“Esteros”: Drama Argentino Narra Relacionamento Entre Amigos de Infância

Matias e Jeronimo são amigos que cresceram juntos em Paso de Los Libres (região argentina que faz fronteira com o Rio Grande do Sul). Mais do que isso: eles são melhores amigos e se amam, mesmo que ainda não o saibam – isso é evidente desde a primeira aparição dos dois em Esteros, filme do estreante Papu Curotto. Mas o destino se encarregou de separa-los: enquanto Jeronimo permaneceu no país, onde estudou cinema e vive hoje uma vida simples, Matias se mudou para o Brasil, onde trabalha com pesquisas voltadas à área de biologia. Durante um feriado de carnaval, Matias retorna à cidade acompanhado de sua noiva (com quem está prestes a casar) e o reencontro entre ele e seu antigo companheiro é inevitável.

O argumento de Andi Nachon constrói, entre flashbacks e cenas do presente, a reaproximação entre estes dois amantes, de maneira excessivamente previsível, com soluções fáceis e clichês já vistos em inúmeras outras produções (a pessoa que não pode acompanhar o par, o uso de filtro solar que obriga o toque, a chuva que os confina em uma casa vazia no meio do nada, etc.). É como se tudo contribuísse para facilitar o desenrolar da trama e, com isso, aquele que seria o grande clímax da história não tem muito impacto, afinal sabemos desde o início que, hora ou outra, aquilo vai acontecer. Há também uma tentativa vã do roteiro em reafirmar o amor entre seus protagonistas através de diálogos que não soam naturais ou sequências que pouco acrescentam à narrativa.

Há ainda um certo tom melodramático, algo próximo aos romances mais convencionais, que talvez possa até produzir um efeito positivo para aquele adolescente em fase de descoberta que se vê apaixonado pelo amigo do colégio ou esteja experimentando a fase do primeiro amor. Mas cinematograficamente falando, Esteros pouco impressiona em sua proposta. Apesar da excelente fotografia e da trilha sonora muito bem executada, fica-se a impressão de que o longa poderia ter rendido muito mais caso fosse mais ousado e trouxesse maiores surpresas. Talvez tenha sido apenas estratégia de seu idealizador para tornar seu filme mais digerível ao público comum, nunca se sabe. Ao assistir Esteros, a sensação que fica é a de que você já viu isso em algum lugar. Uma pena que não é somente uma sensação, mas um fato.

“Amanhã”: Documentário Francês Mostra Que Há a Opção de um Futuro Melhor

Em 2012, os cientistas Anthony Barnosky e Elizabeth Hadly divulgaram um estudo na revista Nature, onde argumentavam sobre um possível desaparecimento de parte da raça humana até 2100, baseando-se em estudos e observações sobre os intensos problemas ecológicos, econômicos, políticos e sociais que passa a maioria dos países. Partindo da tese levantada por esta publicação, a dupla Mélanie Laurent e Cyril Dion decidiram fazer as malas e viajar pelo mundo para entender os motivos que poderiam de fato provocar este evento catastrófico – e o que nós poderíamos fazer para evita-lo. Assim, surgiu o documentário Amanhã, um sucesso de público e crítica que busca explorar alternativas imediatas para melhorar o cenário atual e definir o nosso futuro.

Estruturado em cinco capítulos, o filme acompanha a viagem da equipe de cineastas e o encontro destes com pioneiros que reinventaram soluções ligadas às mais variadas áreas, como a agricultura, energia, economia, democracia e educação. Trata-se, na verdade, de um conjunto de iniciativas realizadas por pessoas comuns que contribuem para a construção de um futuro melhor. Mais que isso: são ações que devem ser implementadas urgentemente para garantir a sobrevivência da espécie humana nas próximas décadas.

É interessante analisar que muitas dessas ações podem parecer, a princípio, não fazer muito sentido. O roteiro, no entanto, vai traçando a conexão entre essas variáveis – às vezes de forma até didática – permitindo que o público enxergue a dimensão que simples atitudes cotidianas podem tomar. Assim, o documentário defende suas propostas apresentando cases de sucesso, como a criação de moedas locais (como em Bristol, na Inglaterra) ou complementares (como na Suíça, com seu franco wir), que diminui a cadeia de fornecedores; a crise na Islândia, em 2009, sugerindo aqui uma participação mais efetiva da comunidade nas decisões políticas, criando “um governo do povo para o povo”; a revolução na educação na Finlândia, que é um modelo para outras nações; ou mesmo o crescimento da agroecologia e da permacultura.

Obviamente, Amanhã é muito mais rico em seu discurso do que por seus méritos quanto “cinema”. O excesso de didatismo auxilia na assimilação do tema, mas o que torna Amanhã uma obra agradável (e importante) é o seu otimismo. O documentário não se debruça em teorias catastróficas, mas oferece respostas plausíveis para problemas atuais que precisam ser discutidos, reforçando a ideia de que todos podem ajudar a melhorar o planeta. O tom é de positivismo e isso nos dá um fio de esperança, mesmo diante do caos em que vivemos. Em outras palavras, o futuro está em nossas mãos – basta arregaçarmos as mangas e começarmos a trabalhar já.

Mistura de Realismo e Onirismo Permeia “Na Vertical”

Alain Guiraudie é um dos nomes mais “alternativos” – e queridinhos – do atual cenário cinematográfico francês. Na Vertical, seu novo longa, é mais um típico produto de sua filmografia, se assemelhando até certo ponto aos trabalhos anteriores do diretor, O Rei da Volta e Um Estranho no Lago – este último, ovacionado em Cannes em 2013 e em outros festivais mundo afora, escandalizando a todos com suas cenas de nudez e sexo explícito. Com sua já marcada estética naturalista e suas situações pitorescas que beiram o absurdo, Guiraudie aposta suas fichas na história de Léo (Damien Bonnard), um cineasta com dificuldades para finalizar seu próximo roteiro, que, em viagem pelo interior da França, é surpreendido com a chegada inesperada de uma criança.

A estranheza de Na Vertical vai surgindo cena a cena. A princípio, isso se dá já na interação do protagonista com os demais personagens da trama: um idoso rabugento e seu neto malandro (que Léo insiste em tornar ator devido às suas feições); uma mãe solteira que vive com os filhos e o pai esquisitão; ou o mendigo que Léo encontra ocasionalmente pelas ruas. Aos poucos, a “bizarrice” vai se notando ainda mais à medida que os fatos vão se desenrolando. Alguns momentos nonsenses se sobressaem, como uma perseguição de barco em meio a um pântano ou mesmo a – já polêmica – sequência do suicídio assistido. Todos estes eventos ocorrem em meio à uma paisagem rural, captada em planos abertos, lançando quase uma nova França diante dos nossos olhos – afinal, Guiraudie é um dos poucos artistas franceses que filmam hoje fora de Paris.

Na Vertical escorrega, entretanto, na visível falta de foco de seu argumento. Se por um lado Guiraudie volta a tratar sobre a solidão do indivíduo, algumas escolhas não contribuem com aquilo que o artista pretende (ou demonstra querer) abordar. É como se Guiraudie mirasse em todas as direções, mas sem um alvo bem definido – e as inúmeras camadas construídas acabam se perdendo, já que não há conexões muito bem estabelecidas entre elas. Algumas saídas parecem significar algo, quando na verdade pouco dizem, refletindo um vazio na narrativa que só pode, talvez, ser comparado ao de seu protagonista. Apesar do desfecho interessante e cabível, Na Vertical resulta-se um filme que não funciona para todo tipo de público, não apenas por algumas de suas cenas impactantes ou da difícil categorização de seu gênero, mas principalmente por sua tênue linha entre o realismo e onirismo – que, apesar de reforçar o estilo de seu idealizador, está longe de ser totalmente marcante.

“Na Cama Com Victoria”: Comédia Francesa Mira no Público Comum

Victoria é uma bela e jovem advogada parisiense, cuja sanidade mental está por um fio. Workaholic e egocêntrica, ela recorre ao sexo para fugir das pressões que sofre por todos os lados. Mas as coisas, quando estão ruins, sempre podem piorar um pouco: seu ex-marido e pai de suas filhas, David, está difamando sua carreira. Além disso, Victoria reencontra Sam, um estagiário de direito que outrora ela inocentara por tráfico de drogas e agora insiste em ser seu baby-sitter. Para completar, ela aceita defender o caso de seu amigo Vincent, que está sendo acusado de um homicídio cuja única testemunha é o cachorro da vítima.

Na Cama Com Victoria (título extremamente apelativo quando comparado ao original) é a prova de que os franceses descobriram recentemente o gosto pelas comédias. Abusando de inúmeras referências (há quem cite, por exemplo, semelhanças com obras de Billy Wilder, Blake Edwards e até Woody Allen), a cineasta Justine Triet apresenta uma mise-en-scène caprichada, recorrendo a planos bem trabalhados que criam um ritmo equilibrado e que jamais sai da linha. A direção de atores também é competente e Triet sabe como valorizar a performance extraordinária de Virginie Efira, que é engraçada e sóbria com a mesma proporção e tem ótimos momentos em cena (sua atuação lhe rendeu inclusive uma indicação ao César 2017 de melhor atriz). Vincent Lacoste, o lunático Sam, é adorável e é muito gratificante vê-lo em fase de amadurecimento (este provavelmente é o personagem mais “adulto” de sua filmografia – e o ator não decepciona).

Entretanto, é nítido que a superficialidade do argumento não permite que Na Cama Com Victoria vá além de uma simples comédia popular. Aquele que talvez fosse o tema central da película – e um dos maiores males de nosso século – é tratado de forma rasa: a depressão. Percebe-se que o filme fica em cima do muro: não é totalmente cômico, tampouco aprofunda-se na exploração das relações humanas entre seus personagens. O tom de comédia romântica é o indício mais claro de que Na Cama com Victoria não se propõe necessariamente a promover algum debate, sendo direcionado exclusivamente ao entretenimento do público comum e, óbvio, à possibilidade de uma bilheteria polpuda.

Cotillard e Garrel, a Dupla Romântica de “Um Instante de Amor”

Gabrielle nasceu e cresceu em uma pequena aldeia francesa, em  uma época em que ser mulher limitava-se apenas a abandonar a família e unir-se ao marido – mas este não era o destino que a moça queria para si. Temendo pela reputação da filha rebelde, os pais resolvem casa-la com o pedreiro José que, mesmo com toda dedicação, pouco consegue agradar a esposa. Algum tempo depois, Gabrielle é internada em uma estância termal nos Alpes para tratar de suas fortes dores renais, o que marcará para sempre sua vida.

Adaptado do best-seller de Milena Agus, Um Instante de Amor instiga o público a discutir a emancipação feminina, em especial naquilo que tange à sua sexualidade. Para isto, o início da trama apresenta certa tensão sexual, com algumas sequências que transbordam erotismo (como quando Gabrielle está deitada em sua cama, folheando – e lambendo – o livro do amado). A narrativa ainda ganha uma reviravolta interessante com a chegada de André Sauvage, um tenente à beira da morte por quem Gabrielle irá se apaixonar durante seu tratamento. É neste homem em que a jovem infeliz irá encontrar o amor e a paixão que nunca enxergou no cônjuge.

A direção “clássica” de Nicole Garcia, todavia, prejudica um tanto a obra. É nítido que o roteiro carecia de algo a mais, enquanto a cineasta faz escolhas que funcionam, mas não trazem brilho algum à história. Mesmo com a bela fotografia de Christophe Beaucarne, a diretora arrisca pouco, optando por uma mise-en-scène tradicional, sem qualquer identidade própria. O tom “romântico” passa a predominar, em especial a partir da segunda metade da fita, e com isso o argumento repleto de potencial para novos debates se limita a um romance simples, com um desfecho até mesmo inquietante mas um desenvolvimento mediano.

É na performance do elenco que Um Instante de Amor certamente irá agradar ao público. A protagonista de Marion Cotillard é construída com muito empenho por uma atriz que se entrega de forma absoluta. Marion vai de um extremo ao outro com total sutileza, de forma quase imperceptível, mostrando que, sem dúvidas, é uma das intérpretes mais extraordinárias de nossa geração. Seu par romântico, Louis Garrel, vai se distanciando cada vez mais do símbolo sexual a que todos insistem em o rotular. Com uma caracterização surpreendente, Garrel se despe de qualquer vaidade para a composição de sua personagem, que embora apareça pouco, é fundamental para o desenrolar da trama. A dupla, definitivamente, é o maior atrativo de Um Instante de Amor – um filme eficiente, sim; bonito e bem feito, é verdade; mas que, devido à fraca direção, reduz-se apenas a um drama que não sai de seu “quadrado” mesmo com todo o universo ao redor a ser explorado.

Duas Garotas Românticas

Às vésperas de uma feira de fim de semana, a pequena cidade de Rochefort é povoada pelos tipos mais distintos: as belíssimas irmãs gêmeas Delphine e Solange Garnier, respectivamente uma professora de balé e uma instrumentista e compositora; um marinheiro em busca da mulher de seus sonhos; a dona de um simpático bar à beira-mar que deseja reencontrar o homem com quem viveu um romance no passado; um recém chegado, que acabara de se apaixonar por uma jovem desconhecida; entre tantos outros personagens que, cada qual à sua maneira, vivem momentos diferentes de um mesmo sentimento: o amor.

Duas Garotas Românticas é um daqueles filmes que te deixam com um sorriso de uma orelha à outra. Por duas horas, o musical de Jacques Demy consegue exprimir um intenso clima de felicidade, sem soar piegas ou cansar o expectador. Com um exagero de cores, sempre saturadas, os quadros expressam completa vivacidade e exuberância, mesmo nas poucas sequências mais tristes da história (um contraste que não incomoda em instante algum). A paleta contribui à narrativa com excepcionalidade e há uma harmonia interessantíssima entre figurinos e cenários, o que é muito valorizado com os planos empregados. Há escolhas que impressionam, como alguns planos sequências, todos filmados com bastante precisão – em especial, há um no início da narrativa que captura toda a movimentação da praça da cidade, com suas inúmeras pessoas ao redor para, aos poucos, fazer um zoom em direção à janela de um edifício, terminando em uma ampla sala onde vemos as deslumbrantes Catherine Deneuve e Françoise Dorléac em cena.

Praticamente fazendo par a Guarda-Chuvas do Amor, de 1964, Duas Garotas Românticas é, sobretudo, um filme que narra com beleza e alegria os encontros e desencontros da vida. Amparado pela competente fotografia de Ghislain Cloquet (um dos maiores fotógrafos do cinema europeu na década de 60), que é um visual à parte, Demy cria um mundo mágico e multicolorido – palco onde seus personagens desfilam, dançam e cantarolam suavemente suas melodias em um tom irradiante de êxtase, que transborda da tela e atinge o público em cheio. Se há quem defenda que assistir bons filmes nos tornam pessoas melhores, Duas Garotas Românticas é certamente aquele que vai te deixar de bem com a vida.

Com Disco Homônimo, Harry Styles é o One Direction Que Você Deve Ouvir Já

O que Beyoncé, Justin Timberlake, Michael Jackson, Sting, Gwen Stefani e Ozzy Osbourne tem em comum? Bom, além de serem astros da música, todos compartilham um mesmo fato: abandonaram as bandas pelas quais ficaram conhecidos e partiram rumo à carreira solo. O mais novo artista a compor este seleto time é Harry Styles, que com seu álbum homônimo lançado há poucos dias, comprova que, definitivamente, é um dos poucos remanescentes da One Direction que merece ser levado a sério.

Mas, sejamos francos, não era preciso que Harry seguisse um projeto solo para termos a certeza de que ele sempre foi o integrante mais expressivo do grupo. Com uma voz que se destacava entre o quinteto britânico, Harry também era dono de um carisma incomparável – não à toa, sua fanbase crescia cada vez mais, até o dia em que a banda anunciou seu hiato “indefinido”, lá em meados de 2015. Desde então, muito se especulava sobre o futuro dos membros do conjunto: cada um tomou seu rumo e as apostas eram altas – principalmente em Harry, é claro. E ele realmente não decepcionou.

Harry Styles é um disco de um artista em processo de amadurecimento, especialmente quando comparado ao pop teen da 1D. Com muito menos compromisso comercial do que na época de sua boyband, Harry abandona quaisquer vestígios de seu passado recente e abraça o retrô sem desprezar o novo ou soar cafona. Ao longo de dez faixas, o intérprete abusa de referências e variedades de gêneros (em especial à musicalidade da década de 70, seja no pop, folk ou até mesmo rock), executando todos eles com competência admirável para um garoto de apenas 23 anos.

Assim, o álbum nos brinda com ótimos momentos que vão, com muito equilíbrio, do intimismo à explosão. Meet me in the Hallway, que abre o trabalho, tem uma incrível influência no folk dos anos 60, podendo facilmente passar-se por uma canção de rádio de algum cantor da época. Com quase seis minutos de duração, Sign of the Times rendeu até mesmo comparações com David Bowie. Começando timidamente, a música ganha arranjos que lhe concedem um final espetacular – de longe, é um dos pontos altos deste registro, precedida por Carolina, uma faixa com escancarada referência aos Beatles. Two Ghosts e Sweet Creature são as duas grandes baladas do disco. Enquanto a primeira é o mais próximo que Harry consegue chegar de 1D aqui, a segunda pouco se utiliza de elementos sonoros e conta com uma performance de Harry que nos faz querer cantar junto com ele.

Only Angel e Kiwi conduzem a empreitada a um novo patamar, principalmente esta última, que aposta no vocal rasgado de Styles e em uma guitarra que nos remete quase aos trabalhos mais recentes de Jack White. Ever Since New York é um pop mais comum, sem muitas camadas e que pouco surpreende, mas se encaixa muito bem dentro da proposta do CD. Indo nas raízes dos anos 70, Woman tem uma melodia muito particular, sincopada, cheia de charme e atitude. Com simplicidade e arranjos de cordas, From the Dining Table fecha o álbum harmoniosamente, com um Harry bastante sóbrio que alterna sua performance entre falsetes e vocais graves.

Com um bom repertório musical, Styles entrega um registro honesto, porém não isento de falhas. Para além das letras sem muita profundidade (cujo principal “tema” são relações conturbadas), Harry Styles se mostra “indeciso”, com uma visível ânsia em desvincular-se da imagem de ex-membro de boyband, o que faz com que ele perca seu foco. Assim, é impossível descobrirmos qual é, de fato, sua personalidade musical. Claro, faz parte de seu amadurecimento artístico, é verdade – e também, no atual cenário fonográfico, isso pouco importa, contanto que um  artista tenha hits de sucesso ou bons números na parada. Harry tem talento: o cara realmente é bom e tem potencial para se tornar um astro como aqueles inicialmente citados. Basta apenas “se encontrar”. Mas a gente também não vai ligar enquanto isso não acontecer: mesmo quando está perdido, Harry Styles prova que é a melhor coisa que o One Direction produziu durante todos estes anos…