neste duelo de divas. Cada uma, a seu modo, tem qualidades que as definem e distinguem uma da outra. Madonna surgiu em uma época complicada; Gaga apareceu em uma época onde, graças à Internet, qualquer um pode se tornar um grande fenômeno. Madonna influenciou boa parte das artistas pop atuais; Gaga é apenas referência. Ambas são ativistas do movimento GLBT, fazem discos que vendem milhões e são idolatradas no mundo pop. Madonna, sexualmente falando, é erótica; Gaga é adepta do “ser diferente porque nasci assim”, muitas vezes alcançando o bizarro – como ela o é em diversos momentos.

Performance de Madonna para “Like a Virgin” – que se tornou histórica na cultura musical pop.

Se há uma única coisa em comum com elas que as definem é o fato de que são grandes artistas, performáticas, que influenciam milhões de pessoas (e, sinceramente, não sei até que ponto isto é bom). E, por esta razão, é difícil dizer de quem é posto de rainha do pop. Diva ambas são, mas rainha ainda é um posto que é de Madonna, inevitavelmente. Não apenas por sua história ou por sua influência, mas por toda a contribuição à cultura pop como um todo. Deixando claro que não sou fã de nenhuma das duas cantoras, o fato é que Gaga ainda tem um longo caminho para percorrer se quiser tirar o posto de Madonna – como muitos tentaram mas ninguém conseguiu tirar o posto de rei do pop de Michael Jackson.

Quem é rei nunca perde a majestade, certo?

Na dúvida, se tratando de música pop, entre as duas eu prefiro… Gwen Stefani, que é linda, loira, não recorre tanto ao corpo para chamar a atenção, é elegante, tem vocais suficientes e uma barriga impecável (risos). Mas, claro, isto é apenas uma opinião pessoal – até mesmo porque Gwen abandonou sua carreira solo para voltar ao No Doubt, fazendo a maior burrada de sua vida, mas isto é assunto para outro post. No duelo Madonna versus Lady Gaga, deixemos a briga entre elas e entre os fãs, que perdem seu tempo discutindo nas redes sociais quem é a melhor. Ou, se tratando delas, a menos pior…

Não é rainha, mas tem todos os requisitos… Ah Gwen…

ENQUANTO ISSO, NA INTERNET…

… Lady Gaga é piada! Os ingressos das apresentações da cantora empacaram e não tiveram a vendagem esperada. Os organizadores do evento tiveram que buscar outras alternativas para lotar os espetáculos (coisas do tipo “compre 1 leve 3” e derivados). Madonna parece seguir no mesmo caminho: a menos de um mês para seus shows, ainda há ingressos disponíveis para praticamente todos os setores. Os organizadores do evento ainda alimentam a esperança de que as coisas melhores nos dias mais próximos às apresentações. Será?

Ao que tudo indica, o brasileiro acordou e percebeu que nem todo show internacional realmente vale a pena. A quantidade de shows no país é tão grande que o público não consegue acompanhar – ou melhor, pagar pelo ingresso, na verdade. Muitos shows com datas próximas e os altos preços dos ingressos acabam afugentando os fãs, que muitas vezes são obrigados a escolher entre um ou outro. Exemplos recentes são as bandas Linkin Park e Evanescence, que vieram ao país nos últimos dois meses e foram fiascos de público. E ainda se apresentaram na mesma data, veja você…

Dividindo as atenções com Evanescence, o Linkin Park não conseguiu levar uma multidão ao seu show em São Paulo.

Já que o país é uma rota praticamente obrigatória para as turnês mundiais, já está mais do que na hora dos produtores colocarem os pés no chão e cobrar o preço devido pelos ingressos – e não os exorbitantes valores que são cobrados atualmente. Apesar do público amar seus artistas, não é todo mundo que pode pagar 200, 300 reais em um ingresso para ver uma apresentação de, muitas vezes, cerca de 1 hora e pouco – ou até menos. Se isso não acontecer, o brasileiro não terá outra alternativa a não ser esta: boicotar e esperar os preços caírem. É a resposta mais digna.

10 Musicais Que Você Deve Assistir

Pra quem gosta de música e dramaturgia, nada melhor do que assistir a um bom musical.

No teatro ou no cinema, o gênero tem atraído a atenção de milhares de pessoas. No Brasil, temos presenciado nos últimos anos uma intensa onda de musicais invadindo os palcos brasileiros, o que tem proporcionado bons momentos de entretenimento para muitos. Atualmente, é possível assistir a bons musicais nos teatros das principais cidades do país, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Para aqueles que não gostam de teatro – mas não abrem mão de uma boa história contada ao som de belas canções – , selecionei a seguir alguns musicais famosos nas telas de cinema. Muitos deles se tornaram clássicos – mas são poucos os que realmente os conhecem. Portanto, confira a lista e escolha o seu. Afinal, o show não pode parar.

 

1. Mary Poppins (1964)
O filme foi vencedor de 5 Oscars, incluindo melhor atriz para a fantástica Julie Andrews, que interpreta Mary, uma babá que possui poderes mágicos e transforma a vida das crianças Jane e Michael. Além das belíssimas sequências musicais, o filme critica a sociedade da época, especialmente através dos personagens Sr. Banks (um homem frio e rígido – estereótipo inglês – que sustenta sua casa) e Winifred Banks (e esposa ativista do Sr. Banks, que tenta garantir o direito de voto às mulheres). A magia e diversão, no entanto, não se perdem com isso.


2. A Noviça Rebelde (1965)
O musical A Noviça Rebelde, originalmente com o título The Sound of Music, foi bem recebido pela crítica. Originado de um musical da Broadway, a produção levou o Oscar de melhor filme no ano de 1966. A história gira em torno da governanta Maria (Julie Andrews), que vai trabalhar na casa do Capitão Von Trapp, um homem solitário, que desde a morte de sua esposa, cria os filhos com rigidez. História parecida com Mary Poppins, mas aqui Maria e Von Trapp se apaixonam – inclusive, Von Trapp termina o noivado com uma baronesa para poder se casar com Maria.


3. Chicago (2002)
Chicago misturou música e comédia na dose certa – o que lhe rendeu 6 prêmios Oscars, incluindo o de melhor filme. A história se passa na década de 1920, em uma cidade onde todos almejam o sucesso, inclusive as assassinas Roxie Hart e Velma Kelly (respectivamente, Renée Zellweger e a bela Catherine Zeta-Jones). O filme aborda a questão de se tornar uma celebridade instantânea e como isso pode levar ao ostracismo.


4. Um Violinista no Telhado (1971)
Mais um filme baseado em um musical da Broadway, Um Violinista no Telhado levou quatro Oscars. A  história se passa na Rússia, especificamente na época do Czarismo, onde um leiteiro judeu tem uma vida tranquila até que decide casar suas duas filhas mais velhas, que recusam o casamento imposto pelo pai. Uma das curiosidades em torno desta produção é que o papel do leiteiro Tevye foi cotado para nomes como Marlon Brando, Anthony Quinn e Frank Sinatra – mas quem acabou ficando com  a personagem foi Chaim Topol.


5. Cry-Baby (1990)
Mais uma comédia na lista. O musical conta a paixão entre o bad-boy Wade Walker (Johnny Depp, em um de seus primeiros papéis no cinema) e Allison Vernon-Williams, uma jovem rica criada pela avó, que considera Wade o líder de uma gangue juvenil que ameaça a paz da pequena cidade de Baltimore, nos anos 50. O filme é embalado por canções de rockabilly e rock and roll, estilos próprios da época. Assim como aconteceu com Um Violinista no Telhado, outros atores foram sugeridos para o papel do protagonista, como Tom Cruise e Jim Carrey – mas, sabiamente, o diretor John Waters escolheu Johnny Depp para o papel do jovem Cry-Baby.


6. O Fantasma da Ópera (2004)
O filme foi baseado no romance de Gaston Leroux e tem o roteiro de Andrew Lloyd Webber. Já foi adaptado para a Broadway e já passou pelo país – em uma das maiores bilheterias nacionais. O desfigurado “fantasma” (vivido por Gerard Butler) encontra em Christine a voz ideal para expressar todas as suas emoções. Entretando, o ciúme doentio do fantasma por Christine coloca em risco a vida da jovem e de Raoul, um ex-namorado de infância de Christine, que a reencontra e faz reacender a chama desta paixão.


7. New York, New York (1977)
Apesar de não ser muito badalado, este é um dos melhores filmes do diretor Martin Scorcese. O filme narra o envolvimento do músico Jimmy Doyle (0 fantástico Robert DeNiro) com a cantora Francine Evans (Liza Minnelli), que se conhecem no mesmo dia em que termina a Segunda Guerra Mundial. Enquanto buscam o sucesso, eles vivem momentos conturbados nessa relação, que é um romance e também uma parceria artística. No teatro, o musical já passou pelo país este ano e agradou ao público paulista.


8. Cantando na Chuva (1952)
O filme ocupa a primeira colocação em diversas listas de maiores musicais norte-americanos de todos os tempos. Não é pra menos: quem nunca ouviu a canção Singin’ in the Rain e não se recorda da clássica cena do astro Gene Kelly fazendo piruetas na chuva? O musical conta a história de dois astros do cinema mudo que tentam se adaptar aos novos métodos do cinema para manter a fama que conquistaram.


9. Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007)
Também baseado em uma peça da Broadway, Sweeney Todd foi o filme que consagrou o diretor Tim Burton e fez com que seus colegas de Hollywood reconhecessem o talento do excêntrico artista. O musical conta a triste história de Benjamin Barker, um modesto e simples barbeiro que, após ser preso injustamente, retorna à cidade de Londres – agora como Sweeney Todd – para executar sua maligna vingança. O suspense conta com Johnny Depp no papel do medonho Benjamin. As cenas de assassinato do filme – onde litros de sangue são jorrados a cada corte de garganta – são um espetáculo à parte.


10. Evita (1996)
Evita é um clássico. Dirigido por Alan Parker e baseado na peça teatral do mestre Tim Rice, o musical conta a história de Eva Perón, uma das mais populares primeiras-damas da América. A biografia – narrada em flashback – mostra a infãncia pobre de Eva até sua ascensão como artista e seu casamento com o político Juan Perón – quando de “prostituta”, como era chamada, Eva passou a ser idolatrada e uma das figuras políticas mais influentes de toda a história da Argentina. A cena do funeral de Evita é, por si só, um espetáculo. A produção ganhou o Oscar de melhor canção original (para You Must Love Me) e o Globo de Ouro de melhor atuação de atriz em cinema (para Madonna – sim, Madonna).