Os Maiores Vilões do Cinema

Não sei quanto a vocês, mas eu particularmente tenho uma quedinha por personagens com desvio de caráter. Nunca fui fã dos tipos água com açúcar bonzinhos, que fazem tudo em nome do amor e dos bons costumes e blá blá blá… Curto mesmo aquela galera que taca o terror e faz as obras muito mais dinâmicas, divertidas e recheadas de ação.

Portanto, como bom cinéfilo, listei com a ajuda de alguns amigos também de caráter duvidoso os dez maiores vilões da história do cinema. Vou ressaltar que a seleção não pretende listar os personagens mais assustadores ou malvados que já passaram nas telonas – mas sim mostrar aqueles que, de certa forma, todos nós admiramos e preferimos ao invés dos mocinhos e mocinhas chatos e enjoados

1. Alexander Delarge (Laranja Mecânica, 1971)
No filme mais influente de Stanley Kubrick, Malcolm McDowell vive Alex, líder de uma trupe (droogs) que sai pelas ruas agredindo, matando, estuprando e tudo mais o que querem fazer por puro prazer, mesmo que isso cause problemas para os outros. A mente brilhante, no entanto, tem bom gosto e é apreciador da música clássica de Beethoven.

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2. Scar (O Rei Leão, 1994)
Mufasa, o rei da selva, tinha um irmão invejoso, Scar, que planeja a morte do rei e de seu herdeiro, o pequeno Simba. Apesar de não ser tão favorecido fisicamente quanto seu irmão, Scar possuía inteligência e astúcia para elaborar os planos mais maquiavélicos e roubar o trono do irmão.

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3. Freedy Krueger (franquia A Hora do Pesadelo)
Conhecido como “senhor dos sonhos” (pelo incrível poder de controlar o sonho das pessoas), Freedy é o personagem fictício da sequência A Hora do Pesadelo. Freedy era um assassino de crianças de uma pequena cidade norte-americana e após ser queimado pelos pais vingativos, começa a atacar os adolescentes da região em seus sonhos, matando-os no mundo real.

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4. Jack Torrance (O Iluminado, 1980)
Mais um vilão de Stanley Kubrick, Jack Torrance (encarnado brilhantemente pelo genial Jack Nicholson) é um escritor sem inspiração que decide se mudar com a família para um hotel na região do Colorado durante o inverno, onde trabalhará como zelador do local. No entanto, o isolamento lhe causa problemas mentais e o torna cada vez mais agressivo. Bom, pelo menos é o que eu acho de um cara que persegue esposa e filho com um machado – em uma das cenas mais aterrorizantes e famosas do cinema.

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5. Hans Landa (Bastardos Inglórios, 2009)
Ele executa uma família judia logo nas primeiras cenas de Bastardos Inglórios. No filme do cultuadíssimo Quentin Tarantino, Christoph Waltz vive Hans Landa (apelidado gentilmente de “Caçador de Judeus”), um coronel nazista com a missão de localizar judeus na França durante a Segunda Guerra Mundial. A atuação magnífica de Waltz (que lhe rendeu o Oscar de melhor ator coadjuvante), interpretando um tipo cínico, sarcástico e astuto, faz com que Hans se torne um dos vilões que, por mais maldoso que seja, é impossível não amar…

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6. Sauron (franquia O Senhor dos Anéis)
Ainda que quase nunca apareça, Sauron é o principal vilão da saga O Senhor dos Anéis. Na franquia, ele literalmente “causou” na Terra Média, gerando guerras, fome, mortes, destruição e tudo o mais apenas para recuperar sua fonte de poder: o anel do título. No entanto, veja vocês, o todo-poderoso aí foi derrotado por um hobbit. Irônico, não?

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7. Lorde Voldemort (franquia Harry Potter)
Só para ter noção: o cara é tão fodão assustador que tem gente que prefere não pronunciar seu nome e se refere ao vilão como “aquele que não deve ser nomeado” #medo. Interpretado por Ralph Fiennes (aí algo que eu demorei para perceber…), Voldemort representa as trevas no mundo da magia e é temido, inclusive, pelo maior feiticeiro do mundo.

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8. Coringa (Batman – O Cavaleiro das Trevas, 2008)
Heath Ledger interpretou tão intensamente essa personagem que tem muita gente que afirma que Batman – O Cavaleiro das Trevas é o próprio Ledger. De fato, trata-se da melhor atuação do jovem ator, que ficou eternizado na pele do inimigo do homem-morcego. É dele a célebre frase “Why so serious?”, sinônimo do caos que o vilão causava por onde passava. Heath levou o Oscar póstumo de melhor ator coadjuvante por este papel, que faz com que você curta muito mais o vilão do que o mocinho (o insosso Christian Bale)…

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9. Norman Bates (Psicose, 1960)
Personagem de Anthony Perkins, foi o protagonista da famosa cena do chuveiro de Psicose, de Alfred Hitchcock. No filme, Norman é um psicopata, atormentado pela figura materna que sempre o oprimiu. Trata-se de um tipo inocente e monstruoso, único em toda a história do cinema e, provavelmente, um dos mais famosos tipos  da obra do mestre do suspense.

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10. Darth Vader (franquia Star Wars)
Provavelmente, é um dos mais queridos vilões da história do cinema, criado pelo mestre George Lucas. O cara era tão bom (em maldades, quero dizer) que botou  medo em toda a galáxia, matando seu tutor, traindo a Ordem Jedi e se aliando ao lado negro da Força. Não à toa, Darth Vader é o símbolo máximo da saga Star Wars, ganhando a preferência de muitos admiradores da franquia.

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Hitchcock e a Psicose de um Cineasta

Apesar de já ter estreado há algum tempo no circuito norte-americano, Hitchcock – a cinebiografia do diretor homônimo falecido em 1980 – chega, finalmente, às salas nacionais nesta semana. Baseado no livro Alfred Hitchcock and the Making of Psycho, de Stephen Rebello, o filme não se prende à biografia completa do artista – desde sua infância até sua morte, passando por momentos pessoais do cineasta – , mas foca suas lentes no conturbado período que Hitchcock viveu durante as filmagens de Psicose, hoje considerada uma de suas maiores realizaçõest.

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O filme começa com um Hitchcock em crise, após as críticas desfavoráveis de seu último trabalho, Intriga Internacional, de 1959 (de fato, houve especialistas que alegaram até mesmo que Alfred deveria se aposentar após o fiasco da produção). Sem nenhum novo projeto em mente, ele procura uma nova história que possa provar a todos que ele ainda é um grande artista, quando tem a ideia de levar às telas a adaptação da trama de Robert Bloch.

Hitchcock era um gênio incontrolável. Quando comprou os direitos do livro que deu origem ao filme, também gastou mais uma grana comprando todos os exemplares disponíveis no mercado para que nenhuma pessoa conhecesse o final da história. Sem apoio dos estúdios (que não queriam apostar suas fichas no projeto de Hitchcock), o diretor teve praticamente que produzir o filme sozinho – chegando inclusive a hipotecar a casa em que morava.

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A cinebiografia concentra suas forças na imagem de Hitchcock, brilhantemente interpretado pelo premiado Anthony Hopkins. Infelizmente, o talento do ator não foi devidamente reconhecido por um detalhe que deveria ajudar, mas acabou atrapalhando: a maquiagem. De fato, nas primeiras imagens promocionais que foram lançadas, não havia dúvidas de que Hopkins era o próprio Hitchcock. Em cena, no entanto, o trabalho do ator acaba ficando escondido por trás da maquiagem em excesso, que chega inclusive a camuflar as expressões de Hopkins.

Um grande mérito de Hitchcock se encontram na maneira como o diretor de primeira viagem Sasha Gervasi consegue retratar a figura do cineasta com pequenos detalhes. Seja no perfeccionismo exacerbado, seja na aversão de Hitchcock à dietas, seja no seu relacionamento com as protagonistas de suas obras, tudo é recriado com muita sutileza. Mas a sutileza maior está na atuação de Helen Mirren, como a esposa de Hitchcock.

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Tem gente que alega que Hitchcock nada mais é do que um pretexto para exaltar a figura de Alma Reville, roteirista que foi durante muito tempo o pilar da obra hitchcockiana. Ela foi uma figura primordial na carreira do diretor, mesmo durante Psicose (afinal, que mulher aceitaria hipotecar sua própria casa para satisfazer as idéias do marido egocêntrico?). Mirren (já premiada pela Academia em 2007 por A Rainha) consegue ser segura em sua atuação, tornando o personagem de Hopkins quase que um próprio MacGuffin (termo que o próprio criou para explicar aquilo que, em sua filmografia, motiva seus personagens).

Também se destaca, ainda que timidamente, a relação do Hitch com suas protagonistas (loiras, obviamente). O filme até mesmo sugere a relação pouco amistosa que Alfred mantinha com Vera Miles (Jessica Biel), que teria desistido de trabalhar com ele às vésperas do início das gravações de Um Corpo Que Cai – deixando Hitchcock aos berros. O longa também mostra a relação equilibrada que o diretor teve com Janet Leigh (aqui, interpretada pela sensualíssima Scarlett Johansson), a protagonista de Psicose que, apesar do que rezam as lendas, alega não ter tido grandes dificuldades de ter filmado a famosa cena do chuveiro (clássica no cinema mundial).

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No final, Hitchcock é um belo presente aos fãs de Hitchcock. Com um belo prólogo e uma cena final, na minha opinião, que valem todo o restante do longa, o filme consegue ser um excelente trabalho para um estreante e me lembra, vagamente, o mesmo que Tim Burton fez com Ed Wood na cinebiografia do “pior diretor do mundo”, em 1994 (a cena final, apesar de não ser em preto e branco, como na obra de Burton, me fez recordar de imediato a cena burtoniana). Assim como na obra de Tim Burton, Sasha não pretende aqui se prender apenas a fatos pessoais, mas sim em um momento específico da carreira do diretor. Apesar de não ter tido toda a repercussão nas bilheterias quanto prometeu durante sua divulgação, o filme tem um bom ritmo e pode ser encarado como um bom produto de entretenimento. Como biografia propriamente, no entanto, faltou ainda alguma coisa que pudesse fazer o espectador se identificar e admirar ainda mais a figura do cineasta.  Pelo menos, Hitchcock ainda é um grande mestre aos olhos do público.

O Que Esperar do Cinema em 2013

Pois é, 2012 realmente chegou ao fim. Já saudamos 2013 e torcemos por grandes conquistas neste ano que se inicia hoje. Imprescindível agradecer a todos vocês que tem acompanhado este blog e tornado a minha tarefa de escrever muito mais agradável. Espero realmente que 2013 seja um ano de muitas realizações para todos nós. E seria importante também estrear o ano com um layout novo, certo? (espero que tenham gostado, okay?)

E para começar bem o ano, que tal já iniciarmos falando sobre cinema? Sim ou com certeza? Pois é, os cinéfilos mais excêntricos alegaram que 2012, apesar de muitas produções, não foi um dos melhores anos para a indústria cinematográfica. De fato, não tivemos grandes clássicos neste ano que passou. Entretanto, temos esperança de que 2013 seja realmente melhor. Bom, pelo menos a julgar pela lista abaixo, que contempla alguns dos filmes a serem lançados durante os próximos 12 meses, temos bons motivos para acreditar que 2013 vai ser um ano bem feliz para nós, cinéfilos, certo? Confira aí algumas das estreias previstas para este ano que inicia e marque na sua agenda.

Django Livre (previsão: 18/01/13)
Se você, como eu, já está contando os dias para a estréia do próximo filme de Quentin Tarantino, vai uma boa notícia: já está chegando o grande dia! Django Livre é a segunda parte de uma trilogia que, segundo Tarantino, teria se iniciado com Bastardos Inglórios, filme que definitivamente o elevou ao status de grande diretor. No elenco, estão Jamie Foxx, Leonardo DiCaprio, Christoph Waltz entre outros.

 

Hitchcock (previsão: 08/02/2013)
Pense em trazer para o cinema a trajetória de um dos maiores diretores de todos os tempos durante a produção de um de seus maiores sucessos. Hitchcock traz no elenco os vencedores do Oscar Anthony Hopkins (irreconhecível no papel de Alfred) e Helen Mirren, além de Scarlett Johansson como Janet Leigh, a atriz da famosa cena do chuveiro de Psicose.

 

Oz – Mágico e Poderoso (previsão: 08/03/2013)
A Disney, aproveitando o sucesso de Alice no País das Maravilhas, selecionou os mesmos produtores do longa de Tim Burton, chamou o diretor Sam Raimi (da trilogia Homem-Aranha) e deu seu toque particular à história de O Mágico de Oz. Daí surgiu Oz – Mágico e Poderoso, que conta a trajetória de Oscar Diggs (o próprio, interpretado por James Franco) antes dos acontecimentos do clássico filme de Victor Fleming, quando o mágico é arrastado para a Terra de Oz.

 

Carrie, A Estranha (previsão: 15/03/2013)
Nova versão do clássico filme de terror de 1976, dirigido por Brian de Palma e baseado na obra do mestre Stephen King, dessa vez é Chloe Moretz quem trará vida à personagem título. Julianne Moore também está no elenco, no papel de Margaret White, a mãe religiosamente fanática de Carrie. Muita publicidade e muitas imagens giram em torno deste que promete ser um dos remakes mais aguardados de 2013.

 

O Grande Gatsby (previsão: 14/06/2013)
Com um elenco elogiado (tem Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire e Carey Mulligan),  O Grande Gatsby já teve sua estréia adiada por diversas vezes, mas parece que agora está certo para junho. O filme vai contar a história de um jovem fascinado pelo mundo de seu rico vizinho Jay Gatsby e aos poucos começa a fazer parte de seu círculo social.

 

Universidade Monstros (previsão: 21/06/2013)
A Pixar parece ter se rendido completamente à Disney e, mesmo após o fiasco Carros 2, deciciu lançar uma continuação para outro sucesso da empresa, Monstros S.A. (que será relançado este ano em 3D – sim, uma tentativa explícita de faturar muita grana).

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O Cavaleiro Solitário
(previsão: 12/07/2013)
Fãs de Johnny Depp, não se desesperem: o ator irá aparecer nas telonas este ano! Para variar, Johnny fará mais um personagem caricato e fantasiado em O Cavaleiro Solitário, filme que conta ainda com Armie Hammer e Helena Bonham Carter. Nota: apesar de ter Depp e Helena, o filme não é dirigido por Tim Burton e, sim, por Gore Verbinski (de Piratas do Caribe).

 

Jurassik Park 3D (previsão: 30/08/2013)
E se Hollywood não quer perder tempo criando coisas originais, nada melhor do que tentar faturar um pouco mais a custas de grandes sucessos. Sim, Jurassik Park, sucesso do diretor Steven Spielberg de 1993, será relançado em versão 3D. Prepare-se para aturar 2 horas de filmes para ver apenas cerca de 15 minutos de dinossauros na telona (pelo menos agora em terceira dimensão).

jurassik
Kick-Ass 2
(previsão: 13/09/2013)
Os nerds e geeks pirando em 3, 2, 1… Após o estrondoso sucesso da versão cinematográfica dos personagens de Mark Millar e John Romita Jr., Aaron Johnson retorna às telonas no papel de Dave Lizewski, o jovem estudante apaixonado por quadrinhos que decide virar super-herói, apesar de não ter a menor condição para isso. A história de Kick-Ass 2 trará o roteiro baseado na segunda edição de Kick-Ass e nos quadrinhos de Hit-Girl (dica: vale a pena conferir os quadrinhos, mesmo se você não for um amante dessa arte).

kickass
Sin City 2: A Dama Fatal
(previsão: 20/09/2013)
Com o sucesso de Sin City – A Cidade do Pecado (filme que revolucionou ao levar uma HQ ao cinema com tamanha fidelidade), Robert Rodriguez (de Um Drink no Inferno) traz agora a continuação baseada na graphic novel A Dama Fatal (“A Dame to Kill For), segundo livro da linha criado pelo quadrinista Frank Miller, que também assinou a direção ao lado de Rodriguez e Tarantino na primeira sequencia.

sincity
Jogos Vorazes – Em Chamas
(previsão: 22/11/2013)
Febre mundial baseada no best-seller de Suzanne Collins, a franquia Jogos Vorazes retorna em 2013 com sua segunda parte, Em Chamas. Apesar do diretor do primeiro longa, Gary Ross, não ser escalado para essa continuação (agora, quem assina a direção é Francis Lawrence, de ConstantineÁgua Para Elefantes), as expectativas em torno do filme são grandes.

jogos
O Hobbit: A Desolação de Smaug
(previsão: 20/12/2013)
Nerds, geeks, pseudo-intelectuais e afins estão ansiosos para a continuação da sequencia Hobbit, dirigida por Peter Jackson (da série O Senhor dos Anéis). A saga, baseada na obra de J.R.R. Tolkien, criou uma legião de fãs ao redor do mundo e aposta em muitos efeitos especiais para recriar com fidelidade as aventuras de Bilbo e Gandalf.

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